quinta, 04 de junho, 2026
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Para abrir os trabalhos da 1° Feira do Agronegócio, o Sindicato Rural de Coxim, com a parceria da Aprosoja (Associação de Produtores de Soja e Milho), trouxe um palestrante com vasta experiência de mercado para falar das perspectivas da safra brasileira de grãos, assim como a tendência dos mercados agrícolas mundiais. Liones Severo foi o escolhido para trazer esse conhecimento diante dos seus 50 anos de mercado, trabalhos realizados por cerca de 10 anos com o governo chinês e com o presidente de uma multinacional. A palestra ocorreu na sexta-feira (22) às 14hs nas dependências do Sindicato.
“O Mercado da soja foi descoberto no século passado, quando foram conhecidas sua grande utilidade e hoje é a principal commodity do mundo. A soja é alimentadora de todos os rebanhos cardumes e aves existes, é um produto forte na dieta alimentar mundial, principalmente no complemento do carboidrato e da proteína, e isso está contribuindo muito para o seu consumo, já que o farelo de soja é a maior fonte de proteína comprovada. Sem a soja esses rebanhos não podem ser alimentados” detalha o palestrante que afirma com convicção de que o mercado está se aprimorando mas que o Brasil será um protagonista nesta produção de alimentos.
Para Severo, o Brasil não tem consciência da sua potencia e essa é a meta, fazer com que os produtores entendam a sua importância e a importância do que produzem, para que eles tomem seu lugar não só no país, no mercado interno, mas no mercado internacional.
“Estamos começando um processo novo, da virada do milênio para cá. Falta conhecimento porque nosso produtor fica muito instável quando ouve qualquer informação. É um mercado muito importante mundialmente e por isso fazem terrorismo e o conhecimento é a única maneira da pessoa ter uma inteligência emocional, sendo capaz de aguentar essa avalanche de informação que desestabilizam o campo” alerta o palestrante.
Segundo Severo, existe muita conspiração uma vez que o Brasil é a única esperança do mundo, da produção de soja. Mas, ele afirma que não existe nenhum risco, tanto que a soja é que alimenta os rebanhos. Não tem nenhuma comprovação que ela prejudique o ser humano, todas essas informações é apenas uma conspiração de mercado, principalmente das indústrias alimentares concorrentes.
O palestrante diz que essa produção faz parte de um país melhor, e que com sua contribuição, ajudará o país a alçar esse voo ainda mais alto, pois é este o país que deixará para suas gerações.
Almir Dalpasquale, presidente da Aprosoja Brasil, disse que é uma palestra como esta que traz a importância do setor. Esse evento vem para mostrar as dificuldades e um novo horizonte, as perspectivas e o que pode acontecer. Pode dar um amparo melhor para o mercado local.
“O grande problema da região norte ainda é a logística e a energia. Ainda estamos abandonados aqui em cima, devido a esses problemas. Pessoas me procuram com projetos de investimentos, mas a energia limita, não tem demanda para atender os armazéns”, destaca o presidente.
Dalpasquale aproveitou a oportunidade para alertar aos produtores quanto à próxima safra e pediu cuidados, pois o mercado teve limitações nas ultimas três safras. “É um mercado que vem com viés de baixa, temos que olhar com seriedade, não atropelar as coisas e não ver seu patrimônio dilacerado no futuro devido decisões erradas” orienta o presidente.
Já para o produtor Durvalino Vieira a visão do palestrante foi muito ampla e deu uma boa base para os presentes. Ele fez questão de comparar essa palestra com outra vista há poucos dias em São Gabriel do Oeste. Para ele foi possível perceber uma clara diferença de conceitos.
“O americano da palestra de São Gabriel trouxe uma mensagem negativa, contradizendo totalmente a de hoje. O grande diferencial, é que o EUA quer comandar o mundo e dar as cartas, e o mundo não esta aceirando mais isso. A China é a maior vedete do mercado no consumo de grãos e de carne, isso para nós é confortável, o que o mundo fala, é diferente do que os americanos pregam. Para nós tudo isso é difícil, trabalhamos com bolsa, com dados manipulados as vezes para mais e as vezes para menos, isso prejudica o andar do agronegócio em todo mundo” destaca .
Sobre as dificuldades da Região Norte, Vieira, acredita que é a cobrança do ICMS do produto produzido no Estado pelo agronegócio que é o maior problema. “É a coisa mais horrível que existe e isso tem que mudar, essa pratica não é usada em nenhum outro Estado. Nós produtores não aceitamos mais, hoje ou amanhã isso vai mudar” projeta o produtor.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS