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DECISÃO

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Apesar de imbróglio jurídico, ministério mantém data de leilão da BR-163

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16 de abril de 2025

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(Fonte: CGN/ML)

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O Ministério dos Transportes quer manter a data de 22 de maio para realizar o leilão da rodovia BR-163, que é essencial para a logística da agroindústria, do comércio e do turismo de Mato Grosso do Sul, apesar do pedido de suspensão da concessão que deverá chegar ao Ministério Público Federal (MPF) nos próximos dias. Os deputados estaduais alegam descumprimento de acordos contratuais pela CCR MSVia, administradora das obras desde 2014. Em eventual falta de interesse de outros investidores, a concessionária pode continuar operando as obras da rodovia.
O relatório de deputados aprovados na Assembleia Legislativa, fruto de oito audiências públicas, será encaminhado ao MPF até a próxima terça-feira, 22 de abril, conforme adiantou o deputado estadual Júnior Mochi (MDB), presidente da Comissão de Acompanhamento do Processo de Relicitação ou Repactuação do Contrato de Concessão da BR-163 da Assembleia Legislativa, criada há dois anos para acompanhar o processo.
O deputado afirmou que o relatório será enviado ao MPF pela Presidência da Câmara Legislativa. A ideia é de que o documento seja enviado juntamente com a subscrição de todas as entidades e demais partes interessadas que participaram das audiências.
Entre as denúncias que constam do documento, segundo Mochi, está o descumprimento de acordos do primeiro edital, uma vez que foram entregues somente 150,442 km de obras duplicadas, o equivalente a 18% do total contratual (845,4 km), além de contratos inadimplentes.
Em resposta ao Campo Grande News, o Ministério informou que a manutenção da data do certame é de extrema importância para garantir tanto a segurança jurídica como a retomada dos investimentos na região. O novo edital da BR 163, cuja extensão abrange 21 municípios sul-mato-grossenses, entre eles a capital de Campo Grande, prevê investimentos em obras de R$ 9,3 bilhões nos nove primeiros anos a partir da assinatura contratual, prevista para 5 de setembro deste ano. Outros R$ 7,7 bilhões devem ser aplicados no decorrer dos 30 anos seguintes.
Concorrência – O Ministério acrescentou, ainda, que o leilão é um processo competitivo em que outros grupos econômicos podem participar com vistas “à assunção do controle” da concessionária da BR-163/MS. A CCR MSVia, por enquanto, é a única inscrita no pregão eletrônico da B3 e, nesse caso, se não houver interesse de outras empresas, a concessionária continuará administrando a rodovia até 2054, mesmo que com novas regras. Para o Ministério, a concessão está dentro do processo de relicitação regido pela Lei nº 13.448/2017.
Revisão – A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fez, na semana passada, uma revisão aos documentos regulatórios do edital mantendo o cronograma estabelecido, mas avisando que a data para eventual pedido de impugnação pode ser até 19 de maio.
O deputado Mochi disse não ser contrário à concessão e nem a cobrança de pedágios da rodovia, considerando que uma rodovia privada cobra pedágio e que as obras devem beneficiar 1,3 milhão de habitantes.
O deputado pede em relatório, entre outros pontos, a suspensão do certamente e a realização de perícia para identificar eventuais irregularidades. Contradizendo alegações da concessionária de que não houve financiamento para conduzir as obras, o relatório aponta o histórico de concessões de crédito pelos bancos oficiais, como BNDES e Caixa Econômica.
O financiamento realizado por essas duas instituições totalizou R$ 3,996 bilhões entre setembro de 2014 e março de 2017. Já o total investido na rodovia até 2023 somou R$ 1,971 bilhão (de um valor contratual de R$ 10,913 bilhões no decorrer de cinco anos).
Os documentos revelam ainda que no atual contrato, que prevê a possibilidade de redução da tarifa de pedágio em eventual não realização de investimentos, a ANTT, vinculada ao Ministério dos Transportes, determinou a redução de 53,94% na tarifa de pedágio diante do descumprimento de acordos de investimentos. A CCR MSVia, por sua vez, recorreu da decisão à Justiça e ao Tribunal Arbitral e conseguiu manter a tarifa no mesmo patamar, garantindo reajustes em meio ao alegado descumprimento de investimentos.
Os dados do deputado afirmam, nesse caso, que a ANTT perdoou R$ 159,4 milhões em multas aplicadas à CCR MSVia de uma totalidade de R$ 237,713 milhões, valor a ser compensando no fim do contrato, de eventual indenização em razão do fim da concessão.
O documento a ser enviado ao MPF alega ainda que vários trechos da rodovia seguem com obras paralisadas, totalizando 65,05 quilômetros de extensão causando vários acidentes e mortes.
O relatório questiona ainda o fato de que, na repactuação do edital, embora os valores sejam próximos ao contrato original, o novo acordo prevê somente 200 km de duplicação, uma queda de mais de 75% em relação à proposta original — e ainda assim projeta um aumento significativo de 35% no custo operacional total das obras. (Fonte: CGN/ML)

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS