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Após muita luta, Jéssica agora pode cultivar maconha medicinal em casa

Diagnosticada com paralisia de Bell, ela obteve autorização para o plantio e extração do remédio que precisa

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28 de abril de 2023

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Jéssica Fernandes/campograndenews

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Jéssica Luana Albuquerque Camargo esperou mais de uma década para conseguir ter acesso sem restrições à cannabis medicinal. Diagnosticada com síndrome de Bell e depressão aos 19 anos, ela conseguiu liberação para importar e cultivar as sementes da planta somente nesta semana, aos 33 anos.

A decisão partiu do Tribunal Regional Federal da 3º Região que na segunda-feira (24) concedeu a liminar.  A liberação pôs fim há três anos de espera que exigiram mais de uma vez que Jéssica comprovasse o diagnóstico e a necessidade do medicamento.

Os sintomas da paralisia, conforme ela, apareceram repentinamente. Durante o expediente no serviço, ela se sentiu mal e em seguida percebeu que não conseguia movimentar parte do rosto.

“Quando aconteceu foi da noite pro dia. Estava trabalhando e no meio da tarde senti que meu rosto não estava muito bom. Fui olhar no espelho e metade estava paralisado, não conseguia piscar, não tinha o controle da boca. O músculo simplesmente relaxou e não tinha movimentação nenhuma”, recorda.

A paralisia influenciou na prática de atividades, alterou a dieta da jovem que não conseguia mastigar alimentos sólidos e impactou a autoestima. A doença acarretou em outra e, aos 19 anos, Jéssica também foi diagnosticada com depressão.

Com o diagnóstico vieram os primeiros tratamentos e a busca por um medicamento que aplacasse os sintomas da paralisia de Bell. “Fiz o tratamento convencional na época, busquei médicos que tinham especialidade na área, fiz fisioterapia, tomei alopáticos por dois anos e nada resolveu como a cannabis resolveu”, afirma.

Antes de ter contato e usar o óleo de canabidiol, Jéssica amenizava os efeitos da patologia fumando a planta. “Foi uma fase bem complicada e sozinha em casa encontrei o alívio da maconha. Desde então comecei a usar a cannabis fumada para poder me sentir bem, era a única coisa que me deixava bem naquele momento”, explica.

Na época, ela não conhecia as associações que trabalhavam com a cannabis para fins medicinais. O contato com as instituições veio em 2018 junto com o interesse em pesquisar como funcionava o tratamento com o óleo.

Em São Paulo, a maconha para uso medicinal era discutida por essas associações que realizavam cursos sobre o tema. Numa das reuniões, Jéssica conheceu outras pessoas que viam na planta a resposta de tratamento para outras doenças.

“Quando estive num auditório lotado com mais de 100 mães de crianças especiais, aquilo mexeu muito comigo. Eu era mãe solo e só a gente que é mãe sabe a dor de uma de ter que cuidar do filho sozinha. Isso me fez lutar por essa medicina não só por mim, mas por todas as pessoas que precisavam”, comenta.

Após o contato com esses grupos, Jéssica reuniu em Campo Grande pessoas interessadas em estudar e pesquisar o assunto que era pouco discutido em Mato Grosso do Sul. “Nos reunimos para poder conhecer o tratamento e buscar novas vias, porque em 2018 o frasco de um óleo usado que não faz o mesmo efeito custava R$ 2.500”, diz.

Sem condições financeiras para custear o remédio na Capital, ela viajou para Ponta Porã onde conseguiu encontrar o canabidiol. A viagem resultou no início de outra trajetória ‘intensa’ na vida da campo-grandense. “Eu fui presa com 200ml de óleo, um pouco de flor embebedada no álcool e o extrato pronto”, relata.

A prisão não fez Jéssica desistir de reivindicar pelo medicamento. Depois de conseguir o direito de responder o processo em liberdade, ela encontrou mais pessoas que faziam o tratamento com a cannabis. O encontro resultou na criação da primeira associação sul-mato-grossense de pesquisa e apoio à cannabis medicinal, a Divina Flor.

Caminho árduo - O processo que resultou na liberação da liminar levou três anos. Para conseguir cultivar e produzir o próprio remédio, Jéssica precisou fazer cursos obrigatórios, levar à Justiça laudos médicos, receitas e outros documentos que corroborassem para o pedido.

A diretora executiva da Divina Flor fala sobre os empecilhos que antecederam a liberação. “Aqui em Mato Grosso do Sul é um tabu muito grande. Nosso processo de primeira foi negado e o juiz queria extinguir. O advogado insistiu, o processo subiu para o TRF3 que está tendo uma compreensão maior sobre os tratamentos. Lá conseguimos um diálogo aberto”, declara.

Por não ser a primeira a conseguir a autorização em Campo Grande, ela acredita que a liberação abre espaço para discussão do uso da maconha para fins medicinais.

“Essa autorização representa muito para nós, para nossa luta como Divina Flor. Hoje eu tenho autorização para plantar, mas a Divina Flor também entrou com autorização para cultivo coletivo. É um espaço que a gente vem conquistando, mostrando pras pessoas que maconha não é droga, é remédio”, pontua.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS