quinta, 04 de junho, 2026
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Está marcada para a próxima segunda-feira (1º) uma nova paralisação dos caminhoneiros autônomos. Descontentes com os aumentos dos combustíveis e com as propostas do governo para o setor, motoristas profissionais prometem parar e não descartam fechar parcialmente as rodovias na véspera do feriado de Finados.
A perspectiva de greve preocupa porque, em 2018, quando a categoria parou por dez dias, diversas cidades tiveram problemas de abastecimento de produtos essenciais, como combustíveis e alimentos. Na ocasião, o movimento só começou a perder força após um acordo entre o governo e representantes da categoria, para baixar o preço do diesel.
Lideranças dos caminhoneiros autônomos garantem que a adesão à greve do dia 1º será alta, devido à política de preços adotada pela Petrobras no governo de Michel Temer (MB), que reajusta o preço dos combustíveis conforme a variação do dólar e do petróleo no mercado internacional.
Mas não é possível dizer qual será o tamanho da greve pelo Brasil porque os caminhoneiros são uma categoria descentralizada, que não necessariamente responde às convocações de lideranças e entidades. Em estados como Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, lideranças disseram que seus afiliados não vão parar.
De 2018 para cá, já houve outras tentativas de greve. Segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, foram 18 convocações de greve por parte dos caminhoneiros autônomos desde então. Nenhuma teve grande adesão ou disseminação pelo país.
Na sexta-feira (29), às vésperas da greve, estados e Distrito Federal congelaram o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) dos combustíveis por 90 dias. Autônomos criticaram a medida, dizendo que ela é "paliativa" e não resolve os problemas apontados por eles.
Quem diz que a greve será grande
Marconi França, líder dos caminhoneiros no Recife, disse ao UOL que a adesão está "animadora".
Há pessoas que na última chamada eram contra, mas que agora estão parando por causa da dor. Eles estão vendo que não dá mais para continuar rodando. Está crescendo bastante o movimento. Marconi França, líder dos caminhoneiros no Recife
Ninguém está aguentando mais. A categoria resolveu parar e pedir para o presidente da República mudar a política de preços [da Petrobras]. Está forte o movimento. Não tem mais como a gente trabalhar com o frete em real e o combustível sendo reajustado em dólar. É uma reivindicação que todos fechamos, em comum acordo, e não vamos abrir mão. José Roberto Stringasci, da ANTB (Associação Nacional de Transporte do Brasil)
Na quinta-feira (28), aproximadamente 60 lideranças dos caminhoneiros participaram de uma audiência pública promovida pela Frente Parlamentar Mista do Caminhoneiro Autônomo e Celetista. Dentre elas, estavam a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), que tem mais de 40 mil associados, e o Sindicam (Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira). Ambas as entidades vão aderir à paralisação.
A orientação é uma manifestação pacífica, mas não está descartado o bloqueio de rodovias. A greve dos caminhoneiros do litoral de São Paulo pode interferir nas operações do porto de Santos, um dos principais do Brasil e o maior em movimentação volume de cargas e contêineres.
Quem não vai parar e nega grande adesão
Líder dos caminhoneiros do Piauí, o motorista Edvan Ferreira diz acreditar que a greve do dia 1º de novembro vai acontecer, mas que ela "não prosperará". "É difícil dizer, pois tudo é muito imprevisível. Mas o Piauí está fora", afirmou.
"O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem perdido apoio até mesmo dos mais fanáticos. Para o governo, uma greve não deixa de ser preocupante", continuou. Apesar de criticar o governo, ele diz não ver chance de a paralisação ter o tamanho que teve em 2018.
Em 2018, os caminhoneiros foram usados pelos grandalhões do transporte de cargas e pelo agronegócio. E o atual presidente da República pegou carona na greve. Sem chances [de ser igual agora]. Edvan Ferreira, líder dos caminhoneiros no Piauí
Na região Sul do país, a adesão à paralisação também deve ser baixa, segundo a Fecam-RS/SC (Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina).
A maioria dos sindicatos filiados à Fecam decidiu não participar desse movimento por não reconhecer nem as lideranças nem a pauta. André Costa, presidente da Fecam-RS/SC
Em nota enviada ao UOL, a CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos) diz que "não há adesão para qualquer movimento de greve.
Uma paralisação neste momento impactaria negativamente ainda mais a vida do caminhoneiro autônomo, além de trazer reflexos nefastos para a sociedade e para a economia do país. CNTA, em nota ao UOL
O que querem os caminhoneiros
Os caminhoneiros autônomos reivindicam que o governo reveja o Preço de Paridade de Importação (PPI) praticado pela Petrobras. Adotada durante o governo de Michel Temer (MDB), essa política faz com que os valores de venda dos combustíveis sigam o mercado internacional e a variação do dólar. Portanto, quando o preço do barril do petróleo sobe lá fora, ele contribui para a alta dos preços dos combustíveis aqui.
Em 2021, o diesel já acumula alta de 65,3% nas refinarias, e a gasolina subiu 73,4% no mesmo período. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) aponta que a inflação dos últimos 12 meses para motoristas no Brasil chegou a 18,46%, o maior valor para a categoria desde 2000.
O governo federal chegou a cogitar um auxílio-diesel de R$ 400 para 750 mil caminhoneiros autônomos, mas a reação dos motoristas foi negativa. "Foi visto como uma ofensa, e todos sabemos que nem isso o ministro [da Infraestrutura] seria capaz de cumprir. Ninguém está querendo assistencialismo. Ou ele muda o PPI ou cria um fundo de estabilização de preços", disse Edvan Ferreira.
O Fundo de Estabilização dos Preços dos Derivados do Petróleo é uma proposta de lei (PL 750/2021) do deputado Nereu Crispim (PSL-RS), da frente parlamentar. O projeto prevê alíquotas progressivas no imposto de exportação, conforme o valor do barril de petróleo.
Essa arrecadação extra ajudaria o governo a subsidiar eventuais importações de derivados de petróleo, causando redução do preço final para o consumidor. O que tem falado o governo
Desde o anúncio da greve em 1º de novembro, o governo federal tem tentado algumas medidas para apaziguar os ânimos dos caminhoneiros grevistas. Uma delas foi a proposta do auxílio-diesel.
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que a medida pode ser revista, mas criticou os autônomos e disse ao UOL que eles precisam se reinventar e trabalhar em empresas. Segundo o ministro, a categoria também é "responsável por destruir o preço do frete". As falas de Freitas foram vistas como ataque pelos autônomos.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS