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Após 11 anos, Aquário do Pantanal é inaugurado

Idealizado para ser o maior aquário de água doce do mundo, depois de mais de uma década, o Bioparque Pantanal, conhecido como Aquário do Pantanal, será inaugurado nesta segunda-feira (28).

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28 de março de 2022

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Correio do Estado

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Idealizado para ser o maior aquário de água doce do mundo, depois de mais de uma década, o Bioparque Pantanal, conhecido como Aquário do Pantanal, será inaugurado nesta segunda-feira (28).

O ponto turístico e centro de pesquisa da ictiofauna pantaneira, em Campo Grande, começou a ser construído em maio de 2011, ainda na gestão do ex-governador André Puccinelli (MDB).

Conforme o projeto original, o empreendimento deveria ter sido inaugurado em 2013, no 36º aniversário de criação de Mato Grosso do Sul. A previsão inicial de investimento no complexo turístico era de R$ 84 milhões.

No entanto, com a elevação dos custos por diversos impasses, entre eles, paralisação das obras em 2015 e denúncias de mau uso de recursos públicos, o montante a ser investido passou a ser de mais de R$ 230 milhões, consumidos dos cofres públicos.

Para finalizar a obra, que por mais de uma década ficou conhecida como um dos principais elefantes brancos da Capital, a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) lançou 13 licitações desde a retomada dos trabalhos, em 2020.

Conforme o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, 95% desses certames foram concluídos. A expectativa é de que nas próximas semanas os últimos ajustes sejam concluídos.

Com aproximadamente 19 mil m² de área construída, o Bioparque Pantanal conta com 33 tanques, sendo 23 internos e oito externos, além de um tanque de abastecimento e outro de descarte de efluentes, com um volume total de 5 milhões de litros de água. Os tanques externos começaram a ser povoados no fim do mês de janeiro, com 230 espécies de peixes.

O maior dos reservatórios é o túnel principal, que levará 1,2 milhão de litros de água para receber animais de grande porte. Todo o circuito de reservatórios será preenchido por meio de cinco fontes de água: três poços internos, um poço da obra e um poço da concessionária de abastecimento de água de Campo Grande.

O Bioparque Pantanal abrigará 151 espécies pantaneiras, 55 da Amazônia, 14 africanas e cardumes da Oceania, Ásia e América Central.

INVESTIMENTOS

Em 2011, a Egelte Engenharia venceu a licitação para construir o Aquário do Pantanal, por R$ 84 milhões.

A obra, assinada pelo renomado arquiteto Ruy Ohtake, foi lançada em 23 de maio de 2011 e deveria ter sigo entregue em 11 de outubro de 2013, aniversário de criação de Mato Grosso do Sul.

Em 9 de outubro de 2013, a obra foi prorrogada pela empresa por mais um ano. Em fevereiro de 2014, o contrato teve acréscimo de R$ 21 milhões e trocou de mãos, sendo repassado para a Proteco Construções.

Desta forma, o valor chegou a R$ 105,8 milhões. Os trabalhos foram novamente prorrogados e deveriam ter sido concluídos em 16 de dezembro de 2015.

Após a Operação Lama Asfáltica apontar, no ano de 2016, irregularidades na transferência da obra para a Proteco, o empreendimento voltou para a Egelte Engenharia.

Em decorrência do não andamento da obra, o governo de MS rompeu o contrato com a Egelte Engenharia em novembro de 2017.

A empresa Azevedo & Travassos era a segunda colocada na licitação de 2011, com seus serviços cotados em R$ 88 milhões. Chamada para assumir as obras em novembro de 2017, ela recusou o contrato.

OBRA INACABADA ZERO

Lançado na primeira gestão do governador Reinaldo Azambuja, o programa Obra Inacabada Zero foi responsável por retomar a construção do Aquário do Pantanal em 8 de maio de 2019.

A retomada dos trabalhos no polo turístico e de estudos foi dividida em três etapas: levantamentos, processos licitatórios e fiscalização até a inauguração.

Cronologia

2011> Em 2011, a Egelte Engenharia venceu a licitação para construir o Aquário do Pantanal, em Campo Grande, por R$ 84 milhões.

2013> A inauguração do maior aquário de água doce do mundo deveria ter ocorrido em 11 de outubro de 2013, no 36º aniversário de criação de Mato Grosso do Sul.

2014> Em fevereiro de 2014, a obra teve um acréscimo de R$ 21 milhões. Os trabalhos foram, então, assumidos pela empreiteira Proteco Construções.

2015> Com os trabalhos prorrogados, a nova data de inauguração seria em 16 de dezembro de 2015. As obras foram paralisadas no mesmo ano.

2019> Após uma série de embargos, os trabalhos para a construção do Aquário do Pantanal foram retomadas apenas em 2019, por intermédio do programa Obra Inacabada Zero, criado na atual gestão do governo estadual. Após 11 anos, os custos desempenhados na obra do Aquário do Pantanal são estimados em R$ 230 milhões.

Referência como centro de pesquisa

Com inauguração marcada para esta segunda-feira (28), o Aquário do Pantanal recebe peixes para a área externa desde janeiro deste ano. Em fevereiro, o local começou a receber

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS