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Ameaça de massacres é o novo trote em escolas

"A gente fica inseguro em mandar os filhos pra escola, porque pode ser brincadeira, mas vai saber?", diz mãe

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23 de maio de 2022

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Lucia Morel - Campo Grande News

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Os pais preocupados e os filhos com medo de irem à escola. Ameaças de massacres estão cada vez mais frequentes, mas há apenas a intenção, nunca se concretizando, para alívio de todos. Ao que parece, tudo não passa de brincadeira, mas também é sintoma de latente de problemas que precisam ser resolvidos.

Para a psicóloga educacional, Cristiane Valdez Albuquerque, toda ameaça deve ser encarada como tendo 50% de chance de se concretizar e 50% de não ser consumada. Coordenadora de Psicologia e Assistência Educacional da Semed (Secretaria Municipal de Educação), ela fala que “não posso descartar, porque pode acontecer, mas por que esse adolescente está tentando chamar atenção? O que ele está tentando comunicar?”, questiona.

Somente neste mês de maio, em duas situações, o Campo Grande News reportou casos em escolas distintas: uma estadual, no dia 11 e outra particular, hoje. Depois disso, pais encaminharam mensagens de mais casos em escolas municipais, o que mostra que há preocupação de que as mensagens encontradas em carteiras ou mesmo nas portas do banheiro se tornem reais.

Uma das mães é a recepcionista de hotel, Ana Paula Bozzonni de Oliveira, de 36 anos. O filho dela é pequeno e chegou em casa ontem desesperado, porque ouviu sobre ameaça de massacre na Escola Municipal Eduardo Olímpio Machado, no Jardim Ouro Verde, programada para 25 de maio. A mensagem estava escrita em porta do banheiro masculino.

“A gente fica com medo, porque eu já assisti até filme sobre isso ter acontecido fora do Brasil. A gente fica inseguro de mandar os filhos pra escola, porque pode ser uma brincadeira, mas vai saber?”, analisa, lembrando que falou com a direção da escola, que informou que os encaminhamentos necessários já estavam sendo tomados.

De outra escola municipal, desta vez, no Bairro Vila Planalto, o pai Diego Mazuko, de 40 anos, programador, conta que recebeu mensagem de pais de alunos que estudam na Padre José de Anchieta, onde o filho dele também estuda, dizendo que massacre ocorreria hoje. “Eu não o levei pra escola hoje, está em casa”, disse.

Segundo ele, a direção da escola recolheu a carteira onde estava escrito a ameaça de massacre e conta que ouviu que a Polícia Militar estava lá nesta tarde acompanhando a suposta ocorrência. “Meu filho, como tem quatro anos, sai mais cedo e não tenho visto PM por lá, mas disseram que ficam alguns policiais de olho por lá, sim”, comentou.

Outro caso que não veio à tona e também não se concretizou foi na Escola Estadual Olinda Conceição Teixeira Bacha, no Bairro Buriti. Pais ficaram em polvorosa, mas a ameaça marcada para 4 de maio não aconteceu. Mãe que preferiu não ter o nome divulgado disse que o policiamento dentro da unidade escolar aumentou depois da mensagem que foi escrita na porta do banheiro.

Para a psicóloga da Semed, a fase da pré e da adolescência é época de “reprodução de comportamentos”, por isso, se vê um “efeito cascata” nessas ameaças. Somente na rede municipal, foram seis este ano. “O adolescente é impulsivo. Faz primeiro pra depois pensar. E ele quer afirmação, aceitação nos grupos e acaba “indo na onda” e reproduzindo comportamentos”, explica.

Pandemia – Mas há que se analisar também o efeito do isolamento social e das aulas remotas nesse contexto. Cristiane Valdez avalia que os alunos voltaram desconectados e com dificuldade de interação social. “Voltaram fragilizados, com dificuldade de socialização”, disse.

Para a doutora em Educação pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Ângela Maria Costa, é isso mesmo que está ocorrendo.

“Isso tem sido recorrente, não só em Campo Grande, mas no Brasil, no mundo e é uma consequência da pandemia que deixou os jovens enclausurados em casa, sofrendo, muitas vezes, violência psicológica e física, passando horas assistindo ou jogando sozinhos e tendo que enfrentar todos os problemas dos pais dentro de casa, as desavenças e até a crise financeira”, enumera.

Ela defende que as escolas não poderiam ter fechado e que agora, diante das consequências, é preciso ampliar o debate sobre a situação e a escola se recolocar como essencial na educação.

“Se a família não educa, a escola também não educa e ninguém assume essa responsabilidade. As famílias estão despedaçadas há tempos, já sabemos disso, mas a escola precisa se importar com o tipo de pessoas que eles estão formando”, afirma.

Ações – Na rede municipal, desde 2018, há atuação do Egeprev (Equipe de Gerenciamento de Conflitos contra a Violência e Evasão Escolar), cuja coordenadora é Mônica Silvano. “Os estudantes voltaram com questões disciplinares bem diferentes de antes da pandemia. São questões mais conflituosas”, sustenta.

Nos seis casos identificados este ano, Mônica diz que o procedimento foi o mesmo: encaminhar a Guarda Municipal para realizar a segurança nas escolas com dois objetivos, sendo de tranquilizar a comunidade escolar e também de mostrar aos alunos que a atitude de indisciplina não vai passar despercebida.

“A Guarda monitora a entrada, a saída, dentro da escola, no recreio e se há suspeita de quem fez a ameaça, fala-se direto com o aluno e com a família. A situação é monitorada de perto de forma a tranquilizar as famílias e fazer um trabalho coletivo, de sala em sala, mostrando que a escola está atenta”, diz.

Em um dos casos, por exemplo, após essa atuação coletiva, os próprios alunos confessaram que haviam escrito a mensagem de ameaça, porque não queriam ter aula. “Aí, nós convocamos as famílias, conversamos e vamos acompanhando prestando atenção em todos os indícios”, enfatiza Mônica.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS