quinta, 04 de junho, 2026
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Mediante entrevista do Deputado Federal Antônio Carlos Biffi sobre o problema da merenda escolar no Estado de Mato Grosso do Sul, a redação deste jornal decidiu investigar se há dificuldades nas escolas de Coxim. Segundo o deputado não há uma complementação do valor repassado pelo governo federal e que por isso algumas escolas estão em dificuldade.
Conversamos com algumas mães de alunos e percebemos que a merenda tem sido alvo de insatisfação dos pais. Conforme informações da ata da escola Clarice Rondon, por exemplo, os pais foram informados durante reunião realizada no dia 12, que a merenda escolar estava suspensa. A escola Semiramis Carlota Benevides da Rocha também sofre com recorrentes problemas deste gênero desde o ano passado conforme informação de uma mãe que não quis se identificar. Já na escola Padre Nunes, a diretora, Gisele Fuzineli, informou que até dezembro tem merenda, mas que já teme a entrada do próximo ano letivo.
Há seis anos o valor destinado pelo governo federal por aluno é de R$0,31 centavos, portanto o repasse não acompanhou as altas dos preços e assim, os alunos estão sendo penalizados. O repasse é padrão, verba do Programa Nacional de Alimentação (PNAE), porém no interior a variedade e a oferta são menores, portanto o custo de vida é bem mais alto. O mel, por exemplo, que faz parte do cardápio das escolas, em algumas cidades do Estado custa R$19 reais, mas em Coxim custa R$34 reais conforme tabela do Procon publicada no Diário Oficial no dia 25 de julho de 2014.
Esta tabela do Procon tem por objetivo determinar o valor a ser pago nos produtos advindos da agricultura familiar e que deve ser de 30% de tudo que o for comprado pelas unidades escolares.
De acordo com o Deputado Federal Antônio Carlos Biffi, no governo do Partido dos Trabalhadores (PT) esse repasse era inicialmente de R$0,09 centavos e teve uma melhora para os R$0,30 centavos, porém o governo do Estado deveria complementar o valor, e o município também assumir essa responsabilidade em conjunto.
No caso da escola Clarice Rondon, o repasse chega há um pouco mais de R$17 mil reais, por semestre, o que dividido mensalmente sairia R$2.800 reais. O gasto mensal fazendo toda a economia possível chega perto dos R$3.500 reais para alimentar os 598 alunos.
Segundo ata realizada na escola o deputado representante do governo, Junior Mochi, participou de uma reunião com os diretores das escolas estaduais que ocorreu no dia 31 de julho, onde o problema foi tratado mas até o momento não se manifestou. O prefeito Aluízio São José também esteve na reunião, mas também não realizou nenhuma ação no sentido de acabar com o problema. Só na escola Clarice Rondon são 598 alunos que ficaram sem merenda, e como é sabido, muitos alunos em Coxim contam com esta oferta alimentar como complementação e as vezes até como a refeição do dia.
Eliana Aparecida da Silva foi à mãe que decidiu trazer isso à imprensa para tentar uma solução ao problema. Junto com ela, a vereadora Lúcia da AAVC também se dirigiu à escola para averiguar a situação e ter conhecimento da ata onde tudo foi relatado. A vereadora se sentiu impotente diante da situação. Segundo o documento, a Secretaria Estadual de Educação foi informada da situação via comunicação interna, assim como o setor de alimentação.
Outro problema relatado na ata é a falta de merendeiros para confeccionar a merenda na escola Clarice Rondon e que neste ano professores de sala de aula e até mesmo a diretora da escola teve que dispor do seu trabalho para cozinhar, pois três agentes do setor pediram licença médica e o quarto passou em outro concurso público. Tem licença de até seis meses, mas a escola está em plenas atividades durante todo o ano, porém de mãos atadas, pois não pode contratar terceirizar ou qualquer outra alternativa.
Na ata, os pais disseram que iriam procurar o Ministério Público, a imprensa e todas as vias necessárias para garantir o direito dos alunos. Na reunião onde a ata foi confeccionada estiveram presentes aproximadamente 50 pais.
Redação – Avaliando a situação averiguamos que em outros municípios do país, como o de Extrema em Minas Gerais entre muitos outros, a Prefeitura se sensibilizou e decidiu complementar a merenda em 2012 para assim dar continuidade ao ano letivo dos alunos sem que a refeição fosse suspensa. Já no município de Águas Lindas em Goiás, o Estado colabora com R$0,14 centavos. Sugerimos que nossos representantes possam estudar a possibilidade de a administração local colaborar com as escolas em momentos que a merenda for suspensa por qualquer motivo e ainda requerer do Estado essa complementação em vista das dificuldades e assim nossos alunos tivessem seus direitos garantidos. (Ana Flávia Dorsa)
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS