quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Sem cheiro, mau hálito ou bitucas, os cigarros eletrônicos têm vantagens em comparação com o tradicional e continuam em alta em Mato Grosso do Sul. Sejam vapes ou pods, os produtos continuam sendo muito procurados, mas o público agora é outro. Se há alguns anos os cigarros eletrônicos eram moda entre pessoas muito jovens, atualmente o produto tem tido os ex-fumantes como adeptos. Contudo, apesar de parecer mais ‘saudável’, o cigarro também oferece riscos, além de ter a venda proibida no Brasil.
Para quem trabalha com a venda dos produtos, é perceptível a mudança no perfil dos clientes nos últimos anos. A vendedora de uma tabacaria no centro de Campo Grande relata que a época da ‘modinha’ dos cigarros eletrônicos entre os adolescentes passou. Os produtos continuam em alta, mas são utilizados por ex-fumantes, como uma estratégia para abandonar o cigarro tradicional.
“A maioria [dos clientes] é de pessoas mais velhas, são ex-fumantes. Eles procuram principalmente os pods, que têm o teor de nicotina mais alto, né”, comenta a vendedora.
Há diferentes modelos de cigarros eletrônicos, como os pods e os vapes. Os pods geralmente são mais utilizados por fumantes do cigarro convencional, já que contêm teor de nicotina mais alto e ajudam a saciar a vontade de fumar. Já os vapes são qualquer dispositivo capaz de produzir vapor. Eles possuem tanques recarregáveis com sabores, com opção de conter ou não a nicotina.
Outro vendedor em uma tabacaria da Capital também reforça que os ex-fumantes são os principais clientes. No geral, os pods são os produtos mais buscados e o valor varia de R$ 40 a R$ 100 para os descartáveis e de R$ 150 a R$ 300 para recarregáveis.
Pedro* é fumante há quase uma década e viu os pods como uma alternativa ao cigarro comum. Ele começou a utilizar o cigarro eletrônico há cerca de cinco meses e pretende continuar o uso.
“Eu li algumas coisas a respeito e cheguei à conclusão de que eu gostava de tragar alguma coisa, gosto da sensação de fumar. Não sei se iria gostar de usar adesivo ou chiclete de nicotina, sei que ele também faz mal, que não tem estudos sobre. Parece ser um senso comum de que entre ele e o cigarro, ele traz menos malefícios”, explica.
Pedro afirma que mesmo com a mudança no cigarro comum para o pod, continua fumando com frequência. No geral, há vantagens já que o cheiro da fumaça do cigarro tradicional já não faz a menor falta. Entretanto, o uso do cigarro eletrônico não representa o fim do vício em fumar.
“Eu vou continuar [com o cigarro eletrônico]. É que hoje, para mim, a alternativa é voltar para o cigarro [comum] ou continuar com ele. Mas eu planejo parar, estou pensando em como a vida seria e eu já fumo há mais de uma década”, pondera.
Afinal, faz mal à saúde?Apesar de parecerem uma opção mais ‘saudável’, os cigarros eletrônicos ainda oferecem riscos à saúde. Em 2019, quando os dispositivos estavam no auge da 'modinha', a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta aos médicos sobre as doenças pulmonares causadas pelo uso dos vapes. O alerta foi enviado ao CFM (Conselho Federal de Medicina), à AMB (Associação Médica Brasileira) e à Rede Sentinela, que conta com 252 instituições de saúde responsáveis por notificações de eventos adversos relacionados à saúde.
O alerta foi feito com base nas informações do CDC (Centro de Controle de Doenças e Prevenção) dos Estados Unidos. A SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) também não recomenda o uso dos cigarros eletrônicos. “Quando as variadas substâncias químicas dos vapes são aquecidas, o fumante traga uma mistura de álcoois e aldeídos tóxicos, junto com a nicotina. As essências são proibidas para uso inalatório e geralmente permitidas apenas para alimentos e cosméticos”, disse em nota.
Alexandre Araruna é médico pneumologista e preceptor do HU (Hospital Universitário) da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) e explica que, por mais que algumas pessoas aleguem que os dispositivos eletrônicos não são tão nocivos quanto o cigarro clássico, não há como comparar. “Não existe meio mal. Todo meio mal é completamente mal”, frisou em material divulgado pelo Governo Federal na semana de combate ao fumo.
Venda proibidaApesar de serem encontrados e vendidos sem qualquer restrição no comércio em Campo Grande, os cigarros eletrônicos não podem ser vendidos no Brasil. A comercialização, importação ou propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas desde 2009 no país. O que mostra que a entrada dos produtos no país é feita através do contrabando.
Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com países como o Paraguai e a Bolívia, tem registrado apreensões de cigarros eletrônicos. Para se ter uma ideia, o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreendeu uma carga com mais de R$ 1 milhão em produtos contrabandeados no mês passado. Entre as mercadorias, havia 2.862 cigarros eletrônicos, 10 bobinas para cigarro eletrônico e 600 unidades de essência para o dispositivo.
Contudo, não há dados sobre o quantitativo. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) não contabiliza dados de apreensão de contrabando por tipo de produtos como este. Conforme a Polícia, somente são contabilizados itens mais relevantes do ponto de vista de volume financeiro, como pneus e cigarros (convencionais), por exemplo.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS