quinta, 04 de junho, 2026
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A Fundação Carmem Prudente de Mato Grosso do Sul, gestora do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, de Campo Grande, disse que vai fazer um levantamento de documentos e contratos firmados durante a passagem do ex-administrador da unidade, Franco Monteiro Xavier. O mesmo é um dos alvos da Operação SOS-Saúde, deflagrada na quarta-feira (4) pela Polícia Federal, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal para desarticular esquema de desvios de recursos destinados à saúde.
EntendaFranco Monteiro Xavier também é ex-diretor do Hospital Regional Doutor José de Simone Netto, de Ponta Porã. Durante a gestão dele, a unidade era administrada pelo Instituto Gerir, OS (Organização Social) contratada pelo Estado, em agosto de 2016, para administração e operacionalização das atividades do SUS (Sistema Único de Saúde).
O contrato foi firmado com vigência de cinco anos, no valor de R$ 226.012.865,19, com término previsto para o dia 4 de agosto de 2021. No entanto, a OS foi dispensada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) em 2019, após receber R$ 80 milhões, em razão de diversas irregularidades. Entre elas, atraso no pagamento de salários de funcionários. Isso ocorria, dentre outros motivos, porque a OS vinha sendo investigada em outros estados e estava com contas bloqueadas.
As investigações da PF, CGU e Receita Federal que resultaram na operação tiveram origem a partir de relatório de auditoria de avaliação da gestão terceirizada do hospital em Ponta Porã, em 2017, que, à época, era administrado pela OS Instituto Gerir. Na ocasião, foram constatadas irregularidades em diversas contratações no período auditado pela CGU, compreendido entre 8 de agosto de 2016 e 31 de julho de 2017, o que resultou na instauração de inquérito policial em 14 de fevereiro de 2019.
O esquema criminoso tinha, resumidamente, a seguinte dinâmica: a OS firmou contrato de gestão com o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul no dia 5 de agosto de 2016. Por meio desse instrumento, passou a receber elevados valores com o compromisso de gerenciar o Hospital Regional de Ponta Porã. Entretanto, segundo a Receita Federal, valia-se de diversos subterfúgios para desviar os recursos em proveito de empresas vinculadas aos próprios dirigentes. Ou seja, usava empresas laranjas para exercer a suposta prestação de serviços, mas, na verdade, eram apenas captadoras dos desvios.
Gestão do Alfredo AbrãoDiante desse contexto, uma vez que Franco Xavier Monteiro esteve na administração do Hospital de Câncer em Campo Grande, a Fundação Carmen Prudente de MS afirmou que irá fazer um levantamento das documentações e avaliar se existe algum indício de irregularidade cometida na época. No entanto, ressaltou que o investigado foi demitido no dia 20 de janeiro de 2019 e que não tinha poderes para assinar contratos em nome da Fundação. Confira na íntegra a nota divulgada pela assessoria de imprensa.
"Em resposta aos questionamentos informamos que o colaborador Franco Monteiro Xavier foi demitido em 20.01.2019. O cargo de administrador que ele estava ocupando na época não o autorizava a assinar contratos em nome da Fundação Carmem Prudente de MS (FCPMS)- HCAA, cuja atribuição pelo Estatuto é exclusiva do Presidente e Diretor-Financeiro.
Portanto, o referido citado não assinou nenhum documento em nome da Fundação Carmem Prudente de MS-HCAA. De qualquer forma, estaremos fazendo levantamento para analisar, e, se caso for, tomaremos as medidas legais cabíveis.
Atenciosamente,
Amilcar Silva Júnior
Presidente da Fundação Carmem Prudente de MS- HCAA"
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal