quinta, 04 de junho, 2026
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Em busca de uma alternativa para evitar que a queima de lixo se espalhe e se torne um incêndio florestal no Pantanal, a pesquisadora Ana Carolina Faccin desenvolve uma caixa incineradora de resíduos, de baixo custo, que poderá ser instalada em locais rurais, como assentamentos e comunidades ribeirinhas.
O projeto 'A Caixa Corta-Fogo: Uma estratégia para a diminuição dos incêndios florestais no Pantanal de Mato Grosso do Sul' é fomentado pela Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) órgão do Governo do Estado responsável por gerenciar os investimentos em inovação e pesquisas científicas, através do Edital Mulheres na Ciência Sul-Mato-Grossense, que investe R$ 5 milhões em 61 pesquisas lideradas por pesquisadoras.
Geógrafa e docente do Campus Pantanal da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso Sul), em Corumbá, Ana Carolina Faccin explica que o objetivo é proporcionar aos moradores da zona rural uma alternativa para queimar o lixo em local adequado, sem risco para o bioma.
"Pretendemos testar uma hipótese de controle de fogo doméstico em local próprio para incineração, um módulo de metal resistente, que estamos chamando de Caixa Corta-fogo. Em visitas e trabalhos de campo pudemos constatar que o fogo faz parte do cotidiano dos moradores destas áreas, mas os resíduos são queimados principalmente nos quintais, em buracos rasos, sem controle das chamas", conta a pesquisadora.
Com prazo de dois anos para execução, o projeto está em fase inicial, com estudos de campo e criação de um protótipo.
“Estamos avaliando o tamanho e material adequados, além do custo. Já temos um modelo, mas ainda temos que licenciá-lo junto ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) antes de construir e testar. Também iremos verificar mais adiante a possibilidade de utilizar materiais doados para aumentar a escala de implantação ", ressalta.
Dois assentamentos foram selecionados para a pesquisa, o Assentamento 72 em Ladário e o São Gabriel, em Corumbá, que segundo Faccin é um dos que mais apresentou focos de incêndio nos últimos anos, repetidas vezes, de acordo com dados georreferenciados da plataforma Mapbiomas.
O aporte financeiro de R$ 80.450 da Fundect custeia desde bolsas de estudos para alunos de graduação participarem da pesquisa, até custeio do material das Caixas Corta-fogo. A pesquisadora destaca que sem o apoio da Fundação o projeto não seria possível.
“Ficamos felizes de executar essa ação, torcendo para que ela traga resultados positivos em um futuro próximo e possa ser replicada em outros locais com problemas similares”.
Nalvo Franco de Almeida Jr, diretor científico da Fundect, reforça que os incêndios representam uma ameaça direta às comunidades locais do Pantanal que dependem dos recursos naturais do bioma para subsistência, pesca, turismo e agricultura.
“Por isso projetos de pesquisa como esse da professora Ana Carolina, além de contribuírem para o avanço do conhecimento, apresentam um impacto social direto nas comunidades, mostrando de forma explícita a responsabilidade da academia em direção a um compromisso com o bem público. Isso é fazer tecnologia social" destaca o diretor.
Desde sua concepção o projeto conta com o auxílio de moradores dos locais selecionados. Segundo Ana Carolina Faccin, o envolvimento direto da comunidade é fundamental.
“A pesquisa vai além da criação da caixa incineradora ao propôr identificar, cartografar e analisar geograficamente as áreas propensas a incêndios florestais no pantanal sul-mato-grossense, além de elencar e discutir critérios de vulnerabilidade territorial, elementos que fragilizam a região do ponto de vista ambiental, econômico, político e social”.
O projeto também prevê a cooperação, em diferentes frentes e etapas, do prof. Dr. Élvis Ramos (UFMS), do prof. Dr. Ricardo Castillo (UNICAMP), de Thainan Nornato (Ibama PrevFogo), de Lígia Lopes de Santana (Fundação de Meio Ambiente de Ladário), do prof. Dr Mateus Sampaio (Unesp) e de Robson Simões (Unicamp e AINTSO Labs).
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS