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Entrevista

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Gestão com Propósito: Os Desafios e Conquistas de Réus Fornari à Frente de Rio Verde

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27 de junho de 2025

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Glenda Melo

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Nosso entrevistado da semana é um líder que tem feito a diferença no desenvolvimento do interior de Mato Grosso do Sul. Prefeito de Rio Verde MT/MS, Réus Fornari Sabedotti, 69 anos, Empresário, Nascido em Arvorezinha /RS em 23/09/1956, casado com Jiuliana Fátima Delgado Fornari, pai de Giovanna Fornari.

Conhecido por sua atuação firme, visão estratégica e compromisso com a qualidade de vida da população. Com uma gestão voltada para o progresso sustentável, investimentos em infraestrutura, saúde, educação e geração de oportunidades, ele tem transformado desafios em conquistas concretas, reeleito para o seu segundo mandato está ciente dos desafios que o cargo lhe exige.

Hoje, vamos conhecer mais sobre o homem por trás do cargo, suas batalhas, vitórias e os planos que ainda tem para o município.
Prepare-se para uma conversa franca, inspiradora e cheia de conteúdo com Réus Fornari, um prefeito que carrega no peito o orgulho de servir à sua terra com seriedade e paixão.

Diário do Estado: Prefeito, quais foram os principais avanços na área da saúde até agora durante sua gestão em Rio Verde?
Réus Fornari:
Temos muito orgulho dos avanços que conquistamos na área da saúde em nossa gestão. Neste ano de 2025, conseguimos iniciar a tão esperada reforma do Hospital Municipal, uma demanda antiga da nossa população. Ampliamos o acesso ao atendimento especializado com a adesão a mais uma plataforma de telemedicina, o que ajudará a reduzir filas e diminuir a necessidade de deslocamento de pacientes para outras cidades.  
Também reforçamos o atendimento no CAPS com a contratação de mais um médico, e trouxemos novos especialistas para o município, como o neurologista e o cirurgião geral. Outra conquista importante foi a implantação do horário estendido no período noturno no ESF Central, no Laboratório Central e na Farmácia Central. Isso permite à população acessar consultas médicas e odontológicas, vacinas e outros serviços em horários mais flexíveis. 
Além disso, avançamos na infraestrutura com a construção do ESF Semiramis, já entregamos um novo veículo para o Hospital Municipal e, ainda este ano, vamos entregar mais dois veículos tipo van e dois carros tipo spin para reforçar a Central de Regulação de Vagas.

Diário do Estado: A cidade tem enfrentado dificuldades com a demanda por atendimento médico? Como sua gestão tem lidado com isso?
Réus Fornari:
Sabemos que a demanda por atendimento médico é sempre um desafio em qualquer município, mas estamos enfrentando isso com muito trabalho e planejamento. Hoje, a nossa Atenção Básica conta com 12 médicos distribuídos nas 8 unidades da Estratégia Saúde da Família, sendo que as duas unidades com maior procura contam com dois médicos cada. No Hospital Municipal mantemos dois médicos plantonistas 24 horas, garantindo o atendimento de urgência e emergência. Além disso, ampliamos o número de especialistas no município e apostamos forte na telemedicina, que tem sido uma grande aliada na redução das filas da Central de Regulação de Vagas, agilizando consultas e proporcionando mais conforto para a população.

Diário do Estado: Existem planos para ampliação ou reforma das unidades de saúde do município?
Réus Fornari:
Sim, temos trabalhado para fortalecer ainda mais nossa rede de saúde. Estamos em fase avançada da construção da sede própria do ESF Semiramis, e já temos garantidos recursos por meio de emendas parlamentares para realizar reparos, melhorias e pinturas nas demais unidades. Também estamos planejando a construção da sede própria do ESF Rural, por meio de apoio parlamentar, também, que vai beneficiar diretamente os moradores da zona rural do nosso município. São obras importantes que vão melhorar o atendimento e as condições de trabalho das nossas equipes.

Diário do Estado: Como o município tem trabalhado para garantir medicamentos e atendimento especializado à população mais vulnerável?
Réus Fornari:
O nosso município tem trabalhado com muito empenho para garantir que a população mais vulnerável tenha acesso tanto aos medicamentos quanto ao atendimento especializado de que precisa. Nós fortalecemos a nossa assistência farmacêutica, com o abastecimento regular das unidades de saúde e com a entrega gratuita de medicamentos essenciais. Além disso, buscamos parcerias com o Estado e com o governo federal para garantir o fornecimento de remédios de alto custo e de componentes estratégicos. No atendimento especializado, ampliamos o acesso por meio da telemedicina e contratação de mais especialidades médicas.  Tudo isso faz parte do nosso compromisso de oferecer um serviço público de saúde mais humano, eficiente e acessível para todos.

Diário do Estado: Quais investimentos a prefeitura tem feito na educação municipal, tanto na infraestrutura quanto na valorização dos profissionais?
Réus Fornari:
• Licitação em andamento de construção da escola na região do “bugio” / Bella Suíça;
• Fase de projeto sendo concluída da ampliação do José Duailibi (refeitório e 3 salas);
• Parceria com o Governo do Estado nos projetos de ampliação –construção de salas – na escola Mariza Ferzelli e na Creche Heitor Heloisa;
• Parceria com o Governo do Estado nos projetos de ampliação – construção de salas – na Escola Civico Militar Aurelino (ampliação do 6º ano cívico-militar)
• Aquisições de Óculos 3d para todas as unidades (processo em andamento); 
• Aquisição de 3 mesas interativas para as creches;
• Ampliação para todas as unidades das aulas de robótica;
• Aquisição do up-grade das lousas analógicas se tornarem lousas digitais;
• Piso dos professores acima do teto;
• Pagamento do curso de socioemocional para os professores cuidarem da saúde mental.

Diário do Estado: Há projetos em andamento voltados para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas públicas de Rio Verde?
Réus Fornari:
• Programas estaduais MS alfabetiza (professores e alunos de 1o e 2o ano)
• Programa Federal - (3o ao 5o ano) CNCA (Compromisso Nacional Criança Alfabetizada)
• Programa em vias de implantar MS Matemática (para o ano que vem) em fase de capacitação
• Para o 2o semestre em parceria com o governo estadual será aberta a turma de normal médio com ênfase na educação especial e infantil - curso de 18 meses - presencial

Diário do Estado: Recentemente houve avanços em obras de pavimentação e drenagem no município. O que o senhor destacaria como as principais conquistas nessa área?
Réus Fornari:
Sim, ouve, contemplamos vários bairros com nova pavimentação, sistema de drenagem, meio fio e sinalização, dentre eles a recuperação dos antigos asfaltos que receberam uma manutenção completa e nova sinalização, neste ano de 2025 temos como principal projeto a contemplação dos bairros Coronel Mariano e Jardim Semíramis, que será realizado um projeto imenso de implantação de Drenagem, Asfalto, Meio fio, Sarjeta e Sinalização, assim como o projeto chamado Pontas de Rua que atenderá vários pontos com trechos de asfalto faltante.
Eu desatacaria um avanço significativo de nossa malha urbana, que hoje chegaremos no patamar de 70% de pavimento asfáltico. 

Diário do Estado: Há previsão de novos investimentos em infraestrutura para a zona rural e bairros mais afastados do centro?
Réus Fornari:
Sim, temos atuado nos últimos anos fortemente nas estradas vicinais, com construção de pontes de concreto, pontes de madeira e reformas; estamos também avançando no quesito linhas de transporte escolar, na instalação de mata burros, para dar comodidade ao transporte escolar e escoamento de produção nessas regiões.

Diário do Estado: Como a prefeitura tem buscado recursos, inclusive estaduais e federais, para obras de infraestrutura?
Réus Fornari:
A prefeitura em parceria com o legislativo, deputados estaduais, federais e senador, temos recebido investimentos, na infraestrutura de nossos município, destacando a grande parceria do estado com a ação do governo municipalista, onde temos vários investimentos.

Diário do Estado: Quais programas sociais estão em andamento para apoiar famílias em situação de vulnerabilidade no município? 
Réus Fornari:
Projeto Casulo que tem por objetivo a autonomia financeira das famílias em situação de vulnerabilidade. As ações deste projeto são busca ativa através de equipe técnica, com acompanhamento e reuniões para orientação e inserção no mundo do trabalho.
Através do Sebrae serão realizados cursos profissionalizantes para nossos usuários que queiram empreender ou estarem melhor preparados para concorrer no mundo do trabalho. Através da Prefeitura Municipal de Rio Verde foram disponibilizadas mais vagas de empregos com a abertura de frigoríficos

Diário do Estado: Prefeito, quais foram, na sua visão, os maiores desafios enfrentados pela sua gestão até agora?
Réus Fornari:
Acredito que o maior desafio, logo no início da gestão, foi organizar a casa. Encontramos muitos setores da prefeitura sem estrutura adequada, com carência de equipamentos, veículos quebrados e falta até de materiais básicos para o trabalho do dia a dia. Foi necessário colocar ordem, reorganizar os serviços e dar condições para que o servidor público pudesse atender bem a população. A partir disso, conseguimos avançar e começar a transformar a cidade.

Diário do Estado: Como o senhor avalia o relacionamento da prefeitura com a Câmara Municipal e com os demais poderes?
Réus Fornari:
Sempre busquei manter um relacionamento de respeito e diálogo com a Câmara Municipal e com os demais poderes. Entendo que, quando cada um cumpre bem seu papel, quem ganha é a população. A Câmara tem sido parceira em muitas pautas importantes para o desenvolvimento de Rio Verde, e essa união entre os poderes é essencial para que as políticas públicas avancem com responsabilidade e transparência

Diário do Estado: Rio Verde tem grande potencial agrícola. Há ações específicas voltadas ao pequeno produtor rural e à agricultura familiar? 
Réus Fornari:
Sim, reconhecemos que Rio Verde tem enorme potencial agrícola, especialmente no âmbito da agricultura familiar. Desde o início da gestão, implementamos ações direcionadas ao pequeno produtor rural. Montamos programas de assistência técnica, com agrônomos disponíveis para orientação em boas práticas, manejo de solo.
Outra frente importante foi a criação de programas de escoamento de produção local: ajudamos pequenos agricultores a vender direto em feiras e mercados municipais, valorizando seus produtos e agregando renda. Estamos ainda promovendo capacitações em gestão, empreendedorismo rural e certificações para agregar valor, por exemplo, no segmento orgânico

Diário do Estado: Quais são os principais projetos que a população pode esperar até o fim de sua gestão? 
Réus Fornari:
Temos um compromisso muito claro com a população: seguir transformando Rio Verde em uma cidade mais estruturada, organizada e digna para todos. Até o fim da nossa gestão, a população pode esperar importantes entregas. Estamos trabalhando firme para concluir o asfaltamento completo da cidade — algo histórico, que vai acabar com a poeira e a lama nos bairros. Também estamos realizando uma grande revitalização urbana, cuidando da cidade como ela merece.
Na saúde, um dos maiores marcos será a reforma completa do Hospital Municipal, para oferecer atendimento mais digno, com estrutura moderna e humanizada. A revitalização da Praça das Américas também está entre as prioridades — queremos devolver esse espaço de lazer e convivência para as famílias.
Além disso, continuamos investindo em infraestrutura e melhorias na atenção básica de saúde, ampliando postos, melhorando o atendimento e garantindo mais acesso a especialidades. Nosso foco é seguir avançando com responsabilidade, com obras que realmente mudam a vida das pessoas.

Diário do Estado: Como está o planejamento para tornar Rio Verde uma cidade mais sustentável e preparada para o futuro?
Réus Fornari:
Estamos trabalhando com responsabilidade para que Rio Verde se desenvolva de forma sustentável e preparada para os próximos anos. Nosso planejamento inclui ações como o investimento em iluminação pública com tecnologia LED, que reduz o consumo de energia e traz mais segurança para a população. Também estamos fortalecendo a coleta seletiva e investindo na conscientização ambiental, envolvendo escolas, associações e a própria comunidade.
Na área rural, apoiamos práticas agrícolas sustentáveis e programas de preservação das nascentes e do nosso patrimônio natural, respeitando a identidade pantaneira da nossa região. Além disso, temos buscado parcerias para modernizar a gestão pública, com uso de tecnologia que facilite o atendimento ao cidadão, reduza o uso de papel e torne os processos mais eficientes.

Diário do Estado: O senhor pretende disputar a reeleição? O que o motiva a continuar na vida pública?
Réus Fornari:
Esse é o meu segundo mandato como prefeito, então, pela legislação, não posso mais disputar a reeleição. Mas sigo totalmente motivado a concluir essa gestão com responsabilidade, entregando tudo aquilo que planejamos e que a população merece.
A vida pública é um desafio diário, mas também é uma grande oportunidade de fazer a diferença na vida das pessoas. Ver as melhorias acontecendo, ouvir o reconhecimento da comunidade e saber que deixaremos um legado positivo para Rio Verde é o que me motiva todos os dias. Enquanto estiver no cargo, estarei trabalhando com seriedade, olhando para frente e colocando sempre os interesses da cidade em primeiro lugar

Diário do Estado: Falar sobre a troca do nome de Rio Verde, o que o prefeito acha dessa mudança e como ele vê para o futuro essa mudança.
Réus Fornari:
O assunto ainda está em fase de análise, mas a proposta de mudança para Rio Verde do Pantanal tem gerado bons debates. Pessoalmente, vejo com bons olhos, porque é um nome que reforça nossa identidade regional, valoriza nossas raízes pantaneiras e pode nos destacar ainda mais no cenário estadual e nacional.

Diário do Estado: Para finalizar, suas considerações finais para o Jornal Diário do Estado e que mensagem o senhor deixa para a população de Rio Verde, especialmente para quem ainda não sente de forma direta os avanços da atual gestão?
Réus Fornari:
Quero agradecer ao Jornal Diário do Estado pelo espaço e por nos permitir prestar contas do nosso trabalho à população. Ser prefeito de Rio Verde é uma responsabilidade enorme e também uma grande honra. Estamos trabalhando com seriedade, pé no chão e compromisso com cada cidadão — do campo à cidade.
A quem ainda não sente de forma direta os avanços da nossa gestão, peço confiança. Muitas mudanças estruturais estão em andamento e, aos poucos, os resultados vão chegando para todos. A gente sabe que nem tudo se resolve de uma hora pra outra, mas cada obra, cada investimento, cada ação tem um propósito: melhorar a vida da nossa gente.
Rio Verde tem um futuro promissor, e seguiremos firmes, trabalhando até o último dia de mandato com respeito, transparência e amor por essa terra que a gente tanto acredita. 

Confira a página da entrevista: 
 

Entrevista

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem confeiteiro que está conquistando Coxim

Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

10 de outubro de 2025

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

 

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Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração 

Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel:
Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.

Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel:
Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer  eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.

Diário do Estado:  Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.

Diário do Estado:  Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel:
Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.

Diário do Estado:  Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel:
O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.

Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel:
Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.

Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel:
Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.

Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel:
O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.

Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel:
Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.

Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel:
Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.

Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel:
Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.

Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel:
No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.

Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel:
Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.

Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel:
Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.

Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.

Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel:
Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.

Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel:
Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.

Diário do Estado:  Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel:
Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.

Diário do Estado:  Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel:
Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.

Diário do Estado:  Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel:
Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.

Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel:
O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.

Diário do Estado:  Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel:
Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.

Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel:
Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais  @Vicktor_emanuell


 

Entrevista

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre desafios, conquistas e futuro da rede educacional

Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

5 de setembro de 2025

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

 

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À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.

Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly:
Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.

Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly:
Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.

Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly:
Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.

Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly:
Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.

Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly:
Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly:
O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.

Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly:
Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.

Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly:
As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.

Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly:
Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.

Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly:
Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.

Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly:
Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.

Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly:
É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.

Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly:
Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.

Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly:
Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly:
Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.

Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly:
Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.

Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly:
Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.

Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly:
Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.

Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly:
Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.

Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly:
O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.

Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly:
Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.

Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly:
• Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.

Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly:
A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.

Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly:
Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.

Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly:
Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.