quinta, 04 de junho, 2026
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Terça-feira, 20 dezembro 2022, será reinaugurada a "Praça dos Pescadores", que leva o nome do meu saudoso avô, Francisco Mendes da Rocha Filho, o "Sinhozinho". Adornada por belos dourados criados pelo famoso artista Pedro Guilherme, é mais um cartão postal da nossa cidade.
Contudo, gostaria de contar um pouco sobre a trajetória do meu avô, que remete a de boa parte de uma brava gente coxinense, nordestinos, migrantes buscando por melhores perspectivas de vida.
Baiano, nascido em Catolândia, seu pai tinha uma pequena lavoura na região de Barreiras. Por ser filho do patrão, passou a ser chamado de "Sinhozinho". Ficou órfão de mãe muito cedo e devido a um duelo entre seu irmão e outro filho de uma família local, para não sofrer vingança, precisaram mudar-se para o Mato Grosso em busca de esperança e paz.
Ao chegar, começou a trabalhar muito cedo na roça dos Araújo (Fazenda Estiva), quando então conheceu uma moça belíssima chamada Geny, que assim como ele, também era migrante baiana - foi amor à primeira vista e o casamento logo aconteceu em 1962. Tiveram quatro filhos: Maria Aparecida, Deuzilda, Deusvaldo e Deusvaldir.
Juntos, trabalharam de sol a sol e após formarem uma reserva financeira, no início dos anos 60, mudaram-se para Vila Pequena abrindo um pequeno restaurante de nome "Nosso Recanto". O estabelecimento logo virou um sucesso, reconhecido pela saborosa comida caseira, permitindo ao casal alçar vôos mais elevados.
Sinhozinho era analfabeto, mas tinha espírito empreendedor e fazia contas como ninguém.
Seu faro previu necessidade de novos ares e foi aí que em 1970 decidiu mudar-se para as cercanias de uma praça próxima à ponte velha, abrindo estabelecimento de nome “Bar e Restaurante Sinhorzinho”, que passou a ser ponto de parada dos ônibus rodoviários. Foi mais um acerto dos baianos, que congregando a um empenho incansável, levou a mais um negócio bem sucedido.
Em 1975, com a pavimentação e novo traçado da BR-163, veio a necessidade de nova mudança e ampliação - construíram por conseguinte outro edifício as margens da atual rodovia, onde imortalizaram-se por servir a melhor peixada da região. Seu restaurante virou ponto de encontro da sociedade coxinense que não recusava a hospitalidade do casal junto a uma porção de peixe frito ou frango a passarinho acompanhados de uma cerveja bem gelada para espantar o calor local. Juntamente a Seu Nezinho e dona Eulice (Hotel e Restaurante Piracema), fizeram história formando os principais pontos de pouso e almoço em Coxim nos anos 70 e 80.
Coxim vivia o auge da pesca, atraindo milhares de turistas de todo o Brasil e a BR-163 tornava-se uma das principais rodovias, servindo de passagem para desbravadores que formariam toda a região norte de Mato Grosso após a divisão em 1977.
Do “Hotel e Restaurante”, Sinhozinho e Geny tiraram seu sustento e formaram uma família que também estendia-se a seus funcionários, amigos e agregados. Sinhozinho tinha por características a alegria, lealdade e coragem de vencer na vida através do trabalho. Não recusava uma festa, era apaixonado por pescarias, tinha muitos amigos e acolhia todos os seus, servindo de esteio e ajudando aqueles que a ele recorriam.
Quisera o destino que cedo nos deixasse, aos 46 anos, em 20/05/1987, vítima de uma infecção de pele mal-curada que generalizou. Deixou um legado e sua história serve como exemplo para todos aqueles que continuam buscando Coxim como um local de recomeços, onde reina a paz e a esperança por um futuro melhor.
Fernando Henrique Rocha Fontoura
Natural de Coxim-MS, médico e escritor.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS