quinta, 04 de junho, 2026
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Perfomance de Willian gerou comentários sobre inspiração em competição. (Foto: ERB Fun MS) - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS
Após sofrer um acidente de ônibus, o bombeiro militar Willian Eugênio do Nascimento precisou amputar a mão direita e decidiu que seguiria com sua vida, inclusive competindo no crossfit. Tomando essa decisão como uma vontade própria, ele conta que se surpreendeu ao receber mensagens dizendo que sua performance era inspiradora e, no fim, ficou feliz.
“De alguma forma, isso ajudou algumas pessoas a quererem fazer alguma coisa e não achar problema da situação delas”, resume o militar sobre a repercussão durante os últimos dias. Falando sobre seu próprio cenário, Willian explica que entrou na corporação dos bombeiros em 2021, mas já seguia carreira militar.
E, assim como é apaixonado pela profissão, narra que também se encantou com o crossfit logo que conheceu o esporte. Morando no interior do Estado, Willian começou a treinar em 2018 e, quatro meses após iniciar, já partiu para as competições.
Neste ano, enquanto seguia com o cotidiano, ele explica que veio o acidente para mudar os rumos. “Eu estava indo me apresentar no trabalho. Peguei um ônibus em Coxim de manhã e, quando ele estava passando por São Gabriel, o motorista perdeu o controle e acabou tombando o ônibus”.
Por estar ao lado tombado e na janela, o militar teve ferimentos graves na área do antebraço. Após o acidente, a reação foi de sair do ônibus, estancar o ferimento no braço direito e apenas depois pensar o que seria feito com o direito.
De lá, Willian foi levado para o hospital e, após o primeiro atendimento, foi transferido para Campo Grande. “O médico explicou sobre como estava difícil, que eles iam tentar salvar pelo menos alguns dedos, mas na mesma hora eu falei que não tinha problema e que podiam tirar a mão”.
Pensando na filha pequena, ele conta que decidiu seguir pelo caminho com maior segurança, já que a infecção poderia se espalhar. “Eu queria ver ela [filha] e sabia como estava grave a situação”, disse.
Além disso, Willian também precisou fazer uma cirurgia na coluna para tratar uma hérnia de disco e, desde a última cirurgia, se passaram dois meses. Hoje, ele conta que está em recuperação, sendo que apenas a área amputada continua sensível.
“Só depois da cirurgia é que comecei a fazer musculação, só o básico para fortalecer e também fisioterapia. A fisioterapia terminou na semana do campeonato e foi só ali que peguei a barra pela primeira vez”, explica Willian.
Focando em fazer aquilo que gosta, ele narra que testou alguns exercícios, aprendeu a fazer poucos movimentos e seguiu para o campeonato mesmo assim.
“Quando me falaram que fui um exemplo, eu realmente me surpreendi porque para mim é normal, já convivo comigo mesmo sem a mão. Então, não imaginava que as pessoas iam achar algo tão diferente”, detalha sobre a repercussão.
Na mente do militar, alguns elogios chegariam, mas nada tão grande. “Eu só queria ir lá fazer o que eu gostava e voltar para casa, mas eu fico feliz. Fico feliz de ter recebido mensagem sabendo que tinham pessoas que estavam reclamando de seus problemas e que agora se motivaram a fazer alguma coisa. Que essas pessoas ficaram felizes e que, de alguma forma, isso ajudou”, completa.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS