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Entrevistas da Semana

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Igor Duarte: o Shape de Rua quando a alegria é uma escolha de vida

NOSSO ENTREVISTADO DA SEMANA é uma pessoa generosa e de coração grande, que escolheu levar alegria e sorrisos por onde passar. Em um mundo de tanta notícias ruins, ele escolheu fazer a diferença no mundo.

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30 de agosto de 2024

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(Glenda Melo/ Diário do Estado)

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NOSSO ENTREVISTADO DA SEMANA é uma pessoa generosa e de coração grande, que escolheu levar alegria e sorrisos por onde passar. Em um mundo de tanta notícias ruins, ele escolheu fazer a diferença no mundo. Predestinado para ser alegria ele se recusa ser visto de outra forma que não seja Feliz. 
Vamos conhecer a história do Igor Duarte, mais conhecido como o SHAPE DE RUA, 26 anos, Graduado em artes visuais Pós graduação em metodologia de ensino de filosofia e sociologia, formando do último semestre de pedagogia, professor na escola Marechal Rondon, no exército foi o melhor atirador combatente no ano de 2017, atleta de basquete pelo 47 BI nos anos de 2017 a 2024.

Diário do Estado: Como chegou esse nome para você, Shape de Rua? 
Shape de Rua:
Glenda, esse nome foi escolhido por um grande amigo meu, Willian, servimos juntos no quartel e nos tornamos grandes amigos, seguimos caminhos diferentes, eu vim para esse lado do humor e ele se tornou um grande bombeiro, um dia ele chegou para mim e disse: você precisa ter um nome artístico se você decidir por esse caminho do humor, então ele me disse: por que você não usa Shape de Rua? Já que seu trabalho é mais nas ruas e eventos? Foi a partir daí que nasceu o Shape de Rua, e esse nome tem me dado muita sorte, graças a criatividade do meu amigo Willian. 

Diário do Estado: E como começou sua história? 
Shape de Rua:
Começou em 2017 no exército. Comecei gravar os vídeos lá no quartel, e foi crescendo, as pessoas gostando, então as pessoas começaram a falar: por que você não faz disso sua profissão, você é divertido, todo mundo gosta de você, por onde você passa é bem recebido, mas eu nunca pensei que levar informação e bom humor juntos, pudesse se tornar um negócio.

Diário do Estado: Você disse uma coisa que me chamou atenção, sabemos que o exército é conhecido pelo sistema rígido e cheio de formalidades e regras, me explica como você conseguiu fazer seus vídeos dentro do 47°BI? 
Shape de Rua:
Glenda, era muito interessante exatamente por tudo que você falou na pergunta, as pessoas têm uma ideia que o exército é uma coisa feia, pesada, e não é, eu tinha autorização dos meus superiores para fazer alguns vídeos, desde que eu respeitasse o local e a instituição, inclusive fiz alguns vídeos dos meus superiores, claro, tudo com muito respeito, respeitando suas patentes e o quartel.

Diário do Estado: Mas os vídeos começaram no quartel? 
Shape de Rua:
Não, começaram em uma academia que eu treinava, comecei fazer vídeos das pessoas treinando, fazendo perguntas sobre seus treinos, claro tudo com muito respeito e também com autorização dos alunos. Os vídeos começaram a bombar nas redes, milhares de visualizações, comecei a ter muitos seguidores no instagram e foi quando eu percebi que eu havia me tornado mesmo sem querer um influenciador, eu não fazia os vídeos para ganhar likes ou seguidores, eu fazia os vídeos para mostrar a realidade de uma academia, perrengues, dificuldades dos treinos, coisas engraçadas e bizarras que aconteciam lá, nada foi com o intuito de ridicularizar alguém, desrespeitar ou expor, foi como um diário sobre as academias.

Diário do Estado: você recebeu alguma resistência nas academias? 
Shape de Rua:
Sim, muita, claro que existia as pessoas que gostavam e as que não gostavam e pediam para não serem filmadas, mas a grande maioria aceitava e participava das gravações com bastante simpatia.

Diário do Estado: Você treinava ou exercia mais alguma outra atividade na academia? 
Shape de Rua:
Eu vendia suplementos que grande parte dos alunos utiliza para terem uma performance melhor nos treinos, minha veia de vendedor e de comunicação já me coloca nesse caminho de lidar com pessoas, e por ser bastante comunicativo e fazer amizade fácil, uma coisa foi levando para outra que fez com que nascesse o Shape de rua. 

Diário do Estado: Hoje você tem quantos seguidores?
 Shape de Rua:
Hoje 9.498 seguidores fieis e subindo

Diário do Estado: Então, quando você estava no quartel você também estava nas academias fazendo suas gravações? 
Shape de Rua:
Sim, eu saia do quartel e ia para a academia, começou a ficar muito corrido para mim ainda mais porque começaram a aparecer eventos, festas para cobrir e então que tive que optar, ou seguia com o quartel ou sendo o Shape de Rua por tempo integral. Então decidi de vez assumir p Shape de rua e deixei o quartel recentemente, em janeiro de 2024.

Diário do Estado: Você se arrepende de ter deixado o quartel? 
Shape de Rua:
De maneira nenhuma Glenda, devo muito ao quartel, a oportunidade de emprego foi o quartel que me deu, dar valor as coisas em casa, a roupa lavada e passada, a comidinha caseira, a gente passa a valorizar mais a família, tudo que o exército me ensinou eu ainda levo para minha vida e sempre levarei, e foi o sonho do meu pai que pude realizar também, ele é militar aposentado e era vontade dele que eu também servisse, o que me ajudou a construí amizades verdadeiras que ainda mantenho e lembranças que levarei para sempre comigo.

Diário do Estado: Existe uma conversa aqui em Coxim que você queria ser cantor, é verdade? Pode dar uma palhinha para mim?
 Shape de Rua:
Nem pensar (risos) já cantei em barzinhos aqui em Coxim alguns anos atrás, já fiz teatro, mas acho que hoje é melhor esquecer a parte do cantor, acho que me saio melhor hoje como Shape de rua que cantor. 

Diário do Estado: Você acha que a música e o teatro te moldaram para hoje ser o shape de Rua? 
Shape de Rua:
Totalmente, a música e teatro nos ajudam a perder a timidez, a gente se solta mais em ambas as atividades, teatro é corpo, voz, coordenação motora, assim como a música, sem dúvida nenhuma música e teatro me deixaram mais solto, por que a gente precisa ser muito cara de pau para conseguir chegar nas pessoas sem conhecer e fazer com que elas falem, isso eu devo a música e ao teatro. 

Diário do Estado: Como é a sua abordagem? 
Shape de Rua:
Não tem um critério não Glenda, se eu estou em uma festa, um evento, eu já chego em qualquer pessoa e vou fazendo as perguntas, elas já começam a interagir e respondem de maneira muito positiva e o resto vai fluindo.

Diário do Estado: Quando foi que o Shape de rua ficou de fato conhecido? Quando foi que você pensou: eita !!!! 
Shape de Rua:
Foi no carnaval de 2023 Glenda, todo mundo chegava em mim e me chamava pelo nome Shape, pessoas que eu nem conhecia chegavam em mim e falavam: E aí Shape tudo bem? Shape grava nossa galera aqui, Shape vamos ali em um rolê com a gente, passei a ser convidado para as festas de pessoas que eu nem conhecia as pessoas me pararam durante a folia de carnaval, acredite ou não Glenda, gente pedindo autógrafo (risos) outras pessoas falavam: Meus pais adoram seus vídeos, foi uma coisa que me assustei bastante mas então eu percebi que era fruto daquilo que eu gostava de fazer, levar alegria para as pessoas, arrancar sorrisos, deixar as pessoas felizes.

Diário do Estado: Me fala de rolê que você foi que você pensou: isso não pode dar certo, isso não pode ser bom e no final te surpreendeu. 
Shape de Rua:
Os luais que acontecem na entrada do Cristo Redentor do Pantanal aqui em Coxim, quando você pensa nesse local a noite você vai pensar: só vai sair o que não presta, mas por incrível que pareça as pessoas vão para lá para curtir uma música, dançar, todas as vezes que estive nunca aconteceu nenhum acontecimento ruim, as pessoas vão para dançar, cantar, se divertir. Esse rolê me surpreendeu de forma positiva. 

Diário do Estado: Um rolê ruim? 
Shape de Rua:
Um rolê ruim é aquele que as pessoas não estão animadas, esse é um rolê ruim.

Diário do Estado: Você me disse que está namorando certo? Como sua namorada reage sabendo que seu trabalho é gravar outras pessoas, por que na maioria das vezes as festas são a noite, você sempre cercado por muitas pessoas, festas com muitas mulheres, como é para ela namorar um influencer? E você pode nos falar o nome dela?
 Shape de Rua:
Ela é muito tranquila, paciente, super parceira, me acompanha na maioria dos lugares, me apoia em tudo, está sempre com uma palavra carinhosa, o nome dela é Camila, um grande presente que a vida me trouxe.

Diário do Estado: Faça uma avaliação sobre você, quem é o Shape de rua? 
Shape de Rua:
Glenda, o Shape de rua é um cara de só 26 anos de idade, que gosta de arrancar o sorriso das pessoas, que ama estar rodeado sempre por pessoas, não gosto de ver ninguém triste, se vejo alguém triste eu já vou lá e já dou um jeito de fazer a pessoa rir, eu acho mesmo que vim nesse mundo para levar diversão e alegria para as pessoas.

Diário do Estado: Muitas pessoas não sabem, mas você leciona, você é professor, como é o Shape de rua professor?
 Shape de Rua:
Eu dou aula para os alunos do 4 e 5° ano da escola municipal Marechal Rondon, não dá para viver só de Shape de rua né? Empresas me chamam para fazer divulgação, eu faço alguns trabalhos usando o personagem Shape de rua, mas preciso pagar as contas e minha formação acadêmica hoje é a minha principal fonte de renda, meus alunos me seguem, com a autorização dos pais alguns aparecem em vídeos meus, muitos pais de alunos me seguem também por que meu trabalho é um trabalho que sabe que crianças assistem, não existe nos meus vídeos nada que seja um mau exemplo para as crianças, isso é uma coisa que eu levo muito a sério, respeito acima de tudo e sabemos que hoje em dia as crianças tem acesso muito fácil a internet, então todo cuidado é pouco.

Diário do Estado: Nós vamos fazer agora um bate bola para as pessoas te conhecerem mais um pouco, topa? 
Shape de Rua:
Bora !!!!

 Diário do Estado: Uma música? 
Shape de Rua:
Pais e filhos, Legião Urbana 

Diário do Estado: Um cheiro? 
Shape de Rua:
Essa é fácil né Glenda, da minha namorada claro 

Diário do Estado: Uma comida? 
Shape de Rua:
Vaca atolada 

Diário do Estado: Uma Cor? 
Shape de Rua:
Verde

 Diário do Estado: Seu filme preferido? 
Shape de Rua:
O resgate do soldado Ryan 

Diário do Estado: Um poder que você gostaria de ter? 
Shape de Rua:
Ressuscitar as pessoas 

Diário do Estado: Um sonho? 
Shape de Rua:
Conquistar uma vida financeira tranquila para ajudar muitas pessoas 

Diário do Estado: Família para você é? 
Shape de Rua:
Tudo!!!! 

Diário do Estado: Pelo que você é grato?
 Shape de Rua:
Por ter nascido na família que eu nasci 

Diário do Estado: O que te irrita profundamente e acaba com seu bom humor? 
Shape de Rua:
Preconceito

Diário do Estado: O que mais te deixa feliz?
 Shape de Rua:
Pessoas 

Diário do Estado: De quem você é fã? 
Shape de Rua:
Do meu pai 

Diário do Estado: De quem você não é fã? 
Shape de Rua:
De pessoas pessimistas, negativas, pessoas que reclamam de tudo.

Diário do Estado: O que te move? 
Shape de Rua:
Eu sou movido pela misericórdia de Deus.

Diário do Estado: Suas considerações finais por favor
 Shape de Rua:
Glenda, gostaria de agradecer vocês aqui do Diário do Estado pela oportunidade de falar um pouco sobre a minha vida, as pessoas não conhecem o começo do Shape de Rua e vocês me deram a oportunidade de falar que eu não estou atrás de curtidas, eu quero fazer as pessoas sorrirem, os personagens mais importantes desta história são meus seguidores, são as pessoas que me acompanham, eu devo tudo para elas. Que Deus possa me permitir continuar levando alegria para as pessoas, se temos alguma missão para cumprir na terra, essa é a minha. Muito obrigada.
 

Entrevista

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem confeiteiro que está conquistando Coxim

Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

10 de outubro de 2025

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

 

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Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração 

Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel:
Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.

Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel:
Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer  eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.

Diário do Estado:  Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.

Diário do Estado:  Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel:
Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.

Diário do Estado:  Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel:
O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.

Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel:
Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.

Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel:
Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.

Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel:
O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.

Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel:
Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.

Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel:
Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.

Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel:
Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.

Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel:
No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.

Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel:
Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.

Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel:
Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.

Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.

Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel:
Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.

Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel:
Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.

Diário do Estado:  Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel:
Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.

Diário do Estado:  Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel:
Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.

Diário do Estado:  Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel:
Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.

Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel:
O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.

Diário do Estado:  Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel:
Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.

Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel:
Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais  @Vicktor_emanuell


 

Entrevista

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre desafios, conquistas e futuro da rede educacional

Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

5 de setembro de 2025

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

 

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À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.

Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly:
Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.

Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly:
Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.

Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly:
Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.

Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly:
Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.

Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly:
Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly:
O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.

Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly:
Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.

Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly:
As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.

Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly:
Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.

Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly:
Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.

Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly:
Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.

Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly:
É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.

Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly:
Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.

Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly:
Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly:
Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.

Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly:
Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.

Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly:
Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.

Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly:
Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.

Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly:
Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.

Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly:
O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.

Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly:
Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.

Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly:
• Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.

Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly:
A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.

Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly:
Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.

Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly:
Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.