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Após vandalismo, escultura de Manoel de Barros já conta com câmera de segurança e aguarda revitaliza

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17 de junho de 2021

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Theresa Hilcar, Subcom

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"Amputaram a arte, amputaram a cultura, mais uma vez”, foram as palavras do artista plástico, Ique Woitdchach, autor da escultura do poeta Manoel de Barros, instalada na Avenida Afonso Pena, reagindo a mais um ato de vandalismo.

 

Ique contou que na última visita à obra já tinha constatado fissuras nos óculos, e amassados na face do Manoel

A obra, que foi inaugurada em 2017, amanheceu em abril deste ano sem o pé esquerdo. E esta não foi a primeira vez tentaram atacar a escultura de um dos poetas mais importantes do País. “Ela já vinha sendo vandalizada sistematicamente há algum tempo”, diz o autor. Na última visita que o artista campo-grandense fez a peça, já tinha constatado fissuras nos óculos, e amassados na face do Manoel. “Antes estavam usando marretas, mas agora amputaram a escultura de forma violenta, cruel e destemida”, desabafou.

Mas qual o motivo por trás deste vandalismo? Para Ique, o gesto é fruto do incômodo que a arte traz para muitas pessoas. A cultura, segundo ele, é algo que incomoda porque nos faz pensar. “Estamos vivendo tempos sombrios, onde o ataque às artes e a ascensão do pensamento e do comportamento fascista têm tornado esses tempos ainda mais aterrorizantes”, avalia.

A arte precisa ser acessível a todos e ajudar a economia

Monumento Manoel de Barros Afonso Pena (Saul Schramm)

Desde a fase de criação da escultura do poeta não faltaram polêmicas. Mas o que poucos sabem é que por trás de um trabalho de arte, pensado e executado por um dos maiores nomes das artes plásticas e um apaixonado pela obra do poeta, é a existência e a importância do conceito artístico. Não se trata apenas de 400 quilos de bronze, mas de uma história que precisa ser relembrada e acessada por todos. “Infelizmente a arte neste País ainda é elitista”, reclama Ique.

Neste sentido, a escolha do canteiro central na Avenida Afonso Pena, foi fundamental.  Além de ser uma avenida tombada pelo Patrimônio histórico, o local é acessível a todas as pessoas. Quem olhar atentamente vai perceber que o artista recriou o “quintal do poeta” (em referência a um de seus poemas), com Manoel sentando junto a Figueira centenária, árvore que atrai os passarinhos que ele tanto gostava. Traço fundamental nas obras de Ique, a integração da escultura com o resto da cidade, faz a peça “conversar” com seu entorno. Não por acaso, a estátua de bronze atrai tanta gente ao local em busca de uma selfie, um dedo de prosa poético ou apenas para descansar no emblemático sofá do poeta.

A arte e a cultura, segundo o artista, agregam valores importantes para a economia criativa e o turismo da cidade. "Além do bioma riquíssimo, que faz de Campo Grande uma floresta urbana, o turista que visita outros cantos do Estado, tem a possibilidade de parar na capital e apreciar cultura e natureza juntas", explica.

 

Jardim do Poeta deve ser revitalizado

Para consertar o estrago feito à estátua, o artista vai precisar refazer a modelagem e a fundição do pé esquerdo no Rio de Janeiro. Os óculos do poeta também precisão ser trocados e a face retocada. Convidado pela Fundação de Cultura do Estado para vistoriar a obra, Ique disse que está otimista com o empenho do Presidente da instituição, Gustavo Cegonha, na restauração. Durante o encontro com participação da SECTUR (Secretaria de cultura e turismo do município), discutiu-se inclusive a possibilidade de realizar algumas mudanças no espaço, para deixar o “jardim do Manoel” ainda mais atrativo e seguro.

Importante destacar que a peça furtada (o pé esquerdo da escultura) não vale nada em termos financeiros para quem tirou. "Se a peça for fundida para venda a quantia arrecada gira em torno de 50 reais", esclareceu o Presidente da Fundação de Cultura do Estado. Ou seja, quem arrancou o pé do poeta provavelmente não visava nenhum lucro.

"Amputaram a arte, amputaram a cultura, mais uma vez”,  diz Ique Woitdchach (Chico Ribeiro)

Para preservar a obra que retrata o poeta mais querido dos sul-mato-grossenses, a Fundação já garantiu que uma das câmeras de vigilância da avenida seja direcionada para o local. Desde a semana passada o sistema está em funcionamento. “Não é muito, mas já nos garante maior visibilidade daquele espaço tão importante para a cultura”, garantiu o Presidente da instituição, Gustavo Cegonha. Ainda sobre os autores dos recentes ataques, o artista diz que só tem a lamentar por essas pessoas que, segundo ele, se sentem agredidas pela arte. “Vandalizar o patrimônio público, além da falta de educação, é crime”, reitera.

Mas no que depender do Estado através da  Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura e da Fundação de Cultura, em breve Manoel de Barros estará recuperado e pronto para receber todos os visitantes no seu jardim. Sejam eles pessoas, plantas ou pássaros.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

4 de junho de 2026

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

 

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal