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Após resgate no Pantanal, onça pintada se alimenta e está em recuperação no CRAS

Equipes trabalham para controlar e extinguir onze focos de incêndios ativos.

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16 de agosto de 2024

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da Redação /idest

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A onça pintada que recebeu o nome de Miranda, resgatada com as quatro patas queimadas – ontem (15) – no Pantanal de Mato Grosso do Sul, já se alimentou e continua sob monitoramento no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande.

A primeira noite dela sob cuidados veterinários foi de recuperação após ser resgatada pelo Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap), no município de Miranda – e por isso ela recebeu o mesmo nome do local onde foi encontrada.

O animal foi sedado para a realização dos primeiros atendimentos e transporte. Já no CRAS, a onça recebeu carne e água, e esta manhã já havia se alimentado. “A Miranda foi colocada em local apropriado, com grades, pois é um animal muito agressivo. A gente tem que ver como é a recuperação dela após uma sedação. É um animal carnívoro e tem hábitos noturnos, ontem no final do dia nós oferecemos alimentação, carne, e colocamos água no recinto. Agora de manhã verificamos que ela se alimentou, comeu tudo e bebeu água também. Mas ela ainda está se recuperando da sedação, então é necessário acompanharmos se está dentro do esperado”, explicou a médica veterinária e coordenadora do CRAS, Aline Duarte.

O resgate ocorreu de forma rápida, entre às 12h50 de quarta-feira (14) e às 9h46 de quinta-feira (15), com uma força tarefa entre o Gretap e o CRAS, com o apoio do Ibama e da PMA (Polícia Militar Ambiental).

“Nós recebemos a informação de que alguns trabalhadores rurais avistaram a onça, mancando. Ela foi monitorada pelo Ibama e nós fizemos o resgate. O animal foi encontrado dentro de uma manilha. E em menos de 24 horas após sermos acionados, ela já estava no veículo para ser trazida a Campo Grande”, disse a médica veterinária e coordenadora operacional do Gretap, Paula Helena Santa Rita.

O tratamento das queimaduras será feito à base de ozônio e pomadas específicas, mas Miranda também vai passar por uma série de exames laboratoriais e de imagem, o que exige um manejo específico para não estressar o animal. No CRAS todos os cuidados são realizados para garantir que a onça pintada, um animal silvestre e selvagem, se recupere e volte para a natureza o mais rápido possível.  

“É um animal agressivo, toda vez que a gente vai fazer um manejo com ela, é necessário fazer uma sedação por uma questão de segurança dela e nossa também, da equipe. Está previsto nesse final de semana a gente fazer todo o manejo necessário para verificar como ela está de saúde, ter uma visão mais ampla. Porque é um animal vítima de queimada, às vezes pode ter inalado fumaça, pode ter algum problema no pulmão. Nós vamos fazer esses exames para verificar a situação, do quadro geral dela. Então, está previsto a gente fazer ozônio nas patas, um novo curativo e também exames de sangue”, explicou Aline.

O check-up veterinário também prevê alguns exames específicos para doenças de felinos, raios-x e ultrassom. “A gente vai fazer um check-up geral nesse animal. Só estamos aguardando um período, porque não pode sedar todo dia o animal, então a gente precisa esperar ela se recuperar de uma sedação para depois a fazer outra. Esse momento é de observação e investigação, se há mais alguma outra lesão ou algum outro estado de saúde que exija um tratamento mais específico”, disse a médica veterinária do CRAS.

Outros atendimentos

Além da onça pintada, uma fêmea de aproximadamente dois anos de idade, o CRAS também atende um filhote de veado e monitora um filhote de anta, que está Bonito.

“O filhote de veado chegou com queimaduras, mas é um órfão do fogo como a gente diz, porque ele foi achado sozinho numa área onde tinha acontecido um incêndio. O animal está bem, ele vai ter que ficar aqui até a fase adulta e ter a capacidade para ser solto. E a anta, que também é filhote, continua em tratamento em Bonito. A gente está acompanhando de longe, fornecendo medicamentos e dando um suporte”, disse Aline Duarte.


Foto: Álvaro Rezende

O filhote de veado-catingueiro foi resgatado durante incêndio florestal na Aldeia Alves de Barros, entre Bodoquena e Bonito, em boas condições de saúde e sem lesões, mas por ser filhote precisa de cuidados. A filhote de anta, foi entregue no dia 3 de agosto, por um proprietário rural. Com ferimentos nas patas ela foi levada para o RARAS (Recinto de Amparo e Reabilitação de Animais Silvestres), em Bonito, onde se recupera.

Situação dos incêndios

Os resgates dos três animais – a onça pintada Miranda e os filhos de veado e anta – ocorreram durante a Operação Pantanal 2024 que completa 137 dias, que envolve também o combate aos focos de incêndios florestais – um deles é fora do bioma, na região de Naviraí, próximo à divisa do Paraná.

Nesta sexta-feira (16), o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), com o apoio das demais forças envolvidas, atua para controlar e extinguir onze focos de incêndios ativos na região do Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari – próximo aos municípios de Costa Rica e Alcinópolis –, na divisa com o Mato Grosso, em Miranda – próximo ao Salobra –, Serra do Amolar, Paiaguás, Passo da Lontra – na Estrada Parque –, Forte Coimbra, Nabileque e nas proximidades da comunidade indígena Kadiwéu.

As equipes de combate permanecem mobilizadas para combater e monitorar, e ainda evitar a expansão dos incêndios. Além das áreas onde as operações estão em andamento, é feito monitoramento contínuo nas proximidades do Porto da Manga.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS