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Entrevistas da Semana
Eleições 2024, como estão os preparativos para as eleições municipais em Coxim faltando menos de 50 dias para o dia da votação, vamos conhecer um pouco sobre o importante trabalho do TRE na cidade e sobre a responsabilidade de conduzir esse momento.
23 de agosto de 2024
(Glenda Melo/ Diário do Estado)
O ENTREVISTADO DA SEMANA é o Chefe de Cartório da 12ª Zona Eleitoral de Coxim/MS, Marco Túlio Pinheiro Machado Teixeira, 41 anos, casado, pai de 3 filhos.
Possui graduação em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2006) e Pós graduação em Direito Público (2010) pela Rede de Ensino Luiz Flavio Gomes.
Concursado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul desde 2008, tomou posse no concurso em 4/07/2008 e exerce suas atribuições em Coxim desde então.
Eleições 2024, como estão os preparativos para as eleições municipais em Coxim faltando menos de 50 dias para o dia da votação, vamos conhecer um pouco sobre o importante trabalho do TRE na cidade e sobre a responsabilidade de conduzir esse momento.
Diário do Estado: Marco, como estão os preparativos para o pleito eleitoral deste ano de 2024 em Coxim?
Marco Túlio: Fazemos um trabalho durante todo o ano e não só em anos eleitorais, o Brasil possui o sistema mais eficiente e seguro de votação, o que acontece em ano eleitoral é que colocamos em ação aquilo que fazemos todos os anos.
Diário do Estado: Quantos eleitores estão aptos para votar nessa eleição em Coxim?
Marco Túlio: 26.741eleitores, sendo 13.086 homens e 13.655 mulheres aptos para eleição deste ano na cidade.
Diário do Estado: Com o trabalho de divulgação feito nos últimos anos sobre a importância da biometria no processo eleitoral, e com a rapidez que isso gera no dia da eleição, o resultado de pessoas que cadastraram a biometria respondeu a expectativa de vocês?
Marco Túlio: Sim, hoje em Coxim 80.78% dos eleitores foram cadastrados com a biometria, e mesmo aqueles que por algum motivo não realizaram a biometria poderão votar sem maiores problemas.
Diário do Estado: Como funciona a logística do TRE no dia da eleição?
Marco Túlio: A logística não é muito diferente daquilo que acontece no dia-dia, a diferença é que no dia da eleição temos horários para cumprir, tudo segue um cronograma muito organizado e sempre pontual respeitando o eleitor.
Diário do Estado: Quantos mesários irão trabalhar nesta eleição em Coxim?
Marco Túlio: Glenda, serão 400 mesários trabalhando nesta eleição em Coxim, também estarão em stand-bay mais 30 mesários suplentes caso algum falte no dia.
Diário do Estado: Em Coxim aconteceram algumas mudanças de colégios eleitorais, quais locais mudaram de endereço?
Marco Túlio: As seções 58,59,60,61,62,63,64,65,66,67 e 68 do Padre Nunes foram transferidas o Silvio Ferreira.
As seções 69,70,71,72,73,74 e 75 do Padre Nunes foram para a CEI Maria Santana de Araújo.
Todas as seções da escola Santa Tereza (77,89,92 e 100) foram para a escola ENOM
Essa mudança aconteceu por conta da reforma que acontece na escola Padre Nunes que é o maior colégio eleitoral da cidade, foi preciso fazer esse remanejamento.
Diário do Estado: Sabemos que o dia da eleição é um período muito complicado, de muito serviço para vocês, existe alguma coisa que o preocupe mais neste período?
Marco Túlio: Não, como você disse nosso trabalho mais que dobra, talvez o que mais nos preocupa este ano seja a redução de pessoal, estamos trabalhando com nosso efetivo reduzido, claro que isso não atrapalha nosso trabalho, continuamos trabalhando com a mesma qualidade e seriedade, mas devido ao número reduzido de colegas isso demanda mais de nós.
Diário do Estado: Nos últimos anos, mais precisamente de 2018 para cá, notamos um aumento absurdo no uso das mídias nas eleições, redes sociais, agora neste ano vemos o uso de inteligência artificial nas campanhas dos candidatos, para o TRE, isso atrapalha ou ajuda?
Marco Túlio: Glenda, a tecnologia está aí cada dia mais presente em nossas vidas para usarmos de maneira responsável, claro existem pessoas que usam de maneira positiva e maneira negativa, na campanha eleitoral essa ferramenta tem sido usada cada vez mais, mas quero lembrar que existem regras, a internet não é terra de ninguém, o site do TRE disponibiliza tudo aquilo que pode ou não ser feito, tanto nas ruas, quanto nas redes sociais, isso vale para os candidatos e eleitores, é preciso usar com sabedoria e responsabilidade, um exemplo que vou dar é no caso de impulsionar uma postagem nas redes sociais, isso só pode ser feito por candidatos, um eleitor que fizer isso estará infringindo a lei, e lembrando que os órgãos fiscalizadores estão de olho.
Diário do Estado: Já que você citou fiscalização, quais os parceiros do TRE?
Marco Túlio: O ministério público nesta como em todas as eleições tem uma parceria bastante relevante para nós, é ele que nos ajuda fiscalizar, assim como as polícias, tanto a militar, quanto a civil, polícia federal e policia rodoviária federal. Existe um grande trabalho em equipe nesse sentido de coagir os que querem burlar a lei, existe também um aplicativo muito importante chamado “pardal” que nos ajuda com denúncia.Essa é mais uma ferramenta que podemos citar como bons exemplos desenvolvidos com ajuda da tecnologia para auxiliar nosso trabalho.
Diário do Estado: Você falou sobre o “Pardal” o aplicativo usado para fazer denúncias, gostaria que você falasse um pouco também sobre um outro aplicativo extremamente importante o e-Título.
Marco Túlio: Desde dezembro de 2017, está disponível para download por usuários de iPhone (iOS), smartphones (Android) e tablets o aplicativo móvel e-Título. Trata-se de documento digital gratuito que substitui o título eleitoral e dispensa a impressão de uma segunda via. O aplicativo, desenvolvido pela Justiça Eleitoral, veio para facilitar a vida do eleitor, pois, nele, é possível acessar dados da zona eleitoral e a situação cadastral do votante em tempo real. Após baixá-lo, basta que o eleitor insira seus dados pessoais.
Outro benefício de baixar o e-Título é que os dados eleitorais do cidadão estarão sempre seguros e disponíveis, diminuindo os riscos de extravios e danos ao título de eleitor. Além do mais, evita deslocamentos até o cartório eleitoral para solicitar a segunda via do título eleitoral, uma vez que o aplicativo supre essa necessidade.
Vale lembrar que o título de eleitor impresso continua existindo com a mesma validade na versão original. O download do App é gratuito e está disponível no Google Play e na App Store.
Diário do Estado: No dia da eleição, 6 de outubro, como o TRE começa o dia?
Marco Túlio: Glenda, é um dia bastante puxado para nós, 4:00 da manhã já estamos nas ruas, precisamos passar por todos os colégios eleitorais, conferir se está tudo ok com as urnas, pois as vezes alguma urna pode dar algum problema e então, precisamos providenciar a troca da urna antes da abertura dos portões, verificamos as instalações dos locais, desde banheiros até salas de votação, tudo é conferido para que não haja nenhum problema.
Diário do Estado: Para pessoas com alguma deficiência existe a fiscalização dos locais de votação para que possam estar aptos para receber esses eleitores?
Marco Túlio: Sim, todos os colégios eleitorais recebem vistoria para garantir que todos eles ofereçam acessibilidade para que nenhum eleitor fique impossibilitado de votar por conta de suas limitações.
Diário do Estado: Antes a votação começava 08:00 da manhã e terminava 17:00 horas, a mudança do horário desde a última eleição em 2018 é uma preocupação por parte do TRE?
Marco Túlio: Existe sim e vamos trabalhar com uma divulgação em massa por que infelizmente muitos eleitores se confundem com os horários antigos e na última eleição aconteceu de muitas pessoas chegarem no seu colégio eleitoral 16:30 e estar fechado, quero lembrar aos eleitores de Coxim e região que o horário para votação começa 7:00 da manhã do dia 6 de outubro (domingo) e vai até 16:00 horas, mas faremos divulgações nos veículos de comunicação de Coxim reforçando os horários.
Diário do Estado: Marco Túlio, quais os eleitores não faltam nas eleições?
Marco Túlio: Por incrível que pareça os idosos Glenda, no Brasil o voto é facultativo para pessoas a partir de 70 anos, mas acredite, eles não abrem mão de votar, são os primeiros a chegar, votam felizes, não temos problemas com eles, eles se sentem imensamente felizes em participar do maior movimento democrático do país, sem dúvida nenhuma eles são exemplos para muitas pessoas, enquanto muitas pessoas mais novas não fazem questão de votar e não participam do momento democrático mais importante do nosso país, eles estão dando show pela democracia.
Diário do Estado: O eleitor que levar o celular para cabina de votação, o que pode acontecer com ele?
Marco Túlio: Levar o celular para cabina de votação configura crime de boca de urna, ele será imediatamente encaminhado para as autoridades policiais, muitos gostam de levar o aparelho para a urna para tirar fotos e filmar o momento da sua votação, lembramos que isso é terminantemente proibido.
Diário do Estado: Quem têm o título suspenso?
Marco Túlio: O eleitor que ficou 3 eleições
seguidas sem votar.
Diário do Estado: Qual o maior inimigo de toda eleição?
Marco Túlio: Sem dúvida a desinformação Glenda, as pessoas propagam mentiras ao mesmo tempo que perguntar seria mais fácil, eu sempre digo que a desinformação é o grande mal dessa geração, nosso trabalho é feito com extrema responsabilidade e seriedade.
Diário do Estado: Você pode citar uma desinformação que atrapalha o processo eleitoral?
Marco Túlio: Olha, a mais grave no contexto de uma eleição é a mentira que inventaram sobre a urna eletrônica não ser segura, não ser confiável, essa é uma das maiores ignorâncias que eu já escutei, o sistema de votação do nosso País é o mais confiável que inclusive outros países copiam, essa é uma desinformação que sem dúvidas é o maior desserviço para nossa sociedade e que inclusive acredite ou não pessoas deixam de votar por conta disso.
Diário do Estado: Um conselho que você daria para aqueles que querem burlar ou atrapalhar de alguma maneira as eleições do dia 6 de outubro?
Marco Túlio: Não tentem, cumpram seus papeis com responsabilidade e ética, haverá um grande efetivo das polícias nas ruas de Coxim, inclusive na véspera da eleição e não só no dia da votação, a fiscalização será extremamente organizada e não passará pano para aqueles que pretendem de alguma forma atrapalhar as eleições 2024.
Diário do Estado: Caso os eleitores tenham dúvidas do que pode ou não pode, até mesmo sobre os candidatos, como devem fazer?
Marco Túlio: O site do TRE têm todas as informações que eleitores e candidatos precisam saber o site é o https://www.tre-ms.jus.br/ e também temos o telefone que está sempre ativo para sanar dúvidas (67)99678-4567
Diário do Estado: Suas considerações finais para nossos leitores e eleitores de Coxim .
Marco Túlio: Glenda, gostaria de agradecer a oportunidade de estar aqui falando um pouco sobre nosso trabalho em Coxim, este é um período de bastante trabalho.
Nosso trabalho é feito durante todo ano para garantir a lisura e seriedade no processo democrático brasileiro, este é o momento de maior importância para o nosso país, deste momento definimos nosso futuro, o futuro dos nossos filhos, é preciso ter noção da responsabilidade que este momento significa para a construção da nossa cidade e do nosso país. Desejo para todos os Coxinenses sabedoria e responsabilidade para a escolha dos seus candidatos, torço para que tudo corra bem, de maneira ordeira e de muita paz durante todo esse processo. Agradeço a oportunidade e me coloco sempre a disposição de todos, grande abraço.
Entrevista
Confeiteiro fala em entrevista exclusiva ao Jornal Diário do Estado sobre sua trajetória, a quebra de paradigmas de gênero e o sucesso em Coxim.
10 de outubro de 2025
Com apenas 25 anos, Victor Manuel Gomes Ferreira já soma mais de cinco anos de experiência, estudo e dedicação à confeitaria. Natural de Coxim (MS), ele transformou uma paixão cultivada desde a infância em um negócio que está se firmando na cidade.
Em um mercado onde, historicamente, a confeitaria foi associada ao universo feminino, Victor se destacou justamente por quebrar paradigmas e mostrar que talento, sensibilidade e técnica não têm gênero. Enfrentou preconceitos, julgamentos e dúvidas, mas escolheu trilhar seu caminho com coragem, propósito e muito amor pelo que faz.
Mais do que um confeiteiro, Victor é um artista que transforma ingredientes em sentimentos. Seus bolos e doces carregam histórias, memórias e uma dedicação que está conquistando o paladar e o coração dos coxinenses.
Nesta entrevista, ele compartilha sua trajetória, desafios, conquistas e sonhos para o futuro numa conversa doce, inspiradora e cheia de inspiração
Diário do Estado: Como e quando surgiu seu interesse pela confeitaria?
Victor Manuel: Desde muito novo, eu sempre fui encantado pelo mundo da culinária. Era o tipo de criança que, ao invés de correr ou brincar, preferia ficar na cozinha observando os adultos prepararem os pratos. Com o tempo, esse interesse se voltou especialmente para os doces. Nas festas de família, eu me voluntariava para preparar os bolos e sobremesas dos aniversariantes e isso se tornou uma tradição. Ver a felicidade das pessoas ao provarem algo que eu fiz com minhas próprias mãos sempre me motivou. A confeitaria, pra mim, sempre foi mais que uma profissão; é uma forma de demonstrar carinho.
Diário do Estado: Qual foi o seu primeiro contato com a confeitaria profissionalmente?
Victor Manuel: Meu primeiro contato profissional aconteceu quando tive a oportunidade de trabalhar em uma confeitaria. Antes disso, eu já fazia doces por conta própria, mas foi ali que conheci o ritmo intenso do dia a dia, os processos técnicos, a importância da organização e da padronização. E foi ali também que eu percebi que queria mais do que apenas cozinhar por prazer eu queria me especializar, viver disso, transformar essa paixão em um negócio sério e bem estruturado.
Diário do Estado: Você teve algum mentor ou inspiração no início da sua carreira?
Victor Manuel: Minha maior inspiração sempre foi meu propósito de vida: o desejo de vencer, de construir algo meu, de não depender dos outros. Não tive um mentor direto, alguém que me pegasse pela mão e me ensinasse tudo. Pelo contrário, muitas vezes enfrentei falta de apoio, dúvidas das pessoas ao meu redor e até preconceitos. Mas, por outro lado, isso me fortaleceu. Sempre tive muito medo de ficar desempregado, de não ter um caminho. Então decidi criar meu próprio caminho, e ele começou na cozinha.
Diário do Estado: Como é ser confeiteiro em uma cidade como Coxim?
Victor Manuel: Ser confeiteiro em Coxim é uma experiência única. Aqui, as relações são mais próximas, os clientes viram amigos, e o reconhecimento do nosso trabalho vem de forma muito sincera. No início foi desafiador conquistar espaço, mas com o tempo fui me firmando. Hoje, posso dizer com orgulho que tenho clientes fiéis, pessoas que confiam no meu trabalho, me acompanham há anos e indicam meus doces com muito carinho. É uma sensação maravilhosa ver o meu trabalho fazendo parte da história das famílias da minha cidade.
Diário do Estado: Quais são as principais demandas do público local em relação à confeitaria?
Victor Manuel: O público de Coxim é bastante receptivo e valorizador da confeitaria artesanal. Bolos personalizados, doces finos para festas e sobremesas tradicionais são os mais procurados. As pessoas valorizam muito o sabor caseiro, a apresentação caprichada e o atendimento humanizado. Sempre busco trazer novidades e adaptar as tendências ao gosto local, o que me ajuda a manter a clientela satisfeita e surpreendida.
Diário do Estado: Acredita que há espaço para inovações ou tendências da confeitaria moderna em Coxim?
Victor Manuel: Acredito sim, e cada vez mais. Embora Coxim seja uma cidade do interior, o acesso à informação está muito mais fácil hoje em dia. As pessoas estão atentas ao que está em alta e querem experimentar coisas novas. Temos um público exigente e, ao mesmo tempo, aberto a inovações. Por isso, busco sempre me atualizar, fazer cursos, testar novas técnicas e trazer o melhor para os meus clientes. A confeitaria moderna tem muito a oferecer e aqui em Coxim, tem espaço para isso.
Diário do Estado: Já pensou em levar seu trabalho para outras cidades ou estados, ou Coxim sempre foi o seu foco?
Victor Manuel: Sim, já pensei bastante nisso. Embora eu ame Coxim e tenha um carinho imenso pela cidade, tenho sonhos de expandir. Quero muito levar meu trabalho para outras cidades e até mesmo para outros estados. Sei que é um passo grande, mas acredito que com planejamento e dedicação é possível. Não quero limitar meus sonhos. Quero alcançar novos públicos, viver novas experiências e fazer a confeitaria crescer ainda mais.
Diário do Estado: Quais foram os maiores desafios que você enfrentou no começo da sua jornada como confeiteiro?
Victor Manuel: O maior desafio foi, sem dúvida, acreditar em mim mesmo. Eu era muito inseguro, tinha medo de dar errado, de ser julgado, de não conseguir viver disso. Além disso, controlar a ansiedade, a autocrítica e o perfeccionismo foi um processo. No começo, eu queria que tudo fosse perfeito e me cobrava demais. Também tive dificuldades financeiras, falta de estrutura e até de reconhecimento. Mas a cada dificuldade superada, eu me sentia mais forte e mais preparado para seguir em frente.
Diário do Estado: Em sua opinião, qual é a parte mais difícil de manter um negócio de confeitaria em uma cidade do interior?
Victor Manuel: Manter a qualidade dos produtos com preços acessíveis é um grande desafio. O custo dos ingredientes está cada vez mais alto, e nem sempre conseguimos repassar isso para o cliente. Além disso, temos menos acesso a insumos específicos ou equipamentos modernos, o que exige ainda mais criatividade para manter o padrão. Também há menos oportunidades de eventos grandes ou datas com alta demanda, então é preciso trabalhar com equilíbrio entre tradição e inovação para se manter ativo o ano todo.
Diário do Estado: Como você lida com sazonalidades e datas comemorativas, que costumam ser movimentadas no setor?
Victor Manuel: Eu procuro sempre me antecipar. Faço planejamentos com antecedência, crio cardápios temáticos e me organizo para atender o maior número de pedidos possível sem perder a qualidade. Nessas datas, o volume de trabalho aumenta muito, então é essencial ter organização, preparo psicológico e, se possível, apoio de uma equipe. Também uso essas datas como uma forma de criar conexão com os clientes, trazendo novidades e reforçando a identidade da minha marca.
Diário do Estado: Você já enfrentou preconceito por ser homem trabalhando com confeitaria?
Victor Manuel: Sim, já enfrentei. Ainda existe uma visão equivocada de que confeitaria é uma área "feminina", e isso acaba gerando olhares tortos ou comentários desnecessários. Mas, com o tempo e com o reconhecimento do meu trabalho, fui conquistando meu espaço e provando que talento e dedicação não têm gênero.
Diário do Estado: Como o público reage ao descobrir que o responsável pelos doces é um homem?
Victor Manuel: No começo, muitos se surpreendem. Mas depois que provam os produtos e percebem o cuidado, o sabor e o carinho que coloco em cada detalhe, essa surpresa vira admiração. A qualidade sempre fala mais alto, e isso tem me ajudado a quebrar barreiras e estereótipos.
Acredita que ainda existe uma visão de que confeitaria é um “trabalho feminino”?
Victor Manuel: Infelizmente, ainda existe em alguns contextos, mas vejo que essa mentalidade vem mudando com o tempo. A confeitaria é arte, é técnica, é amor e isso não tem gênero. Hoje temos muitos homens na área fazendo trabalhos incríveis, e isso ajuda a desconstruir esse pensamento ultrapassado.
Diário do Estado: Já sentiu que precisou “provar mais” por ser homem na área?
Victor Manuel: Sim, em muitos momentos. Sentia que precisava me destacar mais, mostrar mais competência, mais dedicação, só para ser levado a sério. Mas acredito que todo desafio também é uma oportunidade. Isso me motivou a buscar excelência em tudo que faço.
Diário do Estado: O que te inspira no dia a dia para criar novas receitas?
Victor Manuel: Minha maior inspiração é minha família. Eles sempre acreditaram em mim, mesmo quando tudo parecia difícil. São meu ponto de apoio, minha base. Cada receita nova que crio tem um pouco deles seja uma lembrança de infância, um elogio que me emocionou ou até um momento em que precisei me superar.
Diário do Estado: Tem alguma receita ou doce que tenha um valor sentimental ou história especial para você?
Victor Manuel: Sim, tem uma receita especial que sempre preparo com um carinho redobrado. Ela me lembra da minha infância e de momentos marcantes com pessoas que já se foram. Fazer esse doce me conecta com essas memórias, é como reviver aquelas emoções. E acredito que esse sentimento se transmite no sabor. Mas, no fundo, todas as receitas têm um pouco de mim e carregam muito amor.
Diário do Estado: Como você equilibra a vida pessoal com a rotina puxada da confeitaria?
Victor Manuel: Não é fácil, mas organização é essencial. Tenho horários definidos, me planejo com antecedência e também aprendi a respeitar meus limites. Hoje entendo que cuidar de mim também é parte do sucesso do meu trabalho. Quando estou bem, consigo entregar o melhor aos meus clientes e estar presente para minha família.
Diário do Estado: Como você enxerga o mercado da confeitaria nos próximos anos, especialmente em cidades pequenas como Coxim?
Victor Manuel: Acredito que o mercado tem tudo para crescer, mesmo em cidades pequenas. As pessoas estão mais exigentes, querem qualidade, e valorizam o trabalho artesanal. Vejo um futuro muito promissor, com espaço para profissionais criativos, dedicados e que estejam sempre em evolução. Aqui em Coxim, quero continuar sendo parte desse crescimento, inovando sem perder minhas raízes.
Diário do Estado: Já pensou em dar cursos ou ensinar outras pessoas, principalmente jovens ou homens interessados na área?
Victor Manuel: Sim, esse é um grande sonho meu. Quero muito compartilhar tudo o que aprendi com outras pessoas. A confeitaria transformou minha vida e pode transformar a de muitos jovens também. Ensinar seria uma forma de retribuir tudo o que conquistei e mostrar que, com amor e esforço, qualquer um pode vencer nessa área.
Diário do Estado: Que conselho você daria para um homem que quer começar na confeitaria, mas tem medo do julgamento?
Victor Manuel: Meu conselho é simples: não tenha medo. O julgamento sempre vai existir, em qualquer área. Mas o que realmente importa é o que você sente. Se você ama a confeitaria, siga em frente. O mundo precisa de mais pessoas fazendo o que amam. E, com o tempo, você vai perceber que a paixão e a dedicação falam mais alto que qualquer preconceito.
Diário do Estado: Se pudesse escolher apenas um doce para representar Coxim, qual seria? E por quê?
Victor Manuel: O bolo de chocolate, sem dúvidas! Ele é simples, gostoso, acolhedor e tem tudo a ver com o jeito do coxinense: gente que gosta de aproveitar a vida, se reunir com a família e celebrar as pequenas coisas. É aquele tipo de doce que todo mundo ama e que traz alegria com uma mordida só.
Diário do Estado: Quais seus planos para o futuro na confeitaria?
Victor Manuel: Quero continuar me aprofundando, estudando, aperfeiçoando minhas técnicas. Também quero expandir meu negócio, talvez abrir uma loja maior ou até uma filial em outra cidade. E, claro, seguir adoçando a vida dos meus clientes com muito amor, que é o ingrediente principal do meu trabalho.
Diário do Estado: Suas considerações finais:
Victor Manuel: Sou extremamente grato ao jornal Diário do Estado pela oportunidade e poder contar um pouco da minha caminhada até aqui, sou grato por tudo que conquistei. Amo o que faço e coloco meu coração em cada doce que produzo. Minha missão é levar felicidade às pessoas por meio da confeitaria, e quero continuar crescendo, aprendendo e fazendo a diferença na vida de quem prova meus produtos, meus trabalhos estão disponíveis pelas redes sociais @Vicktor_emanuell



Entrevista
Secretária de Educação de Coxim fala em entrevista exclusiva ao Diário do Estado sobre os desafios da gestão, os avanços na rede municipal e as metas para fortalecer a qualidade do ensino.
5 de setembro de 2025
À frente da Secretaria Municipal de Educação de Coxim, Marly Nogueira tem conduzido uma gestão marcada por desafios, conquistas e planos ousados para o futuro. Em entrevista exclusiva, a secretária destaca o compromisso com a qualidade do ensino, a valorização dos profissionais da educação, os avanços na infraestrutura escolar e as ações para reduzir desigualdades entre a zona urbana e rural. Com transparência e determinação, ela fala sobre o que já foi realizado, as dificuldades enfrentadas e as metas que projeta para transformar a educação no município.
Diário do Estado: Secretária, quais têm sido os principais desafios na gestão da educação municipal em Coxim e como a senhora tem buscado superá-los?
Marly: Os principais desafios incluem garantir a qualidade do ensino, ampliar o acesso às vagas, manter a infraestrutura escolar e reduzir desigualdades entre zonas urbana e rural.
Para superá-los, temos adotado ações estratégicas, como:
• Investimentos em tecnologia e material didático próprio, especialmente para a base infantil;
• Ampliação e manutenção das escolas e da frota escolar;
• Apoio contínuo a professores e profissionais da educação, com capacitação e valorização;
• Diálogo constante com diretores, professores, pais e comunidade.
Nosso compromisso é enfrentar cada desafio com planejamento, responsabilidade e foco no bem-estar e na aprendizagem dos alunos.
Diário do Estado: Desde que assumiu a Secretaria de Educação, quais foram os maiores desafios e conquistas alcançados pela senhora e sua equipe?
Marly: Enfrentamos desafios como manter todas as escolas em funcionamento pleno, equilibrar recursos limitados e iniciar projetos estruturantes.
Entre as conquistas, destaco:
• Criação da sala de recurso no bairro Piracema, ampliando a inclusão e o atendimento especializado;
• Manutenção das escolas com recursos próprios, garantindo ambientes adequados e seguros;
• Ampliação de salas de tecnologia, melhoria da frota escolar e adoção de material didático próprio para a base infantil.
Diário do Estado: A senhora acredita que a pandemia ainda deixa reflexos no aprendizado dos alunos? O que a Secretaria tem feito para recuperar possíveis defasagens?
Marly: Sim. A pandemia deixou reflexos significativos, como defasagens no aprendizado. Para enfrentá-los, implantamos reforço pedagógico, acompanhamento individualizado e projetos voltados à inclusão de conteúdos essenciais, assegurando que todos os alunos retomem o ritmo escolar com segurança e consistência.
Diário do Estado: Como está sendo trabalhado o planejamento estratégico da educação em Coxim para os próximos anos?
Marly: Nosso planejamento busca ampliar o acesso e melhorar a qualidade do ensino. Entre as ações previstas, estão:
• Abertura de novas salas para atender à crescente demanda;
• Adoção de material didático próprio (apostilado) para a base infantil;
• Melhoria da frota escolar, oferecendo transporte mais seguro;
• Construção de um novo Centro de Educação Infantil na Vila Bela, em parceria com o Governo Federal.
Diário do Estado: De que forma a Secretaria tem dialogado com diretores, professores e pais para alinhar as demandas e melhorar a qualidade da educação?
Marly: Mantemos um diálogo democrático e próximo. Recebemos demandas presencialmente, por telefone ou em visitas às escolas. Esse contato direto permite identificar necessidades e alinhar ações de forma colaborativa, garantindo a melhoria contínua da rede.

Diário do Estado: Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas escolas da zona rural e quais ações têm sido adotadas?
Marly: O maior desafio está nas estradas, especialmente no período de chuvas. Para superar, atuamos em parceria com a Secretaria de Obras, realizando manutenção preventiva e garantindo acesso seguro para alunos e profissionais.
Diário do Estado: Existe algum projeto específico voltado ao transporte escolar rural?
Marly: Não há um programa exclusivo, mas o transporte escolar atende tanto a zona rural quanto a urbana com a mesma estrutura, garantindo segurança e pontualidade.
Diário do Estado: Como a senhora avalia a diferença de acesso e oportunidades entre alunos da zona rural e urbana?
Marly: As diferenças são pequenas. A principal defasagem está no acesso à tecnologia. Para reduzir, planejamos implantar salas de tecnologia também nas escolas rurais. Além disso, todo material didático é entregue em versão física, assegurando igualdade no aprendizado.
Diário do Estado: Há iniciativas para valorizar a cultura local e o modo de vida da zona rural no currículo escolar?
Marly: Ainda não temos iniciativas formais, mas reconhecemos sua importância. Estamos avaliando projetos para inserir a cultura regional e o modo de vida do campo nas práticas pedagógicas.
Diário do Estado: O que a gestão tem feito pela valorização dos professores e funcionários da educação?
Marly: Destaco a redução da carga horária das ASHAs e merendeiras, proporcionando melhor qualidade de vida, e a valorização salarial, reconhecendo o esforço e dedicação de todos.
Diário do Estado: Existe um plano de capacitação continuada para professores e servidores?
Marly: Sim. Mantemos formações contínuas para atualização pedagógica e aprimoramento profissional, garantindo ensino mais eficiente e inovador.
Diário do Estado: Como a senhora enxerga a importância da saúde mental dos profissionais da educação?
Marly: É prioridade. Estamos estruturando projetos para promoção da saúde mental nas escolas, oferecendo suporte e ações preventivas que fortaleçam a motivação e o equilíbrio emocional.
Diário do Estado: Há políticas para reduzir a rotatividade de profissionais na rede municipal?
Marly: Atualmente, utilizamos processos seletivos para suprir demandas. Aguardamos o concurso municipal, que trará mais estabilidