quinta, 04 de junho, 2026
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Após a humilhação diante da Alemanha e a derrota para a Holanda por 3 x 0 no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, Luiz Felipe Scolari entregou o cargo para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A CBF aceitou o pedido de Felipão e confirmou a demissão de Scolari, Carlos Alberto Parreira e de toda a comissão técnica que trabalhou na Copa do Mundo.
Assim, o Brasil parte em busca de um novo técnico para assumir o projeto que terá como ponto alto a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, passando pela Copa América do Chile, em 2015, e das Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial, que o país volta a disputar após ser sede do evento.
Técnico gringo
Não é a primeira opção e nem prioridade, mas a cúpula da CBF admite avaliar a ideia de contratar um técnico estrangeiro para dirigir a seleção brasileira. A mudança de postura se dá muito mais por pressão popular e da imprensa do que por convicção de quem toma as decisões na confederação.
Depois de ver a seleção brasileira tomar 10 gols em dois jogos e concluir de maneira humilhante a Copa do Mundo em casa, a CBF decidiu “dissolver” a comissão técnica de Luiz Felipe Scolari - o mesmo termo “dissolver” foi usado quando a entidade anunciou a demissão de Mano Menezes, em novembro de 2012.
Na época, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero repeliram a ideia de chamar um treinador estrangeiro - houve quem pedisse a contratação de Pep Guardiola. Os cartolas argumentaram então que o Brasil ganhou seus cinco títulos com brasileiros no banco de reservas e que não havia nada que um gringo pudesse ensinar aos pentacampeões.
Lições da Copa
Mentalidade forte, capacidade de absorver um duro golpe e usar os erros para uma futura virada. Aceitar as deficiências com humildade, analisar as virtudes dos rivais e usá-las, sem perder sua essência. Isso é o que o Brasil pode aprender com a Copa de 2014 para projetar algo positivo para 2018.
Humildade para aprender
A primeira recomendação é a de querer mudar e achar que tem que aprender com o que estava errado e pode ser melhorado, como fez a Alemanha. O Brasil não pode achar que os 7 a 1 foi por acaso e apenas uma pane de poucos minutos. Os erros começaram bem antes.
Jogo coletivo
A Alemanha sempre teve um jogo coletivo. Admirava a habilidade e a capacidade de improvisação do jogador brasileiro para decidir um jogo e tentou formar atletas que arriscassem mais no drible e nas jogadas. Mas nem por isso abandonaram o que já faziam bem. Isto lhe rendeu seus títulos. Uma equipe de verdade não joga em função de um único atleta.
Respeito ao adversário
Chamou a atenção de todos que durante a humilhante goleada, que nenhum jogador alemão esboçou alguma atitude de desrespeito ou menosprezo ao adversário. Firulas, dribles e provocações são bem mais comuns no Brasil quando uma equipe vence um time por larga diferença de gols. Os alemães entendem que o respeito ao adversário é algo que precisa ser cultivado desde já na cabeça do brasileiro.
Aceitar a derrota
A Alemanha organizou o Mundial de 2006 em casa e não ganhou. Estava do início para o meio do processo de reestruturação. A derrota em casa para a Itália na semifinal não foi vista como fracasso. Aquela Copa é conhecida por lá como “sonho de verão” por ter resgatado o orgulho alemão por sua seleção e pelo país. A boa organização fez os alemães entenderam que dali o time colheria frutos no futuro e que mostraram uma boa imagem ao mundo com a Copa, mesmo não ganhando. Plantaram e colheram. Foram os legítimos campeões de 2014.
Organização e reestruturação
O jeito organizado do alemão pode ser usado pelo Brasil como espelho para que tanto fora de campo como em equipe dentro das quatro linhas não haja bagunça. Os alemães hoje contam até com serviços de tecnologia que ajudam a seleção, como tecnologia SAP para analisar os rivais e ter em mãos estatísticas e dados completos sobre seus jogadores e seus concorrentes. Coisa que o Brasil nunca teve. Que os erros de 2014 sirvam de lição para 2018. (Carlos Pires)
Copa 2026
A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 já começou, e a Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) revelou oficialmente os mascotes que irão...
2 de junho de 2026
A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 já começou, e a Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) revelou oficialmente os mascotes que irão representar a histórica edição do torneio, que será realizada conjuntamente por Canadá, Estados Unidos e México.
