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Entrevistas da Semana

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Abrindo caminhos para mais mulheres: conheça a história de força e determinação de Adriana Nabhan

Adriana Nabhan,39 anos, casada há 10 anos com o policial militar Robson Parode, pais do Felipe de 9 anos e do recém chegado há 2 meses o pequeno Davi.

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19 de julho de 2024

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(Glenda Melo/ Diário do Estado)

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Nossa entrevistada da semana é uma mulher que honra suas origens, se orgulha de ter vindo de origem humilde e vencido na vida pelos estudos e honestidade, seus maiores exemplos sãos seus pais e quando o mundo insiste em bater ela se lembra das lições da mãe Aparecida Mariano Nabhan e de seu pai Oswaldo Nabhan, já falecidos, e segue naquilo que ela diz serem suas missões: Cuidar de pessoas. Adriana Nabhan,39 anos, casada há 10 anos com o policial militar Robson Parode, pais do Felipe de 9 anos e do recém chegado há 2 meses o pequeno Davi. Vamos conhecer um pouco da história de vida dessa filha, mãe, esposa, irmã, amiga e vereadora pelo (MDB) em seu primeiro mandato. Servidora Pública Municipal Concursada Técnica da Vigilância Sanitária de Coxim Conselheira Tutelar por dois mandatos em Coxim Vereadora por Coxim - Legislatura 2021/2024 Formada em Direito Formada em Serviço Social Cursando Superior em Tecnologia em Gestão Pública Pós-Graduação em Projetos Sociais e Políticas Públicas Pós-Graduando em Saúde Pública em Ênfase em Vigilância Sanitária


Diário do Estado: Adriana, nos conte um pouco da sua história
Vereadora Adriana Nabhan:
É uma longa história Glenda, sempre fui desde pequena uma criança que gostava de estudar, aplicada nos estudos, meus pais eram bem rigorosos quanto a isso, cobravam de mim e dos meus irmãos que nos dedicássemos aos estudos, minha falecida mãe sempre nos dizia que a maneira de vencer na vida era pelos estudos e meus pais mesmo humildes, minha mãe do lar e meu pai pescador conseguiu formar os 7 filhos, motivo de muito orgulho para nós, sou muito grata aos meus pais todo valor que eles me passaram sobre a educação e sua importância, vidas são transformadas através dos estudos e eu e meus irmãos somos uma prova disso.

Diário do Estado: Você é uma pessoa muito ligada a sua família Adriana?
Vereadora Adriana Nabhan:
Sou!!! Minha família é tudo de mais importante que eu tenho na vida, eu não sou nada sem eles, não conseguiria fazer absolutamente nada sem eles, meus pais tiveram 7 filhos e 1 infelizmente faleceu, nem posso dizer que somos poucos porque não somos, somos muitos, família propaganda de margarina mesmo, nos reunimos sempre, sempre que dá procuramos estar juntos, rimos juntos, falamos alto, cantamos juntos, choramos juntos, uma dor que tenho todos os dias é dos meus pais não estarem nesses momentos de alegria e união que existe entre nós, me sinto triste do meu pai não ter me visto vereadora, ele me apoiava em tudo, estava sempre ali, me olhando com aquele olhar horas de reprovação, hora com aquele olhar de: olha, é minha filha!!! É uma dor diária não tê-los mais comigo. 

Diário do Estado: você acha que seus pais se estivessem vivos te apoiariam nesse caminho da política que você escolheu?
Vereadora Adriana Nabhan:
Tenho certeza Glenda, meus pais queriam ver sempre seus filhos felizes, não importasse a escolha, desde que fosse um caminho honesto, meu pai se estivesse aqui estaria me acompanhando em tudo, ele era meu maior incentivador, minha mãe também estaria me dando conselhos, palpites e me ajudando na tarefas com as crianças, eu não perdi só meus pais Glenda, perdi meus melhores amigos, meus maiores incentivadores, as pessoas que sei entrariam na frente de espadas por mim. 2016 foi o pior ano da minha vida, meu pai faleceu, 6 meses depois faleceu minha mãe, não sei como suportei tanta dor, senti meu coração dilacerado em perder tudo que era referência para mim de uma vez só, mas tenho certeza que eles estão juntos e orgulhosos da criação que eles me deram, e tudo que faço penso neles e que eu jamais quero envergonhar a memória deles.

Diário do Estado: Vamos mudar um pouco de assunto e vamos falar desse momento recente que você está vivendo da maternidade, a gravidez foi programada?
Vereadora Adriana Nabhan:
Então Glenda(risos), não foi programada, não foi nada programado, ainda mais em um ano eleitoral, tendo que dividir a vida entre afazeres no legislativo, de esposa, mãe, dona de casa, mas recebemos como benção de Deus e Davi chegou para nos unir ainda mais.

Diário do Estado: Adriana, você é formada em direito e serviço social, qual papel da suas formações na sua vida?
Vereadora Adriana Nabhan:
Glenda, meus pais sempre nos ensinaram o valor da bondade e honestidade, o olhar ao próximo, fomos criados em um lar que o amor pelo próximo, ajudar quem precisa, valorizar o que temos, foram os valores que meus irmãos e eu recebemos dos nossos pais, acredito que isso tenha me colocado neste lugar de olhar para o próximo e querer ajudar e transformar a realidade das pessoas da maneira que eu pudesse.

Diário do Estado: Vamos entrar na parte mais atual da sua vida, a entrada na vida pública, como foi? Você sempre teve interesse por política?
Vereadora Adriana Nabhan:
De jeito nenhum, nunca gostei de política, meu pai sim, não gostava de política, de falar sobre política e conversas envolvendo esse assunto, até que entendi que a política está em tudo que fazemos, em uma ida ao supermercado e o preço das coisas, em uma ida ao posto de saúde, se remédios estão em falta nos postos, se temos ou não médicos nos hospitais, se as ruas estão em condições de tráfego, tudo isso é política, mas só hoje eu tenho essa percepção, mas foi no meu trabalho como assistente social antes de ser vereadora que eu realmente descobri que a política poderia ajudar na transformação que eu queria fazer para nossa gente de Coxim.

Diário do Estado: O que o serviço Social te mostrou que poderia ajudar na gestão pública?
Vereadora Adriana Nabhan:
Tudo, eu passei a entender que as duas coisas caminham juntas e que o poder público pode ajudar muito mais oferecendo ferramentas e parcerias para que a população possa ser ajudada, vou te dar um exemplo Glenda: Eu no meu mandato como vereadora pude ir atrás de emendas com deputados estaduais e federais para Coxim, eu sem essa ferramenta política que é meu mandato teria mais dificuldade em trazer benefícios para população mais carente e para as necessidades da cidade, andamos em parcerias, ninguém faz nada sozinho, um mandato não sobrevive na individualidade, quem perde com egoísmo é o nosso povo, através do mandato de vereadora pude fazer muito mais por quem precisava.

Diário do Estado: E para uma pessoa que não gostava de política, como tentar uma cadeira na câmara municipal de Coxim caiu no seu colo?
Vereadora Adriana Nabhan:
Recebi o 1° convite para entrar na vida pública do presidente do partido Republicanos de Coxim, André Márcio, mas por uma questão de identificação me filiei ao MDB e fui eleita em 2020 com 492 votos.

Diário do Estado: Sendo eleita, como foi chegar ao ambiente que você mesmo diz nunca ter gostado?
Vereadora Adriana Nabhan:
Desafiador, minha mãe sempre me dizia uma coisa: “Adriana, as pessoas podem até querem te ver bem, mas nunca melhores que elas”, passei a entender essa fala da minha mãe quando tomei posse como vereadora, “eu era boba, ingênua, crua, achava que todo mundo ali queria meu bem, gostava de mim, eram amigos, comecei entender que quando você começa se sobressair você começa cultivar inimigos mesmo que essa não seja sua vontade, eu confiava nas pessoas, até que as coisas começaram a ficar mais claras para mim, e a política pode ajudar transformar vidas, mas também pode ser feia e um ambiente doente se você passa a lutar por coisas pelas quais outras pessoas não compactuem com você, eu entrei entusiasmada, com gás, querendo fazer tudo para melhorar a vida do povo Coxinense, até entender que uns estão ali pelo status, pelo poder que o cargo lhes confere, e outros como eu estavam ali para amenizar e fazer a vida do povo um pouco melhor. 

Diário do Estado: Adriana, todas as pessoas que entram para vida pública se espelham em alguém, principalmente os que estão começando agora, você se espelhou em alguém?
Vereadora Adriana Nabhan:
Sim, no Maranhão, cidade que morei por alguns anos para estudar e muita gente não sabe disso, existe uma parlamentar, deputada estadual Daniela (PSB) que é inspiração para mim, ela representa a força da mulher na política, a força, os desafios da mulher, a necessidade da parlamentar mulher se fazer ser ouvida, ter voz, ter vez, a busca incansável por respeito e respaldo na política Brasileira que nós mulheres passamos todos os dias, ela é incansável na luta por nossa legitimidade, é referência de força e obstinação.

Diário do Estado: Você já passou durante seu mandato por alguma situação de violência política?
Vereadora Adriana Nabhan:
Infelizmente sim Glenda, mas eu não sabia que aquilo que fizeram comigo era violência política, e muitas vezes isso se repetiu até que foram me falar que aquilo que estavam fazendo comigo era um tipo de violência política contra mulher, eu achava que aquele comportamento era normal e não era.

Diário do Estado: Pode nos contar o que aconteceu? 
Vereadora Adriana Nabhan:
Bom, estávamos em um reunião preparatória para a sessão que aconteceria logo mais, eu estava com direito da fala, um colega homem, me interpelou, me interrompeu de maneira brusca, falando alto e de maneira grosseira, foi então que após passar por situações como aquela por vezes anteriores, eu me direcionei a ele e disse:” O senhor aguarde sua vez por favor e me deixa terminar a minha fala e por favor não me interrompa mais !” foi a primeira vez que eu consegui me impor após várias vezes em que fui “desrespeitada”. 

Diário do Estado:  Você se arrepende de alguma coisa Adriana?
Vereadora Adriana Nabhan:
Me arrependo de ter sido ingênua e ter acreditado que as pessoas tinham por mim a mesma consideração que eu tinha com elas, hoje estou mais madura, entendendo meu papel ali dentro da Câmara municipal, meu compromisso é com o povo, com as pessoas que me elegeram, eles devem ser minha prioridade e aquela Adriana ingênua que entrou ali hoje não existe mais, estou mais consciente do meu papel e que a opinião que realmente importa é do eleitor que me confiou seu voto.

 Diário do Estado: Falando de conquistas do seu mandato, vamos falar de algumas que você considera importantes.
Vereadora Adriana Nabhan:
Foram tantas e tão importantes, meu mandato através de parcerias importantes conseguiu 6 carros para Coxim, prédio novo para nossa secretaria de assistência social, galeria rosa para homenagear e reconhecer as nossas vereadoras mulheres que já passaram pela câmara de Coxim e merecem esse reconhecimento, obras de infraestrutura, emendas impositivas, parques para nossas crianças em vários pontos da nossa cidade, autora de várias leis aprovadas para Coxim, entre elas a que instituiu a campanha agosto lilás para Coxim, semana municipal de combate  ao abuso e exploração sexual, criação do programa cidade limpa, Dia do Nordestino, Sinal vermelho contra a violência doméstica visando proteger nossas mulheres Coxinenses vítimas de violência doméstica entre outras, meu mandato preza pela qualidade, por trazer o máximo de melhorias para Coxim, é assim que tenho trabalhado e ainda quero continuar trabalhando, se a população Coxinense achar que mereço continuar meu trabalho.

Diário do Estado: Adriana, de 0 a 10 avalie seu mandato
Vereadora Adriana Nabhan:
Sem falsa modéstia Glenda, dou nota 10 e essa nota é por ter certeza que não me acomodei e corri atrás de melhorias para nossa população e trouxe sim grandes melhorias para nossa cidade, contribui com a administração do prefeito dr Edilson Magro e ainda tenho muito mais por fazer pela cidade.

Diário do Estado:  Adriana, você passou por um momento delicado agora durante sua gestação do Davi, você me disse que na câmara municipal de Coxim não existe no regimento que permite que a mulher vereadora se afaste do cargo durante a gravidez e após o parto, como foi passar por isso?
Vereadora Adriana Nabhan:
Glenda, foi bastante estarrecedor para mim saber que nós, mulheres vereadoras não tínhamos o direito de nos afastarmos nesse período de gravidez e não temos direito a licença maternidade como tantas outras mulheres, trabalhei durante toda minha gestação e 30 dias após o parto já retornei aos trabalhos na câmara e uma das minhas pautas será essa, que o regimento interno apoie e reconheça os direitos da mulher gestante.

Diário do Estado: Um dos seus projetos de leis mais novos é sobre os pontos de ônibus em Coxim como vai funcionar?
Vereadora Adriana Nabhan:
Coxim não possui rede de ônibus para transporte, mas possui os ônibus que buscam e levam estudantes para as escolas e universidades locais e zona rural, muitos desses pontos em que os estudantes esperam o ônibus não possuem a mínima estrutura, se quer uma cobertura para que os alunos se protejam do sol e do mal tempo, então a ideia é implantar esses pontos em locais que são os pontos onde os alunos aguardam para que os ônibus os peguem dando a mínima condição para que possam aguardar com mínimo de conforto, sentados e que não fiquem expostos ao sol escaldante de Coxim e ao mal tempo.

Diário do Estado: Quais locais esses pontos serão instalados?
Vereadora Adriana Nabhan:
Pontos estratégicos da cidade, aqueles que são rotas para os ônibus, bairros estes: Vale do Taquari, Vila Mariana, Senhor Divino, BNH, e demais localidades que houver necessidade, lembrando que todos com acessibilidade.

Diário do Estado: As lixeiras hoje espalhadas em toda cidade também foram frutos de projetos de leis de sua autoria certo?
Vereadora Adriana Nabhan:
Sim Glenda, nossa cidade precisava desse carinho e para que pudéssemos educar nossa população na questão ambiental, jogar lixo no lixo ainda é uma tarefa difícil em muitas cidades brasileiras e nós que somos uma cidade turística precisamos deixar uma boa impressão para todos os turistas que cheguem aqui, uma cidade limpa, bem sinalizada e sinal de progresso, de organização, portanto, manter a cidade limpa também é uma responsabilidade não só do poder público mas também de cada morador, a cidade não possuía lixeiras  e ajudar nessa transformação da nossa cidade também foi uma vitória do nosso mandato.

Diário do Estado: Você falou acima do potencial turístico de Coxim, para você, o que está faltando para fomentar ainda mais o turismo na cidade?
Vereadora Adriana Nabhan:
Sem dúvida publicidade Glenda, publicidade e mídias fazem uma grande diferença nos tempos atuais, porque sabemos da importância da informação hoje para o crescimento e desenvolvimento de toda cidade e aqui não é diferente, para expandir é preciso divulgar.

Diário do Estado: Como é a Vereadora Adriana Nabhan quando está em casa e não está no seu papel de vereadora?
Vereadora Adriana Nabhan:
Eu sou uma pessoas que gosta do meu canto Glenda, minha casa, minha família, moro na beira do rio na mesma casa que crescemos e a casa que meus pais viveram, gosto de pescar, fazer a comida para minha família, fazer a tarefa com meu filho Felipe, assistir tv juntos, preparar a comida que meu marido gosta, cuidar da minha casa, receber minha família e amigos em casa, eu sou feliz com as coisas simples da vida, crescemos na simplicidade, e quero criar meus filhos da mesma forma que fui criada, para que eles cresçam dando valor nas coisas que o dinheiro não pode comprar, como família, amor, união, amizades sinceras, saber com quem contar, reconhecer aqueles que nos amam verdadeiramente, independente do cargo que ocupamos, cargos são temporários e o poder transitório, o que fazemos de bom aqui que marcam realmente nossas vidas. 

Bate Bola com Adriana

Diário do Estado: Adriana, vamos fazer um bate-bola, topa?
Vereadora Adriana Nabhan:
Bora Glenda !!!!

Diário do Estado: uma música?
Vereadora Adriana Nabhan:
Velha infância (os tribalhistas)

Diário do Estado: Um lugar?
Vereadora Adriana Nabhan:
Minha casa

Diário do Estado: Uma saudade?
Vereadora Adriana Nabhan:
Meus pais

Diário do Estado: Um sonho?
Vereadora Adriana Nabhan:
Continuar sendo feliz e ajudar o próximo.

Diário do Estado: Um dia feliz é?
Vereadora Adriana Nabhan:
Estar com as pessoas que me fazem bem

Diário do Estado: Um dia triste é?
Vereadora Adriana Nabhan:
Quando recebo uma notícia ruim

Diário do Estado: Uma raiva é?
Vereadora Adriana Nabhan:
Quando vejo ingratidão

Diário do Estado: Um dia perfeito é?
Vereadora Adriana Nabhan:
Quando estou com a minha família

Diário do Estado: Uma lembrança?
Vereadora Adriana Nabhan:
São Luiz do Maranhão

Diário do Estado: Uma comida?
Vereadora Adriana Nabhan:
Peixe

Diário do Estado: Uma cor?
Vereadora Adriana Nabhan:
Amarelo

Diário do Estado: Um sentimento?
Vereadora Adriana Nabhan:
Gratidão

Diário do Estado:  Uma gratidão?
Vereadora Adriana Nabhan:
Todos que me ajudaram até aqui

Diário do Estado: Gostaria que você deixasse uma mensagem final para a população Coxinense.
Vereadora Adriana Nabhan:
Gostaria de agradecer do fundo do coração por essa oportunidade de contar um pouco sobre a Adriana que as pessoas não conhecem, a Adriana irmã, mãe, esposa, dona de casa, apesar de não tê-los mais fisicamente, mas filha que ainda segue os conselhos dos pais, a Adriana que chora, sente medo, joga bola, anda descalço, pega na enxada e ajuda o marido nas tarefas diárias com os cuidados da casa, que chora de alegria e tristeza, que se alegra e se decepciona, uma Adriana que sempre tenta deixar o melhor por onde passa, que erra muito também mas que sempre está ali para um amigo que precisa, que está pronta para cuidar do próximo mesmo que esse próximo seja um desconhecido. Essa é a Adriana que poucos conhecem, eu sou a “Dri” que ri alto, que gosta de dançar e ser feliz e principalmente eu sou a Dri que ainda têm muito para fazer por essa gente que eu amo, meu povo Coxinense, quero agradecer a oportunidade de estar aqui e falar para Coxim da maneira que eu talvez nunca tenha falado, obrigada ao jornal Diário do Estado por me deixarem contar um pouquinho de mim, da minha história e do meu mandato. Grande abraço para todo Coxinense e que jamais nos esqueçamos que BOM MESMO É COXIM !!!!

Entrevista

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem confeiteiro que está conquistando Coxim

Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

10 de outubro de 2025

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

 

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Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração 

Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel:
Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.

Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel:
Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer  eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.

Diário do Estado:  Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.

Diário do Estado:  Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel:
Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.

Diário do Estado:  Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel:
O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.

Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel:
Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.

Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel:
Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.

Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel:
O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.

Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel:
Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.

Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel:
Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.

Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel:
Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.

Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel:
No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.

Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel:
Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.

Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel:
Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.

Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.

Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel:
Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.

Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel:
Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.

Diário do Estado:  Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel:
Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.

Diário do Estado:  Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel:
Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.

Diário do Estado:  Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel:
Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.

Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel:
O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.

Diário do Estado:  Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel:
Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.

Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel:
Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais  @Vicktor_emanuell


 

Entrevista

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre desafios, conquistas e futuro da rede educacional

Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

5 de setembro de 2025

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

 

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À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.

Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly:
Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.

Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly:
Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.

Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly:
Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.

Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly:
Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.

Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly:
Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly:
O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.

Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly:
Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.

Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly:
As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.

Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly:
Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.

Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly:
Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.

Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly:
Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.

Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly:
É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.

Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly:
Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.

Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly:
Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly:
Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.

Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly:
Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.

Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly:
Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.

Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly:
Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.

Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly:
Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.

Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly:
O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.

Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly:
Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.

Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly:
• Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.

Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly:
A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.

Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly:
Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.

Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly:
Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.