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Entrevistas da Semana

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A emocionante história de Silvana Zanchet, que teve sua vida transformada pela educação

Através da nossa entrevistada iremos conhecer a história do campus de Coxim da UFMS que comemora 16 anos neste mês de agosto.

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2 de agosto de 2024

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(Glenda Melo/ Diário do Estado)

Silvana com alguns alunos no campus da UFMS Coxim Entrada do CPCX Silvana com o mascote da UFMS, Capivara Silvana com o reitor Marcelo Turine Silvana com seu marido e filhos Acadêmicos aprovaados no vestibular
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Nossa entrevistada da semana é uma mulher que acreditou no poder transformador da educação, mas ao apostar suas fichas na educação não imaginava que mudaria também a  história de sua familia. 
Através da nossa entrevistada iremos conhecer a história do campus de Coxim da UFMS que comemora 16 anos neste mês de agosto.
 E quem irá nos contar como funciona o Campus de Coxim da maior universidade de MS é a diretora do campus Professora Doutora Silvana Zanchett.
Silvana Aparecida da Silva Zanchet, 47 anos, casada, mãe de 2 filhos.
Possui graduação em História pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2007), Mestrado (2013) e Doutorado (2019) em História pela Universidade Federal da Grande Dourados. 
Membro da Associazione lnternazionale AREIA - audioarchivio delle migrazioni tra Europa e America Latina, com sede na Itália. Diretora do Campus Coxim desde junho de 202. 
 

Diário do Estado: Para falarmos sobre chegada no campus da UFMS de Coxim primeiro gostaríamos de conhecer um pouco da sua história professora, pode nos falar um pouco? Como era a Silvana estudante na infância e adolescência?
Silvana Zanchett:
Ao contrário daquilo que as pessoas pensam, fui criada em uma família simples, não tínhamos luxos, mas também não nos faltava nada, morávamos na zona rural, e por morar fora dos centros urbanos foi a minha mãe que me alfabetizou aos 8 anos de idade.

Diário do Estado: Em toda sua vida de estudos, estudar foi um prazer?
Silvana Zanchett:
Sim, sempre fui muito dedicada aos estudos, meus pais nunca tiveram problemas comigo nesse sentido, sempre fui boa aluna, respeitosa aos meus professores, ir para escola era um prazer para mim e não um sacrifício, na universidade não foi diferente, era disciplinada e responsável.

Diário do Estado: Foi fácil chegar a universidade?
Silvana Zanchett:
De maneira nenhuma que não, foi uma caminhada muito difícil como para tantos outros milhões de brasileiros, se não fosse a universidade pública talvez eu não tivesse concluído o ensino superior, concluído mestrado e doutorado, a universidade abre portas que imaginamos não serem possíveis de serem abertas, ela transforma vidas e realidades e eu sou um exemplo vivo disso, da transformação que a educação pode fazer na vida das pessoas.

Diário do Estado: Quais as dificuldades a senhora encontrou até chegar na universidade?
Silvana Zanchett:
Entre tantas, o trabalho, conciliar trabalho e universidade não é nada fácil e isso não foi exclusividade minha, até hoje para garantir o ensino superior milhões de brasileiros enfrentam a tripla jornada, trabalho no período integral e estudos no período noturno, é preciso ter muita força de vontade, coragem, metas, determinação, sabemos que muitos acadêmicos trancam seus cursos, desistem de tão exaustiva que acaba sendo a rotina de trabalhar e estudar, hoje nós na universidade damos todo suporte inclusive psicológico para que os alunos não desistam e sabemos também o quanto a universidade pública cobra dos seus acadêmicos, entrar em uma universidade federal é uma conquista que vêm acompanhada de esforço, alegrias, lágrimas, mas terminar um curso e poder dizer formada (o) pela UFMS é para poucos.

Diário do Estado: Como a senhora teve sua vida transformada pela educação professora?
Silvana Zanchett:
Glenda, todas as profissões se exercidas com honestidade são dignas, mas sempre digo que duas categorias merecem muito reconhecimento, assim como muitas outras tão importantes quanto as que irei citar agora, ser professor é ser maestro e conduzir o aluno com a baqueta do ensino, e outra profissão tão pouco reconhecida no Brasil e que sua categoria merece muito respeito e valorização é da de empregada doméstica, digo isso porque eu trabalhei por muitos anos como uma, digo que tenho muito orgulho dos anos que trabalhei como empregada doméstica, cuidar de uma casa principalmente uma casa que não é nossa requer muita responsabilidade, as pessoas confiam na gente, deixam seus bens sob nossa responsabilidade, seus filhos que são seus maiores patrimônios, essa sem dúvida foi minha maior escola, e a universidade na minha vida construiu uma outra caminhada, por que foi daí que decide voltar estudar para também buscar melhorar na vida.

Diário do Estado: Professora, como é estar à frente de uma instituição tão respeitada quanto a universidade de Mato Grosso do Sul?
Silvana Zanchett:
Olha Glenda, um grande desafio, uma grande missão, mas um grande prazer poder contribuir com a formação intelectual de tantas pessoas

Diário do Estado: Hoje o campus da ufms conta com quantos cursos?
Silvana Zanchett:
4 cursos, são eles: Direito, Enfermagem, letras e sistema da informação, o único curso integral é o de enfermagem os outros são no período noturno.

Diário do Estado: Quantos alunos estão ativos hoje matriculados e frequentando o campus?    
Silvana Zanchett:
538 alunos ativos.

Diário do Estado: Qual curso com o maior número de alunos?
Silvana Zanchett:
Direito 202 alunos, são 4 turmas com 50 alunos, enfermagem 161 alunos no período integral, letras são 92 alunos em 4 turmas, sistema da informação 83 alunos divididos em 4 turmas.

Diário do Estado: Professora, este mês de agosto o campus de Coxim comemora 16 anos, para senhora quais os avanços nesses 16 anos?
Silvana Zanchett:
Glenda, o campus da ufms hoje pode comemorar o fato de ter um local  próprio, a ufms aqui em Coxim no início funcionou em dois endereços, na escola willian Tavares na silviolândia e na escola Silvio Ferreira, para nós hoje termos uma espaço nosso com uma identidade nossa e com toda a logística da cidade adaptada para este endereço é motivo de comemoração, acabaram-se as mudanças e agora temos um local onde todos da cidade sabem onde fica.

 Diário do Estado: Falando em logística professora, os alunos podem contar com ônibus para que os leve até a universidade certo?
Silvana Zanchett:
Sim, hoje o campus conta com os ônibus que são responsáveis por buscar os alunos e os levarem até a universidade e ao final de suas aulas os levarem de volta para casa, os ônibus passam por locais estratégicos espalhados pela cidade para os buscar.

Diário do Estado:Quantos funcionários trabalham no campus?
Silvana Zanchett:
São 41 docentes,21 técnicos,8 vigilantes, 6 auxiliares de limpeza e 1 motorista.

Diário do Estado:  Recentemente um professor do curso de sistema da informação do campus de Coxim recebeu um prêmio, foi um momento bastante especial para vocês que estão diariamente lutando para que os alunos tenham uma educação de qualidade, nos conte um pouco desse prêmio 
Silvana Zanchett:
Com certeza essa vitória é uma vitória de todos que ainda acreditam na educação, o professor Gedson Farias recebeu o prêmio educador transformador 2024, ele ficou em 2º lugar o que é motivo de muito orgulho para nós, isso coloca Coxim no mapa dos campus que oferecem ensino de qualidade e fazem a diferença.

Diário do Estado: Curso de medicina em Coxim professora, esse assunto têm sido pauta em muitas reuniões, viagens e reuniões, nos conte em que pé está esse projeto
Silvana Zanchett:
Melhor impossível, recebemos apoio tanta da comunidade coxinense, quanto dos políticos a nível estadual, o prefeito Edilson Magro têm sido um grande parceiro para que esse sonho seja realizado e também na esfera federal contamos com apoios importantes para viabilizar que Coxim seja a única cidade da região norte do estado a oferecer na ufms o curso de enfermagem.

Diário do Estado: Existe uma previsão para que isso aconteça?
Silvana Zanchett:
2026 é o ano em que gostaríamos de ter a primeira turma do curso de direito em Coxim, temos um hospital regional,temos a clínica escola do curso de enfermagem, o campus de Coxim tem espaço para que sejam construídas as instalações para aulas teóricas e práticas, tudo têm conspirado a favor que o curso venha para cidade, que 2026 deixe de ser sonho e passe a ser realidade.

Diário do Estado: Diário do Estado: Para senhora, qual a importância de termos a ufms em Coxim?
Silvana Zanchett:
Glenda, imagine estudar em uma dar melhores universidades federais do Brasil? Cursar o ensino superior na ufms é isso, a ufms ganhou respeito nacional pela seriedade, responsabilidade, qualidade técnica dos nossos professores, todos eles com mestrado e doutorado, no ensino e na pesquisa alcançamos sempre notas altas pelo MEC, eu sempre digo que não podemos brincar de educação, trabalhamos para oferecer o melhor para os nossos alunos, temos uma equipe 100% técnica para fazer com que os acadêmicos saiam sendo os melhores no mercado de trabalho, temos um compromisso com a sociedade coxinense e com o Brasil de entregar bons profissionais, é o nome de Coxim e do nosso campus que está em jogo portanto não podemos errar com vidas que confiaram sua formação para nós enquanto instituição.

Diário do Estado: As pessoas brincam professora que quando se estuda em uma universidade federal não pagam mensalidade, mas pagam com a alma, confere?
Silvana Zanchett:
Risos da diretora, bom Glenda brincadeiras são sempre saudáveis e essa metáfora que foi criada para dizer que a universidade pública é difícil de fato procede, com certeza isso se deve a questão estrutural da universidade federal, principalmente sobre a qualidade dos professores, mas talvez os alunos devam no final pensar: É difícil? É, mas vou sair daqui um grande profissional, disputado pelo mercado de trabalho e pronto para grandes desafios sem me intimidar com o que irei encontrar, além de poder dizer com orgulho: EU SOU UFMS!!!!
 

Diário do Estado: Professora, hora do nossa bate bola
Silvana Zanchett:
Vamos lá, estou pronta!!!!

Diário do Estado: Um cheiro?
Silvana Zanchett:
Terra molhada

Diário do Estado: Uma música?
Silvana Zanchett:
Always remember us this way - Lady Gaga

Diário do Estado: Um lugar?
Silvana Zanchett:
Minha casa

Diário do Estado: Uma saudade?
Silvana Zanchett:
Minha mãe

Diário do Estado: Um sonho?
Silvana Zanchett:
Sem dúvida nenhuma a felicidade dos meus filhos

Diário do Estado: Um dia feliz é?
Silvana Zanchett:
Quando posso ajudar alguém

Diário do Estado: Um dia triste é?
Silvana Zanchett:
Quando me deparo com ingratidão

Diário do Estado: O que te deixa com raiva?
Silvana Zanchett:
Abandono 

Diário do Estado: Um dia perfeito é?
Silvana Zanchett:
Quando Deus faz justiça sobre algum assunto

Diário do Estado: Uma lembrança?
Silvana Zanchett:
Fazenda São Sebastião Grande

Diário do Estado: Uma comida?
Silvana Zanchett:
Lasanha

Diário do Estado: Uma cor?
Silvana Zanchett:
Cor de rosa

Diário do Estado: Um sentimento?
Silvana Zanchett:
Amor

Diário do Estado: Gratidão?
Silvana Zanchett:
A oportunidade de ser a diretora da ufms campus Coxim.

Diário do Estado: Gostaria que a senhora fizesse suas considerações finais 
Silvana Zanchett:
Glenda, quero agradecer a oportunidade que vocês me deram para falar um pouco sobre a ufms em Coxim, sobre nossos cursos, sobre a importância da educação, sobre o quanto devemos nos orgulhar de termos um campus com cursos de tanta qualidade em nossa cidade, e convocar todos a participarem do nosso vestibular que acontecerá em dezembro e será amplamente divulgado pelos meios de comunicação da cidade, falar que assim como eu que tive a vida transformada quando decidi voltar a estudar e me tornei diretora do Campus da universidade federal de Coxim , que como eu todos também podem transformar suas vidas através da educação, que nunca é tarde para voltar a estudar, que devemos acreditar na gente antes de acreditar nos outros, que a educação é a ferramenta e o maior instrumento para mudarmos nossa história, venha para o CPXC!!!! Venha para UFMS !!!! estamos esperando vocês.    

Entrevista

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem confeiteiro que está conquistando Coxim

Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

10 de outubro de 2025

Doce Propósito: A trajetória de Victor Manuel, o jovem
confeiteiro que está conquistando Coxim

 

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Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração 

Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel:
Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.

Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel:
Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer  eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.

Diário do Estado:  Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.

Diário do Estado:  Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel:
Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.

Diário do Estado:  Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel:
O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.

Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel:
Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.

Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel:
Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.

Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel:
O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.

Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel:
Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.

Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel:
Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.

Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel:
Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.

Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel:
No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.

Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel:
Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.

Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel:
Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.

Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel:
Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.

Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel:
Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.

Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel:
Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.

Diário do Estado:  Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel:
Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.

Diário do Estado:  Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel:
Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.

Diário do Estado:  Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel:
Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.

Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel:
O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.

Diário do Estado:  Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel:
Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.

Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel:
Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais  @Vicktor_emanuell


 

Entrevista

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre desafios, conquistas e futuro da rede educacional

Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

5 de setembro de 2025

Educação que Transforma: Marly Nogueira fala sobre
desafios, conquistas e futuro da rede educacional

 

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À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.

Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly:
Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.

Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly:
Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.

Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly:
Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.

Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly:
Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.

Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly:
Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly:
O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.

Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly:
Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.

Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly:
As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.

Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly:
Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.

Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly:
Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.

Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly:
Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.

Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly:
É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.

Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly:
Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.

Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly:
Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly:
Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.

Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly:
Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.

Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly:
Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.

Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly:
Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.

Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly:
Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.

Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly:
O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.

Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly:
Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.

Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly:
• Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.

Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly:
A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.

Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly:
Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.

Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly:
Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.