quinta, 04 de junho, 2026
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Entrevista Especial
Na série de entrevistas realizadas pelo Diário do Estado com lideranças de diversos segmentos do Estado, chegou a vez do médico cardiologista Dr. Ricardo Ayache presidente da Cassems. Gestor de qualidade comprovada nacionalmente e nome citado em qualquer discussão política, ele se mantém focado no projeto Cassems para que ela seja uma referência em qualidade na saúde.
15 de dezembro de 2017
DE: O senhor colocou a Cassems num patamar de excelência em qualidade de serviço prestado ao usuário. A meta é estar sempre cem por cento na qualidade?
RA: Com certeza! Temos metas que estão sendo cumpridas diariamente para satisfazer o usuário da Cassems fortalecendo nossas bases em todo interior do Estado. Nossa diretoria está sempre atenta nas necessidades decorrentes do crescimento do quadro associativo e para isso não podemos perder a eficiência na qualidade de serviços prestados.
DE: O senhor focou a construção de hospitais para melhorar o tratamento ao associado da Cassems e isso já alcança o interior do Estado. Essa idéia acabou sendo um marco na sua gestão.
RA: O usuário quer sua saúde perfeita e bem cuidada. Quando estudamos a construção de um hospital em Campo Grande tínhamos essa idéia de avançarmos também no interior. Construímos um hospital de excelência, com corpo administrativo e médico de alta qualidade e com dependências hospitalares que acabaram se tornando um marco no estado e no Brasil. Nosso centro cirúrgico está aparelhado muito bem com mecanismos de última geração com central de exames altamente avançada. Essa qualidade foi decorrente de muitos estudos e avaliações. Com a inauguração do hospital em Campo Grande e com tudo funcionando perfeitamente bem, focamos o interior. Vamos dotar Dourados e Corumbá com hospitais de qualidade na sua área de construção e com excelência em atendimento. São duas cidades que necessitam dessas obras para que a saúde do usuário e da população esteja sendo cuidada com muita atenção por nós. A saúde enfrenta problemas como todos nós sabemos mas aí entra a disciplina organizacional e de gestão que nós adquirimos para agilizarmos a questão de imediato.
DE: Em qualquer pesquisa de opinião ou discussão política seu nome é obrigatoriamente lembrado. Em 2018 o senhor entra na disputa?
RA: Não sei. Estou focado 24 hs na Cassems. Sua evolução não me permite pensar diferente. Evidentemente que existe em mim vontade política. Fui candidato ao senado Federal nas últimas eleições e todos me disseram que perdi mas ganhei ao mesmo tempo pela votação que tive e pela campanha que utilizei . O momento para a classe política está muito tumultuado. A população está descrente com os políticos e as pesquisas mostram isso. O meu projeto político envolve todos os segmentos da sociedade. Se eu puder discutir isso sem ingerência acredito que eu possa vir me candidatar. Como a eleição é só ano que vem, vou tocando minha gestão na Cassems pois essa não pode parar.
DE: Como médico o senhor considera que a saúde no Brasil está com sérios problemas por gestão ou por inabilidade da classe política?
RA: Como médico eu fico triste quando vejo o desvio de comportamento dos políticos ou gestores que desviam recursos da Saúde para fins próprios. Isso não pode mais ocorrer no Brasil. Saúde é coisa séria. No meu consultório faço as vezes de cardiologista e psicólogo. Pacientes relatam dificuldades para isso e aquilo e vendo todos os dias na mídia políticos sendo presos por desvios. Quem quer um Brasil assim? Ninguém. Os gestores da Saúde são responsáveis em manterem a população muito bem cuidada. É de decência que precisamos.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS