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Geral
Os dois casos confirmados de covid-19 entre os detentos não entraram nos registros de Mato Grosso do Sul, conforme a SES, porque eles não têm residência fixa no estado.
15 de abril de 2020
G1MS
Equipe dos bombeiros foi até Miranda aplicar exame para à covid-19 em policiais que apresentaram sintomas / Corpo de Bombeiros/Divulgação
pós a confirmação de dois casos de covid-19 em suspeitos que estavam presos na delegacia de Polícia Civil de Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, a unidade foi fechada para desinfecção. Todos os detidos, incluindo, os dois doentes, foram encaminhados para prisão domiciliar, por ordem da Justiça.
Estavam na delegacia oito detentos. Todos foram presos no dia 2 de abril por receptação, quando tentavam levar um comboio de veículos roubados para a Bolívia. Deste grupo, cinco moram em São Paulo. Um destes começou a apresentar sintomas de covid-19 e já na segunda-feira (13) teve caso confirmado pelas secretarias municipal e estadual de Saúde.
Nesta terça-feira (14), os órgãos de saúde confirmaram que um segundo detento, também morador de São Paulo, teve caso confirmado da doença. Um terceiro também manifestou sintomas e fez exame, mas o resultado ainda não foi divulgado.
Como o primeiro preso a ser confirmado com a doença teve contato com os outros sete que estavam detidos na unidade policial, o delegado pediu a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) a transferência dos suspeitos para presídios, mas a requisição foi negada.
A Agência informou que não tinha local adequado em presídios do estado para o “confinamento dos custodiados”, que provavelmente também já estariam infectados com a doença.
Os dois homens com casos confirmados de covid-19 foram isolados na delegacia, assim o terceiro, com sintomas.
Com a negativa da Agepen, o delegado então, solicitou a Justiça que em razão da falta de estrutura na unidade, que a prisão dos oito detidos fosse convertida em prisão domiciliar. O Ministério Público Estadual (MP-MS) se manifestou contrário, alegando que os casos confirmados deveriam ser mantidos isolados e que os outros detentos deveriam ser monitorados.
Nesta segunda-feira (13) à noite, a Justiça acatou o pedido do delegado. Dos seis homens presos por receptação com o comboio de veículos furtados, entre os quais os dois casos confirmados de covid-19, a prisão preventiva foi convertida em prisão domiciliar.
Como cinco moram em São Paulo, caberá ao governo do estado e ao município, providenciar a escolta para que sejam encaminhados para seus domicílios, onde deverão ficar recolhidos e impedidos de receberem visitas noturnas.
Outros dois homens, que não fazem parte desse grupo, mas também estavam na delegacia, tiveram a necessidade do pagamento de fiança suspensa pela Justiça, para que também pudessem ser liberados.
Em razão da situação, uma equipe do Corpo de Bombeiros viajou de avião de Campo Grande para Miranda na tarde desta terça para aplicar testes para a covid-19 em dois agentes e dois servidores administrativos da delegacia que apresentaram sintomas da doença.
A delegacia foi fechada para desinfecção.
Casos de covid-19 foram para São Paulo
Os dois casos confirmados de covid-19 entre os detentos não entraram nos registros de Mato Grosso do Sul, conforme a SES, porque eles não têm residência fixa no estado. Foram então, contabilizados para São Paulo, onde moram.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS