quinta, 04 de junho, 2026
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Compra de pães mesmo com uma panificadora dentro da unidade prisional, o ‘sumiço’ de 8.637 colchões, a ‘troca’ de materiais de limpeza por de construção e um consumo improvável de 2,3 quilos de arroz por dia por preso no Estado são apenas alguns dos indícios que levaram uma investigação a pedir a quebra do sigilo bancário e fiscal à Justiça de 45 pessoas e empresas que atuaram na administração ou forneceram produtos para a Agepen-MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) entre os anos de 2014 e 2016.
No rol de investigados estão Deusdete Souza de Oliveira Filho (ex-diretor-presidente da Agepen), Pedro César Figueiredo de Lima (ex-chefe do departamento de finanças), Marcos Borges Joaquim (ex-chefe do departamento financeiro), Eliane da Silva (ex-responsável pelas planilhas e diárias), Maria Granja Macedo (ex-chefe da divisão de compras e suprimentos), Paulo Freire Thomaz (ex-chefe de almoxarifado), Roseli Ribeiro Figueiredo (ex-chefe do núcleo de compras), Nair Mendes de Borba (substituta da chefe de divisão de compras e suprimentos) e Luciano Joaquim da Silva (ex-chefe da divisão de orçamento e finanças). De acordo com a assessoria da Agepen, a maioria dos citados foram exonerados ou afastados dos cargos de chefes e a investigação refere-se a período anterior a atual gestão da instituição.
Segundo os autos do promotor Adriano Lobo Viana de Resende, da 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público, eles teriam realizado procedimentos licitatórios que ‘manipulados, atendiam a fim diverso da lei e do procedimento administrativo’. As investigações teriam se originado após auditoria realizada pelo próprio governo estadual, que detectou falhas na entrada de produtos comprados após diversas reclamações de servidores.
Em um ano, foi constatada pela auditoria uma diferença de menos R$ 15 milhões nos gastos da Agepen, mesmo com o aumento de presos no Estado, o que sugere que o valor pode ter sido desviado dos cofres públicos.
De acordo com o também ex-diretor-presidente da Agepen Airton Stropa, em depoimento, ‘produtos davam entrada no Almoxarifado em quantidade inferior a descrita no demonstrativo de entrega; que tal situação ocorria, sobretudo, com materiais de limpeza, cobertores e colchões, que chegavam muitas vezes em quantidade menor do que a descrita no demonstrativo’.
Uma auditora estadual declarou na investigação à promotoria que faltavam diversos comprovantes de entrega na Agepen e até mesmo os processos físicos necessários para as compras. Outra servidora afirmou que as unidades utilizavam um único tipo de gás, mas que outro tipo também era ‘comprado’ das fornecedoras.
Além disso, foram constatados gastos de mais de R$ 3 milhões em materiais de construção sem identificação e sem destinação, em processos ‘sem qualquer assinatura’, mas com pagamentos efetuados.
“Interessante notar que alguns dos agentes públicos alegaram, na tentativa de justificarem o ilícito, que "trocavam" os produtos adquiridos por outros, sem absolutamente qualquer formalização ou comprovação de entrega. Ora, a alegação é afrontosa não só às regras da administração pública como à boa-fé e lógica dos fatos. Evidente que se o produto pretendido fosse outro, bastava realizarem o procedimento correto para adquiri-lo”, frisa o promotor.
A investigação também solicita a quebra de informações bancárias e fiscais de Graziela Cristaldo Garcia de Oliveira, esposa de Deusdete Souza de Oliveira Filho. Juntos, eles teriam adquirido um imóvel de alto valor.
Everton Barcellos de Souza também teria realizado saques ‘em espécie de recursos muito expressivos e de forma contumaz, indicando ser um possível operador com vistas a "lavar" dinheiro de origem ilícita’. Everton teria recebido R$ 130 mil de uma empresa investigada, fornecedora da Agepen.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal