quinta, 04 de junho, 2026
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Os aeroportos de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã passarão a ser administrados pela maior operadora de terminais aeroportuários do mundo.
No Brasil, a Aena Desarrollo Internacional já atua no Nordeste desde 2019 em seis terminais e arrematou o bloco SP-MS-PA-MG por R$ 2,45 bilhões em leilão realizado na tarde de ontem na sede da B3, em São Paulo.
Neste pacote está incluído o Aeroporto de Congonhas, o segundo maior do País, além de outros 10 terminais. A previsão de investimento total é de R$ 5,8 bilhões para o período de 30 anos de concessão.
Dados da empresa apontam que no mês de julho ela obteve recuperação de 92% na comparação com dados de 2019, ou seja, antes da pandemia.
A Aena transportou 27 milhões de passageiros, operando mais de 230,5 mil aeronaves e 79,9 mil toneladas de mercadorias. No acumulado entre janeiro e julho de 2022, a recuperação de tráfego de passageiros alcançou 83,9%, comparado ao período pré-pandemia de 2019.
Em comunicado oficial para o mercado, o grupo divulgou que vai passar a operar 12% do tráfego aéreo brasileiro com a nova aquisição (aeroportos de Santarém-PA, Marabá-PA, Carajás-PA, Altamira-PA, Uberlândia-MG, Uberaba-MG e Montes Claros-MG). Só Congonhas corresponde a 85% do total de movimentação informado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A Aena ainda divulgou que será criada uma nova empresa para administrar o bloco em rede e a assinatura de contrato de concessão está prevista para acontecer em fevereiro de 2023.
“Os 11 aeroportos brasileiros adquiridos se unem aos seis aeroportos do Grupo Nordeste de Brasil que Aena gere desde o ano de 2020, depois de ser vencedora, em 15 de março de 2019”, informou a nota de mercado.
ATUAÇÃO DE REDE
Durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo, após os lances terem sido consolidados, a diretora da Aena Internacional, Marian Rubia, confirmou que o projeto para os novos aeroportos é uma atuação em rede, tal qual a empresa atua fora do Brasil.
“É um dia realmente muito especial. Chegamos no Brasil em 2019 e estamos agora, em 2022, com uma enorme presença e interesse em contribuir com o desenvolvimento no País em termos de estruturas aeroportuárias. A Aena opera os aeroportos em rede. Temos 46 aeroportos na Espanha, dois heliportos e estamos acostumados e sabemos operar grandes redes de aeroportos”, afirmou.
Com essa declaração, os terminais de Mato Grosso do Sul podem passar a ter uma interligação que atualmente não existe. Em Campo Grande, já existem voos que vão para São Paulo, tanto em Congonhas como em Guarulhos; além de ligar a destinos como Várzea Grande (MT), Campinas (Viracopos) e Brasília. Não existe a opção, ainda, para destinos como em Minas Gerais e para a região Norte do Brasil, muito menos o Nordeste.
NOVAS POSSIBILIDADES
No interior do Estado, há uma possibilidade maior ainda de ampliação dos trechos. No Aeroporto Internacional de Corumbá, por exemplo, só existe um voo para Campo Grande, aos sábados, e opção para Campinas, passando por Bonito.
Ponta Porã tem menos interligação e só existe em operação voo para Viracopos.
Marian Rubia reconheceu que a atuação nesses aeroportos do interior vai envolver logística e organização complexas. O modelo que é executado na Espanha, porém, vai ser adaptado para a realidade brasileira ao longo do período de 30 anos de concessão, de acordo com previsão da empresa.
“Há uma complexidade enorme neste projeto que estudamos. Tivemos toda a equipe trabalhando nesse estudo. Dentro de uma visão estratégica do grupo, o Brasil é muito importante para gente. Estudamos esse projeto com o máximo rigor e podemos cumprir com todos os contratos que são requeridos”, explicou.
O diretor-presidente da Anac, Juliano Noman, disse na coletiva que a proposta de trabalho em rede para a concessão vai viabilizar novas perspectivas para os aeroportos de Corumbá e Ponta Porã.
“O objetivo do Estado é potencializar o serviço público que vai ser prestado. A opção em fazer a concessão por blocos foi acertada porque não conseguiríamos fazer concessão de aeroportos com VPL [Valor Presente Líquido] negativo, como é o caso de Ponta Porã, de Corumbá. Nessa busca por interiorizar a infraestrutura, o modelo de blocos permite [o investimento]. Pegamos o VPL positivo do Aeroporto de Congonhas e fomos desidratando para os outros aeroportos e fazer isso como uma rede”.
Cidade com o título de Capital do Pantanal, Corumbá ainda não tem acessos facilitados para turistas como ocorre em Bonito. Nos primeiros seis meses deste ano, 29.852 pessoas visitaram a cidade, conforme dados da Fundação de Turismo do Pantanal.
O modelo de atuação em rede nos aeroportos gerou para a cidade uma oportunidade. De acordo com a diretora-presidente da Fundação, Elisângela Oliva, a autarquia busca costurar encontro com a Aena para tratar do tema.
“Acompanhamos as tratativas, o leilão e, com certeza, a prefeitura vai entrar em contato com o grupo, e a gente pretende ampliar os voos e, talvez, trazer mais uma empresa para operar aqui. A ligação com Congonhas gera essa situação”, comentou.
R$ 2,45 bilhões
Aena Desarrollo Internacional arrematou o lote de 11 aeroportos no País por R$ 2,45 bilhões. A concessão engloba terminais em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Pará e Minas Gerais.
Saiba
A Aena Internacional divulgou aos seus sócios e ao mercado global que estudos apontaram que a grande parte dos investimentos necessários vão ser gastos entre 2023 e 2028. Nesse período, 73% dos R$ 5,8 bilhões devem ser injetados.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS