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Entrevistas da Semana

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Empreendedor e presidente dos Republicanos em Coxim: Uma Conversa com André Márcio

André Marcio, proprietário da empresa controle e presidente do partido Republicanos em Coxim.

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28 de junho de 2024

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(Glenda Melo/Diário do Estado)

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O Entrevistado Da Semana é presidente do Partido Republicanos em Coxim-MS. André Márcio, 48 anos, casado, pai de 2 filhos, nascido em Rio Verde MT/MS, mudou-se para Coxim em 2004 Possui Mestrado em Ciências Contábeis pela Escola de Administração e Negócios da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) (2022), com ênfase em Controle Gerencial. É também Especialista em Gestão Pública pela UFMS (2019). Graduou-se em Administração pela Universidade Anhanguera - Uniderp (2015) e em Ciências Contábeis pela Universidade de Franca (UNIFRAN) (2019). Um rioverdense que escolheu Coxim por sua casa se tornou um empresário consolidado na cidade, nos conta um pouco sobre sua vida e seus desejos para o futuro.

Diário do Estado: André, gostaria que você falasse primeiro sobre sua chegada em Coxim
André Márcio: Minha chegada em Coxim não foi programada, sou natural da cidade vizinha Rio Verde  mas na minha área de atuação que é a informática o campo estava muito no gargalo em Rio Verde, então vendo um cenário um pouco mais favorável em Coxim, na cara e na coragem me mudei para cá e hoje Coxim por ser a cidade que me acolheu tão bem se tornou minha casa.

Diário do Estado: Qual a grande dificuldade que você encontrou chegando em Coxim?
André Márcio: A adaptação, deixar a cidade que nasci, familiares e amigos, hoje vou com bastante frequência para lá, até porque tenho muitos clientes por lá e meus parentes ainda moram lá, mas a adaptação em uma nova cidade é sempre desafiadora para qualquer um, até porque também eu não sabia se a minha tentativa de fazer a vida aqui daria certo, era tudo muito incerto no começo, como para qualquer pessoa.

Diário do Estado: você trabalha na área de automação e informática, nos fale um pouco sobre esse segmento desde a sua chegada em Coxim até agora
André Márcio: Bom, como já disse não foi fácil empreender no começo, não tínhamos na época as facilidades de hoje, os mecanismos de ajuda e suporte para quem queria abrir seu próprio negócio, hoje minha empresa a “ Controle” comemora 22 anos de existência, e sabemos Glenda, que para se consolidar no mercado de trabalho por tantos anos é extremamente necessário seriedade, comprometimento e responsabilidade em atender nossos clientes, o jornal Diário do Estado é nosso cliente desde sua fundação em 1.999, também é um grande exemplo pois há 25 anos vocês seguem sendo o único jornal  de toda região norte,  e como o serviço oferecido pelo jornal é o que diariamente busco na Controle, manter o padrão para atender as demandas dos clientes gerando mais clientes sem perder a qualidade no serviço oferecido.

Diário do Estado: André, vamos sair um pouco da temática tecnologia e vamos para sua segunda paixão, a política, você hoje é presidente do partido republicanos em Coxim, onde nasceu esse namoro entre André e a política?
André Márcio: Glenda, tudo que fazemos é política, desde a hora em que acordamos, durante nosso dia, em nossas conversas, em uma ida ao supermercado, as pessoas podem até não gostar, mas a política está em tudo que fazemos diariamente, está ligada em tudo, tudo que movimenta o mundo está ligado diretamente na política, e esse interesse pela política nasceu talvez no momento em que eu percebi que ela é a engrenagem que movimenta a economia, as relações, nosso dia a dia na cidade, eu sempre fui uma pessoa muito interessa em estudar, curioso em buscar e conhecer temas que eu não conhecia, sempre gostei muito de ler e pesquisar, talvez tenha sido a partir daí que nasceu em mim a paixão pela política, talvez na vontade de contribuir com a transformação da sociedade em que vivemos e poder ajudar de alguma forma, direta ou indiretamente.

Diário do Estado: Hoje, quantos vereadores estão pelo republicanos na Câmara Municipal de Coxim?
André Márcio: Temos 5 vereadores com mandato atualmente em Coxim,são eles; O presidente da câmara municipal Ademir Peteca, Zanon  Lamunier, João do posto, Vilmar Vendrusculo e Jeferson Aislan. Desses 5, todos estão pleiteando uma cadeira para reeleição e são pré-candidatos.

Diário do Estado: Quantos candidatos o partido pretende colocar nesta eleição de 2024?
André Márcio: Temos 14 pré-candidatos, sendo 10 homens e 4 mulheres

Diário do Estado: Quantas cadeiras vocês pretendem fazer nesta eleição?
André Márcio: Temos capacidade por tudo que o partido tem feito pela cidade de Coxim de pelo menos 4 cadeiras Glenda, não é um trabalho nada fácil porque como você bem sabe a campanha para vereador é muito pesada e mais difícil que para deputado estadual e federal, pelo quantitativo de candidatos, mas estamos otimistas quanto ao resultado.

Diário do Estado: A pergunta que não quer calar André, quem o partido Republicanos irá apoiar para prefeitura de Coxim?
André Márcio: Glenda, após várias reuniões com a nossa base, companheiros de jornada, lideranças do partido em Coxim, depois de muitas reuniões decidimos pelo apoio a reeleição do prefeito Dr. Edilson Magro.

 

Diário do Estado: E por que?
André Márcio: Bom, vamos lá, entendemos que Coxim nos últimos anos vêm de avanços significativos, dezenas de obras que estavam há anos parada foram concluídas como o prédio novo da prefeitura, o Centro de Convenções, como o buracão que era um sonho de décadas do povo Coxinense, está sendo terminada, parcerias com o governo estadual e federal que estavam de portas fechadas, foram reabertas e firmadas trazendo inúmeras benfeitorias para o município. Essa disposição de trabalho de segunda a segunda do prefeito Edilson pelo o município, o bom relacionamento entre o prefeito Edilson em todas as esferas que gerou grandes frutos para cidade e por conta disso e acreditando que Coxim está no caminho certo, nossa decisão foi pela continuidade do Dr Edilson em Coxim. 

Diário do Estado: Para você hoje André, como líder do Republicanos em Coxim qual o maior desafio para a próxima administração na cidade?
André Márcio: Glenda, eu acredito que uma demanda urgente para Coxim é a busca por empresas para geração de emprego e renda para cidade, Coxim já têm 33.000 habitantes muitos jovens deixam a cidade em busca de oportunidade de emprego, eu acredito que esta seja um pauta que precisa muito ser fomentada em Coxim nos próximos anos.

Diário do Estado: Quais os avanços mais significativos Coxim recebeu nos últimos anos?
André Márcio: Sem dúvida nenhuma a infraestrutura, Coxim avançou muito, Coxim recebeu pavimentação em bairros que esperavam há décadas por asfalto, iluminação de led em quase toda cidade já com 90% de cobertura de iluminação de led, serviços de limpeza, vinda de mais médicos para cidade, horários estendidos nos postos de saúde, campanhas de vacinação, todas as áreas sendo trabalhadas para atender a população, nossa cidade limpa, isso vemos no dia a dia da cidade, de como Coxim melhorou nos últimos anos.

Diário do Estado: Para você qual foi o período mais crítico para Coxim?
André Márcio: Sem sombra de dúvida Glenda o período da pandemia, por que não sabíamos como seria, quais seriam as orientações não só da prefeitura, mas também do governo estadual e federal, não sabíamos como iríamos trabalhar, se poderíamos trabalhar, acredito que este não foi só o meu desafio, mas de todos os empresários de Coxim e de seus gestores, por que a economia estava seriamente comprometida.

Diário do Estado: André, nos últimos anos temos visto um empenho muito grande da prefeitura local no fortalecimento do turismo local, para você qual o grande diferencial para Coxim como Bonito e Corumbá entrarem no mapa do turismo no MS?
André Márcio: Glenda, antes de se pensar em fomentar o turismo é necessário dar estrutura aos nossos empresários locais para receber esses turistas, um serviço de qualidade, padronizado, com preços justos e uma qualidade que faça o turista querer retornar para Coxim, isso deve ser pensado antes de pensar em trazer esse turista para cidade.

Diário do Estado: Você, pela sua história consolidada em Coxim o que você atribui sua estabilidade por mais 20 anos?
André Márcio: A responsabilidade com meus clientes, eu atendo 70 cidades de MS, temos 79 municípios, se meu serviço não fosse de qualidade e eu não garantisse meu trabalho eu não teria 90% do Estado de MS como clientes, esse é o segredo, entregar um bom serviço, tratar esse cliente com maestria para que ele se sinta cuidado e seguro.

Diário do Estado: Você olhando para sua caminhada, ainda te falta alguma coisa?
André Márcio: Olha Glenda, não. Profissionalmente eu cheguei aonde quis chegar, acredito que minha maior conquista seja trabalhar com aquilo que eu gosto, isso já é realização para mim.

Diário do Estado: Você, que faz tanta política, pensa um dia colocar seu nome a disposição e tentar uma vaga no legislativo?
André Márcio: Sinceramente? Não, por hora não, talvez um dia quem sabe, mas hoje eu gosto dos bastidores da política e como já disse, essa é minha forma de contribuir para nossa sociedade e para nossa democracia.

Diário do Estado: Suas considerações finais
André Márcio: Quero agradecer pelo espaço que o jornal Diário do Estado têm dado para que possamos informar a população coxinense, este espaço aberto faz toda diferença no processo democrático e para que a população saiba tudo que está acontecendo na cidade, a informação dada de maneira responsável, com credibilidade e seriedade faz toda diferença no dia a dia dos coxinenses. Estamos sempre à disposição agradecendo pelo carinho que sempre somos recebidos, esperando contribuir sempre com avanço da nossa querida Coxim.
 

Entrevista

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem confeiteiro que está conquistando Coxim

Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

10 de outubro de 2025

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

 

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Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração 

Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel:
Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.

Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel:
Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer  eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.

Diário do Estado:  Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.

Diário do Estado:  Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel:
Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.

Diário do Estado:  Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel:
O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.

Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel:
Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.

Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel:
Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.

Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel:
O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.

Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel:
Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.

Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel:
Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.

Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel:
Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.

Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel:
No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.

Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel:
Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.

Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel:
Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.

Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.

Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel:
Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.

Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel:
Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.

Diário do Estado:  Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel:
Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.

Diário do Estado:  Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel:
Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.

Diário do Estado:  Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel:
Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.

Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel:
O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.

Diário do Estado:  Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel:
Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.

Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel:
Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais  @Vicktor_emanuell


 

Entrevista

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre desafios, conquistas e futuro da rede educacional

Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

5 de setembro de 2025

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

 

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À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.

Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly:
Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.

Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly:
Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.

Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly:
Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.

Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly:
Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.

Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly:
Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly:
O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.

Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly:
Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.

Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly:
As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.

Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly:
Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.

Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly:
Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.

Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly:
Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.

Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly:
É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.

Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly:
Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.

Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly:
Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly:
Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.

Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly:
Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.

Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly:
Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.

Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly:
Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.

Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly:
Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.

Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly:
O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.

Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly:
Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.

Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly:
• Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.

Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly:
A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.

Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly:
Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.

Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly:
Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.