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Entrevista

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Transformando Dor em Coragem: A Jornada de João Felipe, 25 anos e um diagnóstico de luta e esperança

Dizem que Deus escolhe os for- tes, e acredito que após minha cirurgia e minha cura eu possa servir de testemunho para outras pessoas que este- jam passando por dificuldades também.

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2 de maio de 2025

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(Glenda Melo - Diário do Estado)

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Nosso entrevistado da semana viu sua vida mudar drasticamente do dia para noite após um diagnóstico da descoberta de um tumor que segundo os médicos podem o deixar sem movimentos e em uma cadeira de rodas, mas entre se lamentar e lutar ele escolheu lutar pela sua vida.
Nos últimos dias esse morador de Coxim viu seu rosto e sua história estampados em uma vaquinha virtual criada por uma amiga para uma cirurgia que pode mudar o final dessa história, colocando fim em um drama e trazendo um final feliz.
João Felipe Bello Tio, 25 anos, motoboy, devoto de Nossa Senhora Aparecida, apaixonado por moto, um jovem cheio de vida que adora sair com os amigos, tinha uma rotina de trabalho e vida social normal como tanto outros jovens recebeu esta jornalista em sua casa, junto de sua mãe e demais parentes para uma entrevista emocionante e uma verdadeira lição de fé e resiliência. Acompanhe essa entrevista e se emocione junto com a gente.

Diário do Estado: Vamos lá João, primeiro queria te agradecer por nos receber aqui na sua casa em meio a esse turbilhão que virou sua vida nesses últimos meses.
João Felipe:
Glenda, eu que agradeço a oportunidade que vocês estão me dando de contar um pouco a minha história, para que as pessoas saibam de fato como tudo começou, como estão e quais serão os meus próximos passos.

Diário do Estado: Como era sua vida antes de tudo virar de ponta cabeça? e já já você vai contar para gente sobre o diagnóstico, mas antes vamos falar dos meses que antecederam seu diagnóstico
João Felipe:
Minha vida era normal, como de tantos jovens, acordava cedo, trabalhava há 2 anos na pró animal estava trabalhando quando comecei sentir algumas dores, mas como eu já havia feito uma cirurgia no tendão achei que as dores e formigamentos que comecei a sentir eram por conta dessa cirurgia, mal sabia que era algo bem mais sério, trabalhava o dia todo, chegava em casa no final do dia, gostava de praticar esportes jogava beach tennis, ia para igreja com frequência, sou católico praticamente, muito devoto de Nossa Senhora, tudo que eu gostava de fazer não posso fazer mais, minha vida está em suspenso.

Diário do Estado: Então em novembro de 2024 você começa a sentir que alguma coisa estava errada?
João Felipe:
Sim, principalmente por conta das dormências, e o lado que começou a ser comprometido foi o lado esquerdo, braço esquerdo, mão esquerda, perna e pé, as dores também começaram, passaram de suportáveis ao nível que eu não dormia mais com tanta dor, passei então fazer uso com frequência dos remédios a base de morfina.

Diário do Estado: E a partir daí o que você faz?
João Felipe:
Eu então marco uma consulta com o Dr Claudomiro aqui em Coxim, ele me disse que essas dores e dormências não seriam por conta da minha cirurgia do tendão, ele me passou alguns exames em específico um exame chamado ELETRONEUROMIOGRAFIA que é basicamente para ver nossa sensibilidade, Dr Claudomiro também já me disse que eu teria que  passar por um neurologista em Campo Grande, esse olhar mais apurado do Dr Claudomiro foi determinante para que eu buscasse ajuda fora para o meu caso e recebesse logo esse diagnóstico para começar o tratamento.

Diário do Estado:  Você em seguida deixa Coxim e segue para Campo Grande para os exames, mas você imaginava que seria alguma coisa tão grave? E como foi o exame?
João Felipe:
Nem de longe, fui preocupado sim, mas não imaginei que seria isso. Cheguei em CG fiz esse exame, o ELETRONEUROMIOGRAFIA com o Dar Nilson Moro, que constatou que todo meu lado esquerdo do corpo estava " morrendo" se assim eu posso dizer, eu já havia perdido toda a sensibilidade deste lado do corpo, esse exame  era basicamente colocar agulhas em todo meu corpo, e foi aí que descobri que poderia ser mais sério do que eu imaginava, então fui encaminhado para o Neurologista Dr Eurico, que me internou na Santa Casa de Campo  Grande, fiquei 8 dias internado fazendo exames entre ressonância e outros exames e aí veio o diagnóstico: EU TENHO UM TUMOR QUE ESTA COMPRIMINDO A MINHA COLUNA

Diário do Estado: E você se lembra como o médico te falou isso? e como foi receber essa notícia?
João Felipe:
Ele me disse que havia sido encontrado esse tumor na minha coluna e que esse tumor estava comprimindo minha medula e que já havia começado a comprometer meus movimentos e que eu precisava operar o quanto antes, o caso poderia progredir rapidamente e a consequência é essa que estou vivendo hoje, já com o lado esquerdo do meu corpo bastante comprometido, já não me visto sem ajuda, perdi minha autonomia e independência, preciso da minha família e amigos para fazer o básico como me vestir, amarrar os cadarços, ando com a ajuda de muleta e bengala e se eu não operar logo o quadro pode piorar ainda mais  e logo meu corpo todo pode ser comprometido.
Diário do Estado: E porque a cirurgia já não foi feita em Campo Grande pelo SUS?
João Felipe: Foi bem em uma época que alguns médicos deixaram a Santa Casa e não havia naquele momento um especialista para me operar e minha cirurgia era e emergência e naquele momento não havia disponibilidade 

Diário do Estado: Entre você receber esse diagnóstico e hoje você acha que o quadro evoluiu?
João Felipe:
Sem dúvida, muito rápido de janeiro até agora piorou muito, muito mesmo, faço uso contínuo de remédios muito fortes para aliviar as dores e perder os movimentos foi muito rápido, hoje dependo das pessoas para absolutamente tudo e não faço mais as coisas que mais gosto na vida como pilotar minha moto, sair com amigos, jogar, cozinhar para os meus amigos, coisas que para as pessoas são coisas bobas mas são importantes, ter nossa independência e autonomia são coisas que nos traz dignidade, hoje nem trabalhar posso mais.

Diário do Estado: E como está sua situação no trabalho?
João Felipe:
Infelizmente estou encostado pelo INSS, não tenho condição de trabalhar, mas todos lá são muito carinhosos comigo, preocupados, atenciosos, minha chefe a Dayana todos os dias fala comigo, me pergunta se estou precisando de alguma coisa, mas se Deus quiser logo vou poder retomar minha vida, andar normalmente, voltar a andar na minha moto, praticar meus esportes, cozinhar, ir à igreja, me vestir sozinho, fazer minhas coisas que hoje dou muito mais valor.

Diário do Estado:  Você me disse que é muito religioso e devoto de Nossa Senhora o emocional está balançado eu imagino.
João Felipe:
Essa é a parte que pesa Glenda, sinto as vezes meu emocional bem fragilizado, tenho chorado muito, rezado muito, pedindo para Deus que não me deixe fraquejar na minha fé e que eu não desista e que tire de mim os pensamentos que tenho as vezes.

Diário do Estado: Que pensamentos?
João Felipe:
Glenda, estou passando um período bastante difícil, em que um jovem de 25 anos está privado de fazer as coisas que mais gosta, eu confesso para você que pensei em alguns momentos de fraqueza e desespero que tive em tirar minha vida e acabar com esse sofrimento, mas agora compreendo que tudo que está acontecendo comigo é por permissão de Deus dizem que Deus escolhe os fortes, e também acredito que após minha cirurgia e minha cura eu possa servir de testemunho para outras pessoas que estejam passando por dificuldades também como eu passo agora.

Diário do Estado: Vamos falar sobre a ideia da vaquinha virtual que está rodando por aí em todo estado, de quem foi a ideia?
João Felipe:
Glenda, acredito que Deus muitas vezes envia para nossa vida anjos em forma humana, em forma de amigos, foi isso que ele fez no momento em que eu mais precisava, realmente, conhecemos os verdadeiros amigos, aqueles que se importam com a gente nos momentos de dificuldade, tenho a sorte ou benção, não sei qual adjetivo usar de ter alguns desses anjos e eles se chamam, Fernanda, Cadú e mãe. A ideia da vaquinha foi da Fernanda, ela me ligou pediu meus dados e disse que iria fazer uma vaquinha virtual para que eu arrecadasse o valor necessário para a minha cirurgia. Desde que minha vida virou de ponta cabeça Cadú que é professor, e Fernanda que estuda enfermagem na UFMS aqui em Coxim não tem me deixado em nenhum momento sozinho, apesar de trabalharem e estudarem eles se desdobram para estarem ao meu lado, me tiram de casa para que eu possa sair um pouco, ver gente, e por conta da minha dificuldade de mobilidade agora não posso sair sozinho pois coisas que antes eu fazia como andar normalmente já não faço mais, ando com dificuldade, me desiquilibro, eles me levam para ver os jogos, para ver filmes, fazem almoços ou jantas para mim, sempre estão inventando alguma coisa para que eu possa sair de casa e não fique em casa, pois eu já havia tido depressão e ansiedade então eles tem essa preocupação também.

Diário do Estado: Em algum momento você imaginou que sua história teria essa proporção quando a Fernanda resolveu fazer a vaquinha?
João Felipe:
Jamais, hoje as pessoas vem aqui em casa fazer doação de algum valor em dinheiro, ontem mesmo um senhor parou seu carro na frente de casa, minha mãe foi até lá e ele disse : É aqui que mora o menino que precisa do dinheiro para fazer a cirurgia? São coisas que emocionam a gente Glenda, ele nem me conhece, e tem sido assim, pessoas que não conheço, de Coxim, Sonora, Rio Verde, Pedro Gomes, Dourados, Campo Grande, ainda existem pessoas boas no mundo, que se preocupam com o outro sem esperar nada em troca, eu quero agradecer cada um que está me ajudando com qualquer valor, as pessoas ajudam como podem e isso que importa, o pouco com Deus é muito.

Diário do Estado: João, tem algum projeto que foi adiado por conta de tudo isso?
João Felipe:
Todos Glenda, sonhos, eu não sou uma pessoa apegada em dinheiro, bens materiais, como você pode ver minha casa é simples, minha vida é simples como de tanta gente que trabalha, estuda, luta, tem sonhos, esperança de melhorar na vida, dar uma boa vida para minha mãe, eu nunca quis muito da vida, eu já era feliz com a vida que tinha, mas como tocar sonhos e projetos sem saúde? É impossível apesar de ser uma pessoa de fé não ter medo, sou jovem, tenho muitos sonhos para realizar, muita coisa que não fiz que ainda quero fazer e se eu perder meus movimentos vou me limitar em muita coisa, vou ter que reaprender a fazer tudo de uma outra forma.

Diário do Estado: Qual seu maior medo João?
João Felipe:
Não conseguir fazer essa cirurgia e não poder mais andar, voltar a ter minha vida de volta (nesse momento João se emociona e chora)

Diário do Estado: João, sua mãe está aqui ao nosso lado acompanhando essa entrevista, posso fazer uma pergunta para ela?
João Felipe:
Claro que sim Glenda.

Diário do Estado: Dona Rosidelma, como é para senhora como mãe acompanhar toda essa luta do seu filho?
Dona Rosidelma:
(Dona Rosidelma se emociona bastante e chora, em seguida me responde: Para mim como mãe é muito difícil ver meu filho assim, nenhuma mãe aguenta ver um filho sofrer, João tinha uma vida normal, hoje ver meu filho depender da gente é muito difícil, ver ele sofrendo, triste, chorando, sem esperança as vezes, com pensamentos ruins, um dia esta tudo bem no outro começa essa luta, essa corrida contra o tempo para conseguir esse dinheiro, ele precisa fazer essa cirurgia logo para também começar a fisioterapia para que a vida dele volte ao normal o quanto antes, o que temos passado não é fácil para nenhuma família, se eu pudesse trocaria de lugar com meu filho, ele sempre foi um menino muito bom, nunca fez mal para ninguém, a ente só espera conseguir o valor dessa cirurgia logo, para que ele opere e todo esse sofrimento termine.

Diário do Estado: Você me disse que estava pagando uma viagem para APARECIDA,quando é essa viagem?
João Felipe:
A viagem já está paga, eu vinha pagando esse pacote de viagem e se Deus quiser vou poder ir para agradecer a benção da minha cura 

Diário do Estado: Quais os próximos passos agora João?
João Felipe:
Dia 13 agora de maio embarco para Brasília, vou até o Hospital Sarah Kubitschek que é especializado em casos como o meu, vou tentar minha cirurgia por lá também, torçam por mim.

Diário do Estado: João antes de encerrar gostaria de agradecer por você nos conceder essa entrevista, você disse que ainda não havia falado com ninguém sobre sua história e agradeço por confiar no Jornal Diário do Estado para sermos os primeiros a contar sua história.
João Felipe:
Glenda, eu que agradeço por você contar minha história, vir até minha casa, conhecer minha realidade e levar minha história para tantas pessoas, também quero aproveitar para agradecer novamente cada pessoa que doou até agora, independente de valor o que importa é o gesto e aqueles que estão ajudando com a minha cura, espero agradecer cada um que ajudou assim que conseguir fazer a minha cirurgia e acredito que este dia está próximo, se Deus permitir chegaremos nesse valor de 40.000 ( quarenta mil reais) ainda neste mês de maio, que Deus abençoe todos que doaram até agora e quem puder doar eu agradeço de todo meu coração, agradeço as pessoas que estão em oração por mim e que acreditam que sairei vencedor dessa batalha, eu jamais terei como pagar tudo que vocês estão fazendo, mas em minhas orações diárias estão todos que estão segurando na minha mão, muito obrigado por tudo. OREM POR MIM!

Caso seja necessário entrar em contato com o João Felipe, o celular dele com WhatsApp é: (67) 9 9667 8090.
Ajude! Qualquer valor será bem-vindo, usando a chave Pix: [email protected]

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Entrevista

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem confeiteiro que está conquistando Coxim

Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

10 de outubro de 2025

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

 

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Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração 

Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel:
Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.

Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel:
Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer  eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.

Diário do Estado:  Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.

Diário do Estado:  Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel:
Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.

Diário do Estado:  Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel:
O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.

Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel:
Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.

Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel:
Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.

Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel:
O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.

Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel:
Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.

Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel:
Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.

Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel:
Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.

Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel:
No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.

Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel:
Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.

Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel:
Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.

Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.

Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel:
Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.

Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel:
Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.

Diário do Estado:  Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel:
Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.

Diário do Estado:  Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel:
Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.

Diário do Estado:  Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel:
Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.

Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel:
O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.

Diário do Estado:  Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel:
Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.

Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel:
Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais  @Vicktor_emanuell


 

Entrevista

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre desafios, conquistas e futuro da rede educacional

Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

5 de setembro de 2025

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

 

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À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.

Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly:
Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.

Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly:
Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.

Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly:
Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.

Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly:
Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.

Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly:
Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly:
O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.

Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly:
Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.

Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly:
As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.

Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly:
Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.

Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly:
Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.

Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly:
Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.

Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly:
É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.

Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly:
Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.

Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly:
Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly:
Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.

Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly:
Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.

Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly:
Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.

Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly:
Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.

Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly:
Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.

Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly:
O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.

Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly:
Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.

Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly:
• Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.

Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly:
A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.

Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly:
Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.

Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly:
Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.