quinta, 04 de junho, 2026
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O governador Reinaldo Azambuja lançou, na manhã desta terça-feira (31), a segunda fase de obras da Inpasa Agroindustrial, unidade de Dourados. Com investimento privado de R$ 2 bilhões, essa é considerada a maior e mais diversificada planta da empresa que tem cinco unidades, sendo três no Brasil e duas no Paraguai.
Durante o lançamento Reinaldo Azambuja destacou o ambiente favorável para que empresas privadas se instalem em Mato Grosso do Sul. “Uma empresa quando escolhe um local para se instalar, olha segurança jurídica, leis e marcos regulatórios, a dinâmica da equipe. É muito importante você conversar e dar confiança ao empresário e acho que tudo isso é um ambiente realmente importante que foi criado em Mato Grosso do Sul. Temos um bom marco regulatório que são as nossas leis, os decretos e termos de acordo o que dão segurança de competitividade às empresas e todo mundo ganha com isso”, afirmou o governador.

Governador acompanhado de autoridades durante vistoria no canteiro de obras
A instalação da indústria pertence à estratégia de desenvolvimento do Estado, com diversificação da matriz econômica, conforme complementa o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (SEMAGRO), Jaime Verruck. “Esse projeto começa um pouquinho lá em 2015, quando nós fizemos um planejamento para o desenvolvimento industrial no Estado. Lá, colocamos algumas condicionantes que eram a agregação de valor aos nossos produtos e diversificação da nossa base industrial. Começamos a tratar a estratégia de desenvolvimento industrial de Mato Grosso do Sul e sempre com uma referência muito forte: a geração de emprego. E assim começamos a trabalhar. Procuramos criar um ambiente de negócios para o setor privado e o resultado nós vemos aqui”, afirmou.
Para o vice-presidente da Inpasa Agroindustrial, Rafael Ranzolin, a parceria e abertura proporcionada pelo Governo do Estado foram fundamentais para que a indústria fosse instalada. “O Governo nos deu uma abertura muito grande buscando uma política de incentivo em todos os produtos que a cadeia gera. Então, isso nos deixou muito confortáveis para iniciarmos a primeira fase de investimentos e agora a gente vai lançar a segunda fase e será a nossa maior planta, a mais diversificada e os investimentos vão passar os R$ 2 bilhões vamos processar praticamente 20% do milho produzido no Estado”, disse.
Geração de emprego
Com o canteiro de obras, a empresa gera 1500 empregos diretos e estima-se mais de 3 mil indiretos. Quando estiver em operação, a indústria deve criar 250 empregos diretos e 2 mil indiretos. Para o secretário de Infraestrutura, Eduardo Riedel, tudo isso está acontecendo porque o Governo do Estado agiu de maneira rápida e simples. “Tudo isso que está acontecendo é por conta de um fator muito simples, que a confiança do empresário no estado de Mato Grosso do Sul que está oferecendo ambiente competitivo, infraestrutura, logística, incentivos fiscais. O governo agiu de maneira rápida e simples para poder fornecer à Inpasa todo esse ambiente de segurança, é Mato Grosso do Sul crescendo, o estado investindo e assim a gente vai construindo principalmente oportunidade e geração de emprego e renda para a nossa gente”, disse.
A indústria
A Inpasa Agroindustrial começou a ser construída em abril deste ano e deve começar a operar já em 2022. O complexo industrial possui 200 mil m² de área construída para fabricação de etanol, DDGS (farelo de milho), óleo de milho em bruto e geração de energia elétrica, a partir do grão de milho.
A estimativa é de que a produção, em sua primeira fase, seja de 400 milhões de litros de etanol/ano, para um processamento de 900 mil toneladas de milho, 230 mil toneladas de DDGS e 22 mil toneladas de óleo de milho bruto/ano. Já na segunda fase, a produção deve dobrar passando para 800 milhões de litros de etanol, processando 1,8 milhão de toneladas de milho. Também serão expandidas as produções de DDGS, chegando a 469 mil toneladas, 44 mil toneladas de óleo de milho e 440 mil GW/ano de energia elétrica.
Participaram do lançamento da segunda fase de obras os secretários Jaime Verruck (Semagro), Eduardo Riedel (Infraestrutura), Antônio Carlos Videira (Sejusp) e Geraldo Resende (SES); o deputado federal Luiz Ovando; os deputados estaduais Barbosinha e Renato Câmara e o prefeito de Dourados, Alan Guedes.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal