quinta, 04 de junho, 2026
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Na última sexta-feira (29/04), aconteceu o julgamento de H.F.L, acusado de matar com tiro a queima roupa Gilmar José Bezerra, vulgo “Gilmarzinho do Pequi”.
O fato aconteceu em 25/10/2009, na Rua Pedro Aragão de Souza, em frente ao estabelecimento comercial denominado de “Super Moto Peças e Oficina”, em Coxim/MS. Consta no processo que Helton e Tiago teriam parado no referido estabelecimento comercial e chamado “Gilmarzinho” para conversar, momento em que Helton teria implorado para que ele parasse de persegui-lo; entretanto, a vítima teria lhe falado que só pararia se ele lhe pagasse ou quando este estivesse no caixão, momento em que colocou o capacete e foi para cima de Helton, tendo este disparado duas vezes contra a vítima, tendo esta falecido no local dos fatos, pois o segundo disparo foi a queima roupa no rosto.
Foi apurado que a vítima estava perseguindo o réu há mais de 01 ano e meio, isto porque ele tinha ficado como fiel depositário de um veículo que era dela, o veículo tinha sido apreendido por um oficial de justiça, ou seja, independentemente de quem ficaria como fiel depositário o veículo não deixaria de ser apreendido; mas, a vítima não aceitava a apreensão do veículo.
No ano de 2009, logo após sair de um longo tempo na prisão, a vítima passou a perseguir Helton novamente. Na noite do dia 24/10/09 Gilmar iniciou uma perseguição de moto contra Helton, tendo-o fechado em uma rua escura e isolada, momento em que partiu para cima de Helton e passou a agredi-lo e lhe ameaçar de morte, nesse momento Tiago sai da sua casa e ao ver o que estava acontecendo faz cessar a agressão.
No entanto, Gilmar inconformado, teria voltado à casa do Tiago e disparado com uma arma calibre 12, o tiro atingiu a porta da sua residência. Tiago avisou Helton e ambos registraram boletim de ocorrência.
Na manhã do dia 25 a mãe do Helton também foi ameaçada de morte pela vítima, tendo esta lhe dito que iria estuprá-la e matá-la, a ocorrência também foi registrada.
O julgamento somente ocorreu com relação ao réu Helton, pois, Tiago já é falecido. Helton, estava bastante abalado e muito emocionado.
O Ministério Público Estadual sustentou que Helton deveria ser condenado no crime de homicídio simples, pois, pelo tiro no rosto a queima roupa, não cabia as teses de legítima defesa ou inexigibilidade de conduta diversa.
A defesa foi sustentada pelo Dr. Alex Viana e pela Dra. Herika Ratto. A instrução processual foi feita pelo Dr. Ed Maylon. Apesar do acusado ter confessado em plenário, o Dr. Alex sustentou a negativa de autoria, dizendo que a confissão está isolada nos autos, e que todos os elementos de prova demonstram que Helton não foi o autor dos disparos. Defendeu também que Helton deveria ser absolvido, pois, se os jurados entendessem que ele teria sido o autor do delito, sua conduta foi um ato de defesa, a sociedade não poderia exigir dele, ante as circunstâncias, outro ato. A Dra. Herika sustentou a aplicação do privilégio ante as circunstâncias do fato, principalmente, por conta da perícia.
Na réplica o Ministério Público ratificou que o réu deveria ser condenado, e que a defesa estava apresentando um cardápio de teses (legítima defesa, legítima defesa putativa, e inexigibilidade de conduta diversa) só para obter êxito.
Na tréplica, o Dr. Alex Viana defendeu que as circunstâncias ensejam várias exculpantes, por isso, admitindo-se a autoria, os jurados poderiam escolher qualquer uma das exculpantes para absolver o acusado.
Aos prantos o Dr. Alex implorou ao júri que absolvessem o réu, pois, alguém que tentou salvar sua vida não poderia ser condenado. O júri reconheceu a autoria por 4 a 3, e absolveu o réu por 4 a 0.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS