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Entrevistas da Semana

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Lucia da AAVC, Transformando vidas e escrevendo histórias

A nossa Entrevistada Da Semana, ex-vereadora, Lucimeire Elias da Silva Ramos Barbosa

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21 de junho de 2024

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( Jornalista:  Glenda Melo/Diário do Estado)

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A nossa Entrevistada Da Semana, ex-vereadora, Lucimeire Elias da Silva Ramos Barbosa (Lúcia da AAVC), casada, 60 anos, pedagoga, ocupou o cargo no Legislativo de Coxim de 2012 a 2020, fundou da Associação dos amigos voluntários e colaboradores (AAVC) em 1.999, desde então atende milhares de pessoas durante o ano inteiro. Lúcia da AAVC, é uma pessoa generosa que não mede esforços para ajudar o próximo. E hoje ela vai falar um pouquinho sobre a AAVC. 

Diário do Estado: Lúcia, como nasceu a ideia da AAVC?
Lúcia da AAVC: A ideia da AAVC não existia, nunca existiu, um dia fui até o lixão de Coxim, vi as pessoas revirando lixo por materiais recicláveis, roupas e até alimentos, imagina, ver pessoas revirando lixo atrás de comida? Aquilo me doeu demais, saí do lixão e fui nos supermercados de Coxim pedir doação de alimentos, produtos que pudessem ajudar essas pessoas. Os empresários então me doaram caixas de legumes e verduras e mais alguns itens, e tudo começou desse dia, alí nasceu a AAVC sem que eu soubesse que hoje nossa ONG atenderia hoje 5.000 famílias.

Diário do Estado: 5.000 famílias é o número que vocês da AAVC atendem por ano?
Lúcia da AAVC: Sim, hoje são cadastradas na Associação 5.000 famílias, atendemos todas as 6 regiões de Coxim, em cada canto de Coxim têm de alguma maneira nossa contribuição com a cidade.

Diário do Estado: Quais serviços vocês prestam?
Lúcia da AAVC: Somos um braço para ajudar o poder público que sozinho não conseguiria, ajudamos famílias que precisam de remédios, muletas, camas hospitalares, fraldas, alimentos, vestuário, kits para gestantes que não têm condição de comprar o enxoval para seu bebê, Campanha Do Agasalho que nos permite aquecer aquelas pessoas que passam frio,  cestas básicas, brinquedos para as crianças, leite, verduras, frutas e etc.., são vários serviços oferecidos para as famílias em situação de vulnerabilidade de Coxim.

Diário do Estado: Quais os critérios usados pela associação para receber ajuda da AAVC?
Lúcia da AAVC: Temos uma assistente social que faz as visitas domiciliares e ela faz essa avaliação sobre as famílias, eu também faço as visitas, vejo se realmente aquela família necessita de ajuda para sermos justos e oferecer para quem realmente precisa receber as doações.

Diário do Estado: Hoje Lúcia, quantos supermercados da cidade de Coxim são parceiros da AAVC? E você têm uma estimativa de quantos kg de alimentos entre cestas básicas, frutas, legumes e verduras, leite e etc..., são entregues por mês na AAVC?
Lúcia da AAVC: Em média 800 kg mês, as vezes até mais são entregues para as famílias cadastradas na AAVC.

Diário do Estado: Fale um pouco sobre o “Projeto Barriga Cheia Lúcia”
Lúcia da AAVC: O “Projeto Barriga Cheia” é um projeto voltado somente para o atendimento alimentar dessas famílias, elas recebem cesta básica, leite, frutas, verduras e legumes, tudo que os supermercados de Coxim nos doam vão para o projeto. Nada é mais triste que a fome, nada é mais triste que uma mãe que não pode alimentar seus filhos, é muito doído uma criança pedir comida para uma mãe e ela não saber o que falar por não ter o alimento em casa, muitas vezes o básico, o arroz e feijão e um copo de leite, nossa luta diária é para que nenhuma família coxinense passe pela tristeza que é a fome.

Diário do Estado: vamos falar sobre os cursos que a AAVC oferece
Lúcia da AAVC: Em 2023 foram oferecidos 161 cursos, inclusive o primeiro curso Mãos Na Massa que foi para mulheres pedreiras, mulheres na construção civil, temos mais de 20 cursos que são oferecidos pela AAVC. Existem um curso específico para a área que cada um se identifique, nós não damos o peixe, nós ensinamos a pescar, nós fomentamos em cada um aprender para empreender e se tornar auto suficiente e independente. Nossa responsabilidade é entregar para o mercado de trabalho bons profissionais, é fazer com que cada um sobreviva do seu trabalho com dignidade, temos que alimentar o pensamento de cada um, para que cada um chegue lá com pensamento de ser independente financeiramente, andando com suas próprias pernas depois, nos dias de cursos as pessoas recebem café da manhã, almoço e lanche na AAVC pois muitas pessoas vem de muito longe para realizar os cursos e por não terem como ir e voltar por conta da logística, então nós oferecemos alimentação para que a pessoa não deixe de fazer o curso.

Diário do Estado: Quais cursos a AAVC oferece?
Lúcia da AAVC: Bordado em chinelo, cabelereiro, manicure e pedicure, pesos de porta, culinária, faixas pantaneiras, informática, curso na área de artesanatos pintura, bordados, costura, crochê, karatê, atividades físicas para idosos e alfabetização. 

Diário do Estado: Sobre o curso de alfabetização, como funciona?
Lúcia da AAVC: O curso de alfabetização é nosso queridinho, já formamos 3 turmas e agora em julho formaremos mais uma, temos alunos de 50 anos até 80 anos, para mim é a maior emoção do mundo ver uma pessoa que não sabia nem escrever o seu nome, ali sentado aprendendo, muitos alunos chegam para a gente e dizem: quero aprender a ler para ler a bíblia e poder escrever o nome do meu filho e do meu neto, escrever meu nome.

Diário do Estado: Os professores são pagos pela AAVC?
Lúcia da AAVC: Não, os professores são pagos pelo SENAR um grande parceiro da AAVC assim como a prefeitura municipal de Coxim que também nos ajuda muito.

Diário do Estado: Estamos entrando no inverno quais ações vocês estão programando?
Lúcia da AAVC: Entramos na Campanha Do Agasalho, estamos recebendo doações de roupas de inverno e cobertores, e na sede da AAVC também temos peças de roupas para doação, cada pessoa pode levar até 20 peças de roupas para familiares que realmente estejam precisando.

Diário do Estado: Final do ano a AAVC organiza alguma ação?
Lúcia da AAVC: Sim, em agosto começamos as ações direcionadas para o Natal Sem Fome, que acontece todos os anos na semana do natal. O Projeto Adote Uma Cartinha todo ano recebe mais de 2.000 cartas de crianças e adolescentes com pedidos de presentes de natal. Essas cartas são entregue na AAVC, podem ser entregues nos nossos parceiros que todos os anos nos acompanham, são eles: FM pantaneira, Jornal Diário do Estado, Florita modas, Consystem e escapamentos são Jorge, esses são os pontos em que a AAVC irá coletar as cartinhas para o natal 2024.

Diário do Estado: Como funciona Lúcia, qualquer pessoa pode adotar uma cartinha?
Lúcia da AAVC: Sim, a pessoa vai até um desses comércios ou na sede da AAVC e escolhe uma ou mais cartinha, desde que se comprometa realmente em atender o pedido daquela criança, pois ela conta com aquele presente e que será atendida pelo papai Noel. Não ficamos só nas cartinhas, entregamos também no dia que realizamos o Natal Sem Fome, centenas de cestas básicas para um natal mais digno para essas famílias

Diário do Estado: Lúcia, mudando um pouco de assunto, vamos falar sobre eleições 2024, você é pré-candidata pelo PP (Partido Progressista) mesmo partido do Pré-candidato a reeleição para prefeitura de Coxim Edilson Magro, você já foi vereadora por 2 mandatos, o que levou você novamente disputar uma vaga para câmara municipal?
Lúcia da AAVC: Olha Glenda, eu acredito que meu chamado, minha missão seja cuidar de pessoas, na Câmara Municipal de Coxim temos mais chance de ajudar as pessoas que precisam de várias formas, no poder legislativo temos várias ferramentas e parcerias que podem se formar para ajudar pessoas, independente de ser vereadora ou não, eu faço meu trabalho de voluntariado todos os dias diante da AAVC, desde 1.999 quando fundei a ONG eu não imaginei que meu trabalho iria impactar tanto e mudar a vida de tantas pessoas no9 municipio. Meu intuito era ajudar, mas não imaginava que tantas pessoas em Coxim precisam de ajuda, então seja na câmara ou na AAVC, meu trabalho irá continuar.

Diário do Estado: Para você a mulher na política é mesmo mais difícil que para os homens?
Lúcia da AAVC: Sem sombra de dúvidas, tudo para nós é mais difícil, algumas pessoas acham que só homens sabem fazer política, infelizmente ainda existe aquele pensamento que mulher foi feita para ficar em casa, limpando, cozinhando cuidando dos filhos e marido, sendo que nós podemos fazer tudo que quisermos e ainda darmos conta de cuidar dos nossos lares e da nossa família.

Diário do Estado: O que você gostaria de deixar para Coxim que ainda não pode fazer?
Lúcia da AAVC: Tenho um sonho muito antigo, que só vou estar realizada quando se transformar em realidade, a capela municipal ao lado do cemitério do bairro Vila Bela, este é um sonho antigo para os moradores daquela região, um sonho meu também, a construção dessa capela significa muito para mim, muitas vezes nos sentimos enfraquecidos pelas lutas diárias e o que nos ajuda é nossa fé, nada mais justo que fortalecer nossa fé e para os moradores daquela região terem um local para pedir, agradecer e cuidar da vida espiritual, mas não é só isso, quero ajudar na construção de uma Coxim ainda melhor em todos os segmentos, saúde, educação, esporte, lazer, assistência social e etc...

Diário do Estado: Suas considerações finais para população Coxinense
Lúcia da AAVC: Quero primeiro agradecer vocês do jornal Diário do Estado pelo espaço concedido para que eu falasse um pouco da minha vida e dos desejos que tenho para Coxim, do combustível que move minha vida chamado amor ao próximo, eu gosto de atender pessoas, cuidar de pessoas, ajudar o próximo, é isso que me move, me mantém viva e disposta todo dia, saber que posso fazer alguém mais feliz, mudar seu dia, mudar sua vida, dar dignidade e uma nova chance de escrever uma nova história para cada pessoa que busca a AAVC, eu sozinha não posso, mas existe uma rede de pessoas junto comigo que me ajudam nessa missão e é dessa forma que me sinto útil, ajudando a transformar vidas sem esperança em um futuro melhor.

Entrevista

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem confeiteiro que está conquistando Coxim

Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

10 de outubro de 2025

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

 

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Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração 

Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel:
Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.

Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel:
Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer  eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.

Diário do Estado:  Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.

Diário do Estado:  Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel:
Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.

Diário do Estado:  Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel:
O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.

Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel:
Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.

Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel:
Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.

Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel:
O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.

Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel:
Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.

Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel:
Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.

Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel:
Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.

Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel:
No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.

Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel:
Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.

Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel:
Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.

Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.

Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel:
Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.

Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel:
Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.

Diário do Estado:  Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel:
Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.

Diário do Estado:  Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel:
Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.

Diário do Estado:  Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel:
Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.

Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel:
O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.

Diário do Estado:  Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel:
Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.

Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel:
Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais  @Vicktor_emanuell


 

Entrevista

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre desafios, conquistas e futuro da rede educacional

Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

5 de setembro de 2025

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

 

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À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.

Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly:
Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.

Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly:
Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.

Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly:
Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.

Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly:
Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.

Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly:
Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly:
O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.

Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly:
Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.

Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly:
As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.

Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly:
Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.

Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly:
Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.

Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly:
Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.

Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly:
É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.

Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly:
Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.

Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly:
Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly:
Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.

Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly:
Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.

Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly:
Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.

Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly:
Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.

Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly:
Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.

Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly:
O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.

Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly:
Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.

Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly:
• Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.

Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly:
A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.

Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly:
Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.

Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly:
Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.