quinta, 04 de junho, 2026
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Após um grupo de nove mães procurar a polícia no mês passado depois de os filhos de 3 a 4 anos serem vítimas de maus-tratos e estupro de vulnerável, e o caso ser noticiado, outro caso chegou ao conhecimento da delegacia. Mas de que forma a visibilidade dos casos envolvendo os crimes de abusos contra crianças ajuda a evitar novos casos?
A psicóloga Ceres Mota Duarte, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e Delegada Estadual da FBTC (Federação Brasileira de Terapias Cognitivas), pontua que a visibilidade dos casos é essencial para mostrar ao abusador que algo pode ser feito contra ele e, principalmente, mostrar às crianças e aos adolescentes que estão protegidos e de nada têm culpa.
Para a especialista, a divulgação dos casos — sem ferir a integridade das vítimas — colabora para que novas denúncias apareçam e a polícia possa coibir a ação dos abusadores.
“É de extrema importância que a cada situação, seja de abuso ou maus-tratos contra crianças e adolescentes, seja realizado a denúncia. A escola é um espaço onde ocorre boa parte de experiências importantes da vida das crianças: sociabilidades, aprendizagens de habilidades, bem com aquisição de conhecimento e a criança estabelece relações nesses ambientes. Então é fundamental que ela se sinta protegida e não ameaçada. A visibilidade favorece sim, que mais casos ocultos possam aparecer”, disse à reportagem.
Sinais que possam indicar abuso
Em entrevista anterior, a então delegada da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) na época, Marília Brito, contou quais os sinais que uma criança pode indicar quando está sendo violentada.
O primeiro sinal a ser observado é uma possível mudança no comportamento habitual da criança. “Teve alguma modificação brusca de comportamento? É importante analisar isso, buscar a origem. Às vezes, a aproximação demasiada de alguém, ou um antagonismo muito severo com relação aquela pessoa”, alerta. Queda no rendimento escolar, ansiedade, depressão, automutilação, isolamento também podem ser sinais do abuso.
O passo seguinte é buscar entender o que foi que aconteceu. “Se foi um abuso, se foi uma violência, se foi um fato comum da vida que deixou essa criança desse jeito”, descreve.
Não existe um perfil específico de abusadores, pois eles podem estar em qualquer lugar, em todas as classes econômicas, e em todos os ambientes. Mas, de acordo com Marília, esses indivíduos geralmente tendem a permanecer em ambientes de convívio de crianças. “Locais que dão a ele, acesso a essas crianças. Mas também tem aquele abusador de gerações. Que abusa da filha, da neta, da bisneta, da sobrinha, e da geração inteira da família”, contextualiza.
Estatísticas apontam que a maioria dos casos de estupro de vulnerável são praticados dentro do ambiente familiar, por padrastos, vodrastos, avós, pais e tios. “Esse é um ponto delicado. É muito difícil um filho chegar para uma mãe, e falar que o pai, o padrasto, o vô ou vodrasto, está abusando sexualmente. Encarar tudo aquilo com veracidade e fazer o rompimento do vínculo, é uma dor que atinge toda família”. Muitas vezes, a criança sente vergonha e até culpa, e com isso acaba não relatando a ninguém o abuso sofrido.
Há casos em que a vítima conta e acaba não sendo levada a sério por quem deveria protegê-la, causando danos psicológicos para a vida inteira. “Geralmente o agressor é quem deveria proteger aquela criança. Então aquela criança não tem voz. Porque quem deveria dar a voz e a proteção é quem pratica a violência. Então, para aquela criança sair daquele ciclo de violência é muito mais difícil. Geralmente também, a família tem muita dificuldade de crer na palavra da vítima. E o fato daquele que deveria ter tomado atitude, que deveria ter procurado as autoridades, não ter feito, causa mais dor”, pontuou.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS