quinta, 04 de junho, 2026
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Junto a chegada da frente fria ao estado, na última sexta-feira (23), veio a esperança de que os incêndios florestais que avançam sobre Mato Grosso do Sul enfim dariam uma trégua. Em algumas regiões, isso até aconteceu. É que a chuva e o aumento da umidade relativa do ar propiciou um cenário facilitador para o trabalho de bombeiros e brigadistas que atuam nos locais afetados.
Em Camapuã, por exemplo, onde um incêndio persistia há quase uma semana, os focos ativos cessaram totalmente graças a queda de temperatura, trazendo alívio para dezenas de famílias que viram suas propriedades tomadas por fogo.
No entanto, o mesmo não aconteceu em cidades como Paranaíba, Costa Rica e Naviraí. Nestes locais, mesmo com o frio, equipes estiveram mobilizadas, seja para conter as chamas efetivamente, seja para realizar rescaldo dos incêndios.
Áreas com focos ativos
Conforme o boletim diário da Operação Pantanal, divulgado pelo Governo de MS, até segunda-feira (26), havia um foco ativo ao norte do Parque Estadual das Nascentes do Taquari, em Costa Rica.
Embora as chamas estejam dentro do território de Mato Grosso, há uma equipe de militares de MS apoiando para que os focos não adentrem o parque sul-mato-grossense. Também há um novo foco na região leste do parque, onde os combates foram iniciados e seguem em monitoramento.
Já em Paranaíba novos focos foram detectados e demandaram o envio de duas guarnições para a região. O local permanece em monitoramento.
Em Coxim, os focos de incêndios foram combatidos, mas duas equipes permanecem no local realizando o rescaldo.
Na região do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, em Naviraí, as chamas retornaram e por isso, duas guarnições voltaram ao local para realizar os combates.
Conforme o boletim, 11 locais seguem em monitoramento: Passo do Lontra, Serra do Amolar, Porto da Manga, Forte Coimbra, Porto Esperança, Nabileque, Porto Murtinho, Taboco, Naviraí, Costa Rica e Camapuã.
Efetivo na Operação
Conforme o Governo do Estado, 128 bombeiros militares trabalham no combate aos incêndios florestais no estado. Nessa segunda-feira (26), 11 militares do Rio Grande do Sul chegaram para somar ao efetivo.
Há também o apoio de 92 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública, 14 representantes
das Forças Armadas (Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira), 4 policiais militares de Mato Grosso
do Sul, 1 policial federal e 273 agentes do IBAMA, ICMBio e brigadistas do PrevFogo.
Previsão do tempo
A região do Pantanal sul-mato-grossense ainda enfrenta condições climáticas que favorecem o risco de
incêndios florestais.
Entretanto, a frente fria que avançou o estado nestes últimos dias trouxe precipitações de chuva importantes, mais especificamente nas regiões sul e sudoeste do estado, contribuindo para a diminuição dos focos de incêndio.
Além das chuvas, ainda houve queda na temperatura, que colabora com as ações de combate, pois promove o resfriamento dos materiais combustíveis.
Conforme o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), só em agosto de 2024, 4.216 focos ativos foram detectados em Mato Grosso do Sul.
Desde que a frente fria chegou ao estado, na sexta, apenas no domingo (25) Mato Grosso do Sul não registrou focos de incêndio. Na segunda (26), 59 foram detectados.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS