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Dados divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) apontam que houve aumento de 50% em um ano no número de multas e infrações por pane seca em Mato Grosso do Sul.
29 de outubro de 2021
Correio do Estado MS - Naiara Camargo
Dados divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) apontam que houve aumento de 50% em um ano no número de multas e infrações por pane seca em Mato Grosso do Sul.
Pane seca é quando o veículo é imobilizado ou paralisado por falta de combustível em via pública, atrapalhando o trânsito.
Foram constatados 10 infrações por pane seca de julho a outubro de 2020 e 15 infrações por pane seca de julho à outubro de 2021. Os números indicam aumento de 50% de 2020 para 2021.
Correio do Estado também pediu o número de notificações feitas pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Apesar de, em números, as multas serem poucas, muitos motoristas informam que tem passado pelo problema, mas sem serem flagrados.
A pane seca é considerada infração média, prevista no artigo 180 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na carteira.
O constante aumento no preço do litro dos combustíveis pode se responsável pelo aumento das infrações por pane seca.
O servidor público Victor Lucas Moraes Honório anda com o carro na reserva constantemente devido ao alto preço do combustível. “Está caro para encher. Coloco só o necessário para o dia atual”.
Além disso, Honório afirma que já chegou a “ficar a pé” por falta de gasolina no carro, mas que nunca foi multado pelo Detran.
“Já fiquei a pé porque esqueci de colocar e achei que iria chegar até o posto e não por falta de dinheiro”.
O militar da aeronáutica Felipe de Goes Silva diz que o tanque de combustível de sua moto permanece constantemente na reserva devido ao alto preço da gasolina somado à preguiça de abastecer no posto.
“Nós brasileiros somos a costumados a viver no limite e com nosso tanque de combustíveis não é diferente. Acabo deixando o veículo andar com a quantidade mínima de combustível quase que sempre”.
Goes afirma que a gasolina está se tornando um produto inviável atualmente.
“Ainda que diminuamos o consumo para evitar extrapolar os gastos com gasolina, ela não deixa de ser um item essencial pra gente, com isso, conforme o valor sofre reajustes a gente acaba sentindo diretamente no orçamento esse reflexo”.
O militar revela que já “ficou a pé” por falta de gasolina. “Por desleixo e há muito tempo atrás, creio que neste ano, apesar dos altos preços, o medo de empurrar o carro foi maior que a preguiça de passar em um posto de combustíveis”.
Além disso, Goes ressalta que nunca foi multado por pane seca, mas é uma multa que provavelmente terá algum dia.
Prejuízos para o veículo
O veículo é danificado ao transitar na reserva do tanque de combustível. Os problemas ocorrem, na maior parte, na bomba de combustível.
De acordo com o mecânico Durval Vilela Neto, existe um sistema que sempre mantém o copo do módulo da bomba de combustível cheio para não deixar que a bomba sofra aquecimento quando o veículo está com pouco combustível.
Porém, a bomba faz um “esforço” maior para manter a linha de combustível do veículo cheia, o que causa aquecimento e danos para a parte elétrica.
“Isso traz uma amperagem muito alta que pode chegar a danificar o relê elétrico que alimenta a bomba de combustível, assim aumentando os custos da manutenção do veículo porque além da substituição da bomba de combustível, vai ter que substituir relê da bomba”.
Gasolina nas alturas
O economista Michel Constantino afirma ao Correio do Estado que os valores do dólar e barril de petróleo impactam no preço da gasolina e diesel de forma exponencial em Mato Grosso do Sul.
Além disso, Constantino revela que o preço da gasolina irá aumentar mais ainda até o fim do ano.
“Temos previsão de aumento do dólar e do preço do petróleo, com isso, a previsão até final do ano é de ter ainda mais aumentos nos combustíveis e a partir de 2022 começar a estabilizar”.
De acordo com Constantino, a pandemia da Covid-19 afeta diretamente no preço dos combustíveis.
“As cadeias globais de abastecimento e produção ficaram paralisadas com a pandemia, e isso afetou a oferta de produtos e serviços, que levou a uma inflação de gargalo, ou seja, um aumento de preços por falta de produção”.
O preço da gasolina é composto por custos da Petrobras, impostos federais, custos de distribuição, impostos estaduais e margem de lucro dos postos.
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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS