quinta, 04 de junho, 2026
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Logo nos primeiros dias postando fotos aéreas nas minhas redes sociais já surgiu serviço, e em um final de semana ganhei quase o equivalente ao meu mês inteiro de CLT. E como era (e ainda é) um trabalho tão gostoso que parecia um hobby, foi onde comecei a me dedicar fielmente nisso. O que me inspirou mesmo foi quando comecei a fazer trabalhos pra programas nacionais e internacionais, que me apresentaram lugares e experiências incríveis e inesquecíveis.”
— Silas Ismael
Nosso entrevistado da semana tem conquistado o Brasil e exterior com suas fotos e vídeos, com olhar sensível e certeiro chamou atenção de nada menos que a poderosa TV Globo e recentemente teve seu trabalho divulgado na grade da emissora.
Silas Ismael, fotógrafo e videomaker, 34 anos, nascido em Campo Grande, solteiro, formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, pós graduado MBA em Gestão de TI, e graduando em Cinema e Audiovisual, começou com edição de fotos em 2012, mas focado em captação de imagens desde 2015. Venha mergulhar nessa entrevista que ficou linda com esse menino muito querido.
Desde já agradecemos por ter nos concedido essa entrevista em meio seus projetos querido Silas.
Diário do Estado: O que te inspirou a se tornar fotógrafo/videomaker?
Silas: Comecei na verdade com um drone, e como hobby visto que trabalhava numa emissora de televisão, mas no setor de tecnologia da informação, já tinha um drone de brinquedo, ia em um clube de aeromodelismo com amigos, mas em 2015 sim comprei meu primeiro drone profissional, era bem mais caro, lembro que na loja ninguém sabia fazer ele ligar e voar, então comprei na fé, levei pra casa e dale pesquisa e muito Youtube, creio que já dei mais de 30 treinamentos de pilotagem e configuração de drone, hoje não dou mais treinamento, mas sempre ajudo quem me procura.
Diário do Estado: Qual foi a primeira foto que tirou e que te fez pensar: “é isso que eu quero fazer”?
Silas: Por incrível que pareça, na realidade, nunca havia pensado em ser fotografo/videomaker, comecei brincando com edição de imagens lá por 2012, junto com desenvolvimentos de sites e programas, e por 2015 iniciei com imagens aéreas, mas sem pretensão nenhuma, logo nos primeiros dias postando fotos aéreas nas minhas redes sociais já surgiu serviços, para uma imobiliária e um canal rural, e em um final de semana ganhei quase o equivalente ao meu mês inteiro de CLT sendo pós graduado. E como era (e ainda é) um “trabalho” tão gostoso que parecia um hobby, foi onde comecei a me dedicar fielmente nisso, mas o que me inspirou mesmo foi quando comecei a fazer trabalhos pra programas nacionais e internacionais, como Word Animal Protection, WWF, Globo Repórter, Globo Rural, Jornal Nacional, e vários outros que me apresentaram lugares e experiências incríveis e inesquecíveis.
Esse ano mesmo gravei com o Profissão Repórter vivendo a realidade de uma travessia de comitiva no Pantanal por 10 dias, tomando água e banho de corixo, dormindo em rede, com direito a banho de chuva de madrugada.
Diário do Estado: Como você descreveria o seu estilo fotográfico em poucas palavras?
Silas: Hoje descrevo meu “estilo livre”, gosto da liberdade de atender vários nichos e em lugares diferentes, mas o que mais me identifico e amo, é relacionado a natureza e contar histórias.
Diário do Estado: Que fotógrafos ou artistas visuais te influenciam até hoje?
Silas: Tive ótimos profissionais e professores, que me inspiraram e me ajudaram a chegar onde estou, Marcos Vollkopf e equipe, Beto Nascimento, Messias Ferreira, Claudia Gaigher… E também algumas produtoras de fora do MS que me inseriram no nicho de documentários e filmes.
Diário do Estado: Existe alguma história por trás da sua foto favorita?
Silas: Acho que não tenho “A” foto favorita, cada uma tem sua particularidade e sua lembrança, mas as melhores fotos creio que nunca tirei, só apreciei o momento e guardei pra mim, acredito que ninguém nunca vai poder ver e nem sentir a sensação dessas que guardo só pra mim nas lembranças.
Diário do Estado: Você prefere fotografar com luz natural ou artificial? Por quê?
Silas: Com certeza luz natural, claro que tem muitos trabalhos que dependo da luz artificial pra complementar ou preencher, mas o natural deixa mais à vontade meu espirito criativo.

Diário do Estado: Qual é o equipamento que você mais gosta de usar e por quê?
Silas: O que mais amo são os drones, creio que pela liberdade de voar, de ver ângulos que no dia a dia a gente talvez não repare, acabo ganhando outra dimensão de espaço. Mas na câmera em solo também gosto muito, astrofotografia vendo em tempo real a imensidão da via láctea e seres de luz, coisa que aos olhos a maioria não repara e está lá toda noite, registro de animais, paisagens, natureza e pôr do sol.
Diário do Estado: Como você escolhe o enquadramento ideal para cada foto?
Silas: As vezes eu nem sei como, até porque a maioria das captações é algo “novo”, então simplesmente surge, a cada lugar, a cada pessoa, paisagem e foto, tudo tem sua particularidade, dependendo da hora e posição da luz a mesma foto fica melhor em ângulos diferentes.
Diário do Estado: O que é mais importante para você: a técnica perfeita ou a emoção capturada?
Silas: Com certeza a emoção, até porque ao contrário do que a maioria pensa, eu nunca paguei ou fiz um “curso de fotografia” pra ter a tal da técnica, sou um mero curioso que observa muito e ama o que faz, e procuro todo dia ser melhor que ontem, isso é eu comigo mesmo, a minha técnica eu que desenvolvi fuçando e me identificando no que eu acho que fica legal.
Diário do Estado: Como você lida com imprevistos durante uma sessão de fotos?
Silas: Hoje trato imprevisto com mais normalidade, já trago comigo um “faz parte, acontece” e sempre dá certo no final. Se você tem um problema, e esse problema tem solução, então não é mais um problema.
Diário do Estado: Qual foi o lugar mais incrível em que já fotografou?
Silas: Acho que no Chile, Cordilheira dos Andes pra um documentário, e claro no nosso Pantanal, que é sempre uma emoção e gratidão, como na Serra do Amolar, cada vez que volto é uma sensação única.
Diário do Estado: Você já passou por alguma situação inusitada ou desafiadora durante um trabalho?
Silas: Várias, uma das mais marcante foi no começo da minha jornada em 2015, na Floresta Amazônica gravando um programa que iria pro Jornal Nacional, era pra ser 14 dias, e no meu segundo dia com a equipe, numa área remota de barco que nem o produtor pode ir, somente eu, o cinegrafista, o cacique e o piloteiro que era o tradutor dele, e simplesmente o drone caiu no meio de um rio com aproximadamente de 30 segundos de voo. Por sorte o cinegrafista estava filmando o drone, e eu tinha o vídeo em cache e log de voo, (funciona tipo como uma caixa preta de um avião, um arquivo de texto que guarda tudo, coordenadas, altura e comandos) mas naquele momento longe de casa e sem minha única ferramenta de trabalho que estava apostando, eu travei, só tinha um drone e um sonho, passou muita coisa na minha cabeça, mas quando me acalmei e vi que não foi um problema meu, e que a garantia cobriu e me deu outro drone, parti pro próximo passo, um drone reserva, hoje parando pra refletir de como comecei e onde estou, creio que até que estou bem equipado, tenho 5 drones de modelos diferentes e operando, e vários equipamentos de solo, câmeras, lentes, tripés profissional, gimbal entre outros, e o que mais amo, uma quase unidade móvel.
Diário do Estado: Tem algum tipo de fotografia que você ainda não fez, mas gostaria de experimentar?
Silas: Sim, uma delas é fotografar uma Aurora Boreal, deve ser incrível!
Diário do Estado: Existe algum projeto pessoal que marcou sua trajetória?
Silas: Acho que poder atuar diretamente na direção de documentários, no começo sempre fazia imagens para produtoras que já tinha roteiros, direção e produção, foi super necessário pra entender como funciona a hierarquia, funções e logística. Mas quanto maior o “cargo” maiores as responsabilidades. Cada experiência é única e sempre um aprendizado, uma emoção e realização diferente.
Diário do Estado: Como você lida com críticas ao seu trabalho?
Silas: Críticas pra mim sempre foram muito bem vindas, não aquelas construtivas de quem nunca construiu nada, mas apesar de muito poucas eu sempre paro pra refletir e analisar com carinho.

Diário do Estado: Como você vê a fotografia no mundo atual, com tantas imagens sendo produzidas o tempo todo?
Silas: Nunca vai acabar, mesmo com a IA, todos os nichos precisam de imagens, sejam fotos ou vídeos, o que não é visto não é lembrado.
Diário do Estado: O que você diria para alguém que está começando agora na fotografia?
Silas: Tem que gostar e dedicar no que faz, não ter medo dos imprevistos e focar, não digo nem só pra fotos e vídeos, mas a constância e dedicação te faz aperfeiçoar em tudo que quiser, o principal é entender os nichos que se identifica, porque são vários, tem profissionais que é só de natureza, outros só de casamentos, outros só de eventos coorporativos, você identificando as áreas que gosta, pode escolher tranquilo.
Diário do Estado: A inteligência artificial e os aplicativos de edição ameaçam ou fortalecem o trabalho do fotógrafo?
Silas: Não vejo como uma ameaça, e sim uma bela ferramenta, as vezes muito perigosa, porque tudo pode ser usado pra coisas muito boas e muito ruins, mas se tratando da parte de criação, é uma ferramenta que traz uma liberdade incrível de criar e construir algo único.
Diário do Estado: Como você mantém sua criatividade viva depois de tantos cliques?
Silas: Pessoalmente é não forçar a criatividade, e sim deixar fluir, principalmente no novo, acaba sendo natural e obrigatório dirigir onde vai ficar melhor a cena, o cenário e a composição.
Diário do Estado: Qual é o seu maior sonho como fotógrafo?
Silas: Tenho vários, a maioria deles não gosto muito de falar até concretizar, mas ainda quero viajar e conhecer vários países e culturas trabalhando e vivendo, sem esperar o próximo feriado, a próxima sexta-feira, ou o que é muito raro pra gente, a próxima folga.
Diário do Estado: Suas considerações finais para o jornal Diário do Estado
Silas: Quero agradecer ao Diário do Estado por abrir esse espaço para contar um pouco da minha história, que ainda está em construção. Cada clique, cada voo, cada nova experiência me ensina algo, e poder compartilhar isso é também uma forma de inspirar quem está começando ou pensando em seguir esse caminho. A fotografia, pra mim, vai além da imagem: é memória, é emoção, é conexão. E poder viver disso, com todas as aventuras e desafios, já é por si só uma grande realização.
Confira a página na integra:
Entrevista
Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.
10 de outubro de 2025
Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração
Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel: Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.
Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel: Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.
Diário do Estado: Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel: Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.
Diário do Estado: Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel: Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.
Diário do Estado: Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel: O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.
Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel: Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.
Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel: Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.
Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel: O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.
Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel: Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.
Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel: Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.
Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel: Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.
Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel: No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.
Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel: Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.
Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel: Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.
Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel: Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.
Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel: Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.
Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel: Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.
Diário do Estado: Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel: Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.
Diário do Estado: Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel: Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.
Diário do Estado: Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel: Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.
Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel: O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.
Diário do Estado: Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel: Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.
Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel: Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais @Vicktor_emanuell



Entrevista
Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.
5 de setembro de 2025
À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.
Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly: Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.
Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly: Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.
Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly: Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.
Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly: Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.
Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly: Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly: O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.
Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly: Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.
Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly: As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.
Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly: Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.
Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly: Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.
Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly: Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.
Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly: É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.
Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly: Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.
Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly: Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly: Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.
Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly: Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.
Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly: Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.
Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly: Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.
Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly: Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.
Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly: O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.
Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly: Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.
Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly: • Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.
Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly: A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.
Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly: Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.
Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly: Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.