Pela primeira vez na história da competição, três países dividirão a organização do Mundial. Para marcar esse momento inédito, a Fifa apresentou três mascotes distintos, cada um simbolizando a identidade cultural e a fauna de seu respectivo país-sede.
O Canadá será representado por Maple, um simpático alce, animal tradicionalmente associado ao território canadense. Já os Estados Unidos terão como símbolo Clutch, uma águia, ave que representa força, liberdade e é um dos principais emblemas da nação norte-americana. O México será representado por Zayu, uma onça-pintada, espécie presente na biodiversidade mexicana e considerada um importante símbolo da cultura local.
A tradição dos mascotes acompanha as Copas do Mundo há décadas. Além de promover a interação com torcedores de todas as idades, esses personagens ajudam a divulgar elementos culturais dos países anfitriões e se tornam parte da identidade visual do torneio.
Segundo a Fifa, a criação de três mascotes busca destacar a diversidade e a união entre os países que receberão a competição. Cada personagem foi desenvolvido para refletir características únicas de sua nação, ao mesmo tempo em que simboliza o espírito de integração que marcará o Mundial de 2026.
A Copa do Mundo de 2026 promete ser histórica não apenas pelo formato de organização compartilhada, mas também por reunir um número recorde de seleções participantes. Enquanto a bola não rola, os torcedores já começam a entrar no clima da competição conhecendo os novos rostos que acompanharão a maior festa do futebol mundial.
Futebol
Palmeiras agora se prepara para a disputa das oitavas de final
16 de janeiro de 2026
O Palmeiras precisou de 26 cobranças de pênaltis para avançar às oitavas de final da Copa São Paulo de Juniores. Na tarde desta quinta-feira (15), o time da capital paulista voltou à Arena Barueri para encarar o Flamengo-SP, pela terceira fase da competição de base, e, após um empate por 1 a 1 no tempo normal, superou o time de Guarulhos nas penalidades por 13 a 12, se garantindo entre os 16 melhores da competição.
Após a classificação emocionante, o Palmeiras agora se prepara para a disputa das oitavas de final, onde no sábado (17), irá encarar o vencedor do duelo entre Fluminense e Ituano, que se enfrentam nesta quinta-feira.
Após o susto da 2ª fase, o Palmeiras foi a campo buscando mais o jogo, viu o Flamengo-SP até criar boas chances, mas conseguiu abrir o marcador aos 44 minutos, quando Sorriso fez uma grande jogada e mandou sem chances para o goleiro adversário, que evitou o segundo do time da capital aos 48, quando pegou pênalti de Victor Gabriel.
A defesa, inclusive, foi fator determinante na partida. Isso porque o time de Guarulhos voltou para a segunda etapa melhor e conseguiu chegar ao empate aos 25, quando Raul aproveitou saída errada de Aranha e mandou para o fundo do gol.
Nos minutos finais, o Flamengo foi superior e quase conseguiu a virada aos 43 e aos 50, em chutes de Tudisco e Vitor, mas Aranha salvou o Palmeiras e levou o jogo para os pênaltis.
Na disputa, que foi adiada devido a um apagão na Arena Barueri, todos os 22 jogadores em campo acertaram suas cobranças e quem levou a melhor foi o Palmeiras, que venceu por 13 a 12, com destaque para Aranha, pegando a cobrança de Tudisco, no 26° pênalti do duelo.
O dia, inclusive, entregou mais três disputas de pênaltis. No Nicolau Alayon, o Internacional empatou por 2 a 2 com o Nacional, e após 22 cobranças de pênaltis, conseguiu eliminar o adversário paulista por 8 a 7.
A disputa também foi acirrada para Fortaleza e Itaquaquecetuba, que empataram por 1 a 1, mas o time paulista levou a melhor nas penalidades, por 4 a 3. O cenário foi parecido para Santo André e Ibrachina, que empataram pelo mesmo placar, mas nos pênaltis, o time da capital venceu por 5 a 3.
Já em Cosmópolis, o Red Bull Bragantino não deu chances para a zebra e atropelou o Canaã-DF por 5 a 1, garantindo a vaga nas oitavas com muito estilo.
Confira todos os resultados desta quinta-feira (15) até o momento:
Fortaleza 1 (3) x (4) Itaquaquecetuba
Internacional 2 (8) x (7) 2 Nacional-SP
Red Bull Bragantino 5 x 1 Canaã-DF
Santo André 1 (3) x (5) 1 Ibrachina
Palmeiras 1 (13) x (12) 1 Flamengo-SP