quinta, 04 de junho, 2026
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A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) está com inscrições abertas para o concurso que vai premiar os cem melhores produtos de peças artesanais de referência cultural sul-mato-grossense. O objetivo é manter a cultura viva e em circulação em tempos de restrições impostas pela pandemia da Covid-19.
A artesã Elizete Barros Vieira não perdeu tempo e já se inscreveu no concurso. Ela trabalha com artesanato há 28 anos e o que a motivou a se inscrever no edital é o reconhecimento do seu trabalho: “É uma peça que vai agregar valor aos olhares, essa peça vai estar exposta em algum local onde as pessoas possam ter acesso e ver o seu trabalho. Nem tanto pelo prêmio, mais pelo trabalho mesmo, pela criação, aquilo que você faz com muito amor e dedicação. É o reconhecimento das pessoas, de conhecer o seu trabalho. Eu fico muito grata porque é uma oportunidade de essa peça ser reconhecida e falar o nome da gente naquela peça. É isso que faz a diferença. Então eu fico muito feliz em participar, muito mesmo. É uma oportunidade que nos foi dada”.
Artesã Beth mostra parte do seu trabalho
Elizete sempre via os editais da Fundação de Cultura como algo difícil de participar, mas este concurso a fez mudar de ideia. “Eu sempre via os editais que a Fundação lança, mas eu achava que era um bicho de sete cabeças. Porém, como houve essa oportunidade de premiação, de doar essas peças, aí eu pensei: poxa, agora é a minha oportunidade de me inscrever e vi que, entrando no edital, era tão fácil, não tinha, assim, aquela burocracia, é só questão de você ter tempo e se dedicar. E aí, juntamente com meu esposo, a gente leu tudo certinho e aí eu criei essa peça com muito amor e carinho para poder participar”.
Elizete, cujo nome artístico é Beth arte sul-mato-grossense, retrata a nossa cultura no seu trabalho por meio das nossas aves do pantanal, das onças, araras, tucanos, que ela retrata nos banquinhos. A peça que está concorrendo no concurso é um remo duplo, um para cima e um para baixo, com um metro e meio de comprimento, uma peça única, com moldura.
Ela incentiva outros artesãos a participar do concurso: “Eu estou muito feliz em participar desse edital e gostaria que vocês artesãos também participassem, porque é uma oportunidade de vocês serem reconhecidos com o trabalho de vocês. E isso é muito importante porque vai ficar no arquivo da Fundação e todos que olharem o link da Fundação vão ver o trabalho de vocês não só aqui em Campo Grande, mas em nível nacional, porque tem pessoas que entram em vários links sobre cultura, os compradores, lojistas, e vai estar vendo o seu trabalho lá e é um incentivo para você ser reconhecido. Muitas vezes você acha que o seu trabalho não tem conhecimento, que as pessoas não conhecem ainda, agora é a hora de vocês participarem. É uma oportunidade única”.
Anselma Vitorino da Silva Leodério considera o edital uma forma que a Fundação de Cultura encontrou em ajudar os artesãos neste momento de pandemia. “A minha motivação em participar é que a gente vê o empenho da Fundação de Cultura, do Governo, em ajudar. O que motivou foi a necessidade que a gente está passando no momento, que o dinheiro vem para ajudar para comprar matéria-prima, nessa época de pandemia a gente não tem feira, e esse apoio que o governo dá é ótimo. Agora a gente está tendo essa oportunidade de ser reconhecido como artesão, porque antigamente você não ouvia falar do artesão, o artesanato era como um hobby, não era pela profissão. E a nossa família ela vive do artesanato, o que a gente tem foi construído com o artesanato”.
Anselma destaca o apoio da FCMS
Anselma é artesã há mais de 20 anos, é filha dos artesãos Ana Vitorino e do José Benedito, tinha 12 anos quando começou a trabalhar com seu pai. Hoje a família tem uma oficina na região de Miranda e todos incentivam outros artesãos a se inscreverem. “Esse edital que saiu eu achei uma oportunidade pra gente inscrever as pessoas que trabalham junto com a gente, para estar encaminhando, porque cada um tem a sua criatividade, então a gente não faz sozinho, a gente tem uma parceria em que cada um tem um processo dentro da nossa oficina”.
Para a artesã Andrea Lacet, a Fundação de Cultura é uma referência, e ter uma obra selecionada e exposta pela instituição é um reconhecimento do seu trabalho como artesã: “O que me motivou a me inscrever, primeiro, foi a vontade de ter uma obra minha como referência. Em segundo lugar, a própria questão financeira. Com a ausência das feiras interestaduais nosso rendimento caiu. O público em geral que adquiria artesanato está elegendo os itens básicos de sobrevivência para adquirir”.

Andrea trabalha com artesanato em cerâmica
Andrea é artesã desde 1995 e começou a trabalhar com esculturas em cerâmica, de forma clássica, e depois aprendeu sobre queima, esmaltação e foi se apaixonando mais pela cerâmica. Criou as peruas de cerâmica, bonecas caricaturadas inspiradas em figuras do cotidiano. Ao longo do tempo foi se profissionalizando, entendendo o valor do artesanato e começou a participar das feiras interestaduais. Foi se especializando nas bonecas, figuras femininas, que continuam sendo chamadas de peruas. “Essa peça com a qual eu me inscrevi e vou participar do concurso é uma perua que eu chamo de tererezeira, porque ela é uma boneca baseada na figura pantaneira da mulher, da morena, e com a cuia de tereré, com o chapéu pantaneiro, com a cinta paraguaia, enfim, com vários traços da nossa cultura, e ela é uma peça autoral”.
A artesã fez uma formação em Design de Interiores para ter um diploma dentro da área artística e ser mais qualificada. Hoje dá aulas de cerâmica, participa de todos os eventos artesanais que existem em Mato Grosso do Sul, e procura sempre estar envolvida. “Tenho na Fundação de Cultura um parceiro maravilhoso, porque em tudo a gente tem auxílio”.
As inscrições para o concurso vão até o dia 22 de agosto. Importante destacar que as obras inscritas devem ser elaboradas e executadas individualmente por pessoas físicas que, comprovadamente, sejam artesãos do Estado de Mato Grosso do Sul há pelo menos 2 (dois) anos. O valor bruto da premiação é de R$ 2.000,00 (dois mil reais).
Para saber os documentos exigidos e ter acesso à ficha de inscrição, acesse o edital na íntegra, clicando aqui.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS