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Ações conjuntas para o fim da violência nas escolas são debatidas pelos deputados

A onda de violência em escolas tem repercutido nacionalmente e em todos os âmbitos. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) não é diferente, com a preocupação dos deputados estaduais pelo fortalecimento da segurança nos estabelecimentos de ensino, assim como ações conjuntas entre as famílias, alunos e professores.

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14 de abril de 2023

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Fernanda Kintschner

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A onda de violência em escolas tem repercutido nacionalmente e em todos os âmbitos. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) não é diferente, com a preocupação dos deputados estaduais pelo fortalecimento da segurança nos estabelecimentos de ensino, assim como ações conjuntas entre as famílias, alunos e professores.

O assunto foi puxado na tribuna pelo deputado Professor Rinaldo Modesto (Podemos), nesta quinta-feira (13), que disse que a situação é séria e merece ser tratada com responsabilidade. “Vamos pensar na carga excessiva que o professor vive. Não bastassem as dificuldades as escolas, com problemas estruturais, ainda há os problemas psíquicos, tendo o professor, por vezes, que ser irmão, pai, mãe, psicólogo. O clima de medo irradia todo mundo. Professores são ameaçados de morte. Não podemos encarar esse tema como político-partidário. Esse é um tema da vida”, salientou Rinaldo, que é presidente da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da ALEMS.

O parlamentar é autor da Lei Estadual 3.437/2007, que institui a Política de Prevenção à Violência contra Educadores da Rede de Ensino do Estado de Mato Grosso do Sul. “Apresentei a iniciativa dessa lei depois que uma professora levou um tapa de aluno. Tem professor que tem que imobilizar estudante com arma de brinquedo, como ele vai saber se era falsa? Temos que fazer o fortalecimento da família e quero elogiar as ações divulgadas pelo Governo, de conscientização, prevista para o próximo dia 20”, afirmou Rinaldo.

Ele citou a reunião realizada ontem pelo Governo do Estado, com participação da ALEMS, em que foram anunciadas medidas preventivas contra a onda de ataques – reveja aqui. O deputado Coronel David (PL), que também participou da reunião com o Executivo, considerou importante as iniciativas. “Estão reforçando o trabalho de prevenção, o de inteligência, inclusive vigiando redes sociais e levando alunos e pais para serem ouvidos em delegacia, mostrando que é uma responsabilidade de todos. Não podemos cuidar só da tragédia, mas temos também que cuidar do ambiente familiar, dos traumas, que acabam eclodindo dentro das escolas. Terá o Centro de Controle, com acesso ao botão do pânico, rondas intensivas, ficou claro que o poder público não fugiu à responsabilidade, mas a família também tem que apresentar sua participação”, considerou o deputado que é presidente da Comissão da Segurança Pública e Defesa Social da ALEMS.

O deputado Zé Teixeira (PSDB) concordou. “Eu acho que a escola precisa de um trabalho coletivo que envolva a todos, família, segurança pública e sociedade, porque se cria um momento de pânico e, às vezes, a criança acha que é engraçado, manda um para o outro, achando graça, ninguém sabe o que se passa na cabeça de um jovem de 12, 15 anos. A família em casa tem que achar uma forma da criança manejar essa situação, pois eu, sinceramente, estou achando que estamos, realmente, correndo um risco muito grande com uma onda de casos assim”, considerou.

Mara Caseiro (PSDB) ponderou a necessidade de reconhecer quando é preciso tratamento psicológico. “Em 2012 o meu filho apresentou uma síndrome de pânico e eu comecei a perceber que tinha algo de errado. Pensei: ‘meu Deus deve ter acontecido alguma coisa no ambiente escolar que o traumatizou’. Eu cuidei, tive condições, foi ao psicólogo, fez tratamento, conseguiu superar e voltar à escola. Eu digo que percebi a mudança de comportamento, mas quantos e quantos pais não conseguem diagnosticar, não conseguem levar tratar, não conseguem perceber por tanto trabalhar? Precisa de uma equipe multidisciplinar nas escolas, com psicólogo, assistente social, para dar auxílio aos professores e possa identificar alguém com transtorno de comportamento. É louvável a ação do governo agora de patrulha intensificada, sabemos que tem custo, mas tem que começar a pensar numa forma de dar condições para que o professor possa identificar e encaminhar o aluno a um atendimento”, sugeriu Mara.

O presidente da ALEMS, deputado Gerson Claro (PP) ponderou que é preciso evitar fake news e clima de pânico. “Ontem ouvimos especialistas em comportamento humano que esclareceram que ameaças existem, mas que é preciso cuidar da boataria. O Governo está colocando forças especiais para cuidar disso e digo que é preciso reforçar que a escola é um ambiente seguro, que confiem em nossa segurança pública e que o momento é de serenidade. De acalmar o ambiente, não criar pânico, nem pedir exército ou escolta armada, porque é isso que os extremistas querem. Já temos 290 escolas monitoradas 24 horas por dia”, ponderou o deputado, que lecionou em escolas por 12 anos. 

Para a deputada Gleice Jane (PT), também professora, é preciso o fortalecimento de políticas públicas. “Por vezes observamos que a criança que chega com violência na escola, já vem de um processo de violência fora dela. Na escola a gente precisa ter uma rede de enfrentamento e de observação, inclusive, de como funciona a mente desses adolescentes para construir políticas nesse sentido. Quanto mais se dá valor a isso, mais casos teremos, quanto mais fala, mais estimula. Precisamos ter serviço de inteligência, falando isso com seriedade, para não incentivar o processo. Eu trabalhava em uma escola monitorada e tivemos um caso de violência. Os Cras [Centros de Referência da Assistência Social] são fundamentais nesse processo. A escola recebe os problemas sociais e não dá conta e precisamos dividir com outros instituições e não só da Segurança”, finalizou.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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4 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal