quinta, 04 de junho, 2026
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Ontem (24) completam 24 anos da primeira vitória de Ayrton Senna em Interlagos, no Grande Prêmio do Brasil de 1991. A corrida teve ares de heroísmo do brasileiro: debaixo de chuva, Senna conseguiu cruzar a linha de chegada em primeiro com apenas a sexta marcha funcionando.
Só que a situação dramática que o tricampeão mundial vivia dentro de sua McLaren, porém, passou praticamente despercebida durante a transmissão da corrida. A informação de que Senna estava com sérios problemas no câmbio do seu carro só foi revelada depois da corrida.
Mas a situação era dramática: primeiro, o brasileiro ficou sem a quarta marcha, faltando 20 voltas para o fim da corrida. Depois a quinta marcha ruiu. E faltando sete voltas para o final, ele só tinha duas opções: ou correr com um marcha só ou abandonar a prova. Os pneus da McLaren também estavam perto do limite. A chuva começava a apertar.
Diante de tantos problemas, ele escolheu vencer a qualquer custo. Senna já era bicampeão mundial, mas nunca havia vencido no Brasil: em 1988, um problema de câmbio o tirou da prova. Em 1989, ele bateu na largada e em 1990 bateu em Satoru Nakajima.
Depois da corrida, o carro de Senna parou no meio da pista e o piloto ficou dentro do carro. Poucos notaram o que havia acontecido. Os fiscais de prova comemoraram efusivamente enquanto empurravam o carro para uma zona um pouco mais segura. Nem Galvão Bueno, que narrou aquele GP, conseguiu decifrar o que estava acontecendo. Cada problema da McLaren precisava ser compensado pelo esforço físico de Senna.
“Tive que mudar a maneira de dirigir. Nas curvas em sexta (marcha), o motor empurrava o carro para fora e eu achei que não ia dar. Mas depois, quanto mais as coisas pioravam, eu procurava em Deus a força para acreditar que a vitória ia se concretizar”, disse Senna na época.
No pódio, a situação física precária de Senna ficou visível. Erguer a bandeira do Brasil exigiu um esforço tremendo e na primeira tentativa de erguer o troféu, quase o prêmio caiu no chão.
Fórmula 1Teste de Lewis Hamilton em Fiorano
Piloto brasileiro fez o balanço das sessões no circuito da Catalunha em suas redes sociais
30 de janeiro de 2025
Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro que estreará na Sauber na temporada 2025 da Fórmula 1, revelou, em suas redes sociais, que realizou dois dias de testes 'secretos' no circuito de Barcelona.
No vídeo, Bortoleto diz que ele está "muito feliz com os resultados. Fizemos muitas voltas". Além disso, Gabriel disse que a equipe aproveitou muito os testes na Catalunha.
Além disso, o piloto paulista afirmou que "está feliz" com as sessões e que está "pronto para temporada", pedindo apoio dos fãs nesse ano.
O jovem piloto brasileiro também disse que as condições climáticas adversas nos primeiros dias de testes, em Ímola, fizeram a equipe suíça economizar voltas e pneus para utilizar na pista de Montmeló.
Enquanto em Ímola o foco do trabalho do brasileiro esteve em treinar largadas e pit stops, em Barcelona o brasileiro pôde focar mais em adquirir quilometragem, se acostumando com as curvas rápidas do circuito espanhol. Diferentemente da Itália, onde encontrou chuva e clima frio, em Barcelona o tempo estava seco e as temperaturas mais amenas.
Podendo andar mais com o carro, Bortoleto pôde explorar mais as características do motor híbrido, algo que não está presente nas unidades das categorias de acesso.
Com a mudança no regulamento, que limita os testes de carros anteriores para pilotos titulares do Mundial a quatro dias e 1000km percorridos, Bortoleto chegou ao limite estipulado com as sessões em Barcelona. Agora, o brasileiro continuará sua preparação para a pré-temporada do Bahrein, na última semana de fevereiro, com sessões no simulador da Sauber em Hinwil, na Suíça.
A Ferrari também esteve no circuito de Barcelona-Catalunha para testar os SF-23 com Charles Leclerc e Lewis Hamilton, que bateu na manhã de quarta-feira (29) e cancelou o restante da programação do dia.
Formula 1
Chegada do argentino coloca mais pressão sobre o australiano Jack Doohan; entenda
9 de janeiro de 2025
A Alpine anunciou nesta quinta-feira (9) a contração de Franco Colapinto para a função de piloto reserva na Fórmula 1 a partir de 2025. O acerto com o argentino tem duração pelo menos até o fim de 2026.
“Agora é hora de um novo capítulo, e assumir este desafio com a Alpine é verdadeiramente uma honra”, afirmou o piloto em comunicado oficial.
A chegada de Colapinto é resultado de uma negociação entre Alpine e Williams, já que o argentino seria piloto reserva do time inglês em 2025. Com o novo contrato, ele chega para ser mais um piloto de testes da escuderia da Renault na F1 - Paul Aron e Rio Hirakawa também ocuparão vagas semelhantes.
Mais do que isso, Franco Colapinto chega como uma sombra ao titulares da Alpine em 2025, Pierre Gasly e Jack Doohan. Diante das boas apresentações em 2024, quando somou cinco pontos pela Williams, o argentino se tornou nome disputado no mercado - ao mesmo tempo em que o grid estava praticamente definido.
Com isso, Colapinto só encontrou vaga como reserva. No entanto, a chegada à Alpine coloca especial pressão sobre os titulares - especialmente sobre o pouco experiente Doohan. A equipe já admite substituir pilotos no decorrer do campeonato.
“Nós começamos o ano com Pierre e Jack, eu garanto. Depois disso, veremos durante a temporada”, afirmou Flavio Briatore, conselheiro executivo, em entrevista no fim de 2024 ao jornal Le Parisien.
Confira o comunicado na íntegra:
A BWT Alpine Formula One Team anuncia hoje que chegou a um acordo com a Williams Racing para garantir os serviços de Franco Colapinto num contrato plurianual.
O piloto argentino, de 21 anos, assumirá o papel de piloto reserva na temporada de 2025, aumentando ainda mais o conjunto existente de talentos que a equipe pode recorrer para pilotar ao longo da temporada.
Como parte de sua função, Franco estará presente em vários Grandes Prêmios ao longo do ano e também compartilhará funções com Paul Aron e Ryō Hirakawa no Programa de Testes de Carros Antigos [TPC], além de contribuir para os esforços da equipe. no simulador na sede em Enstone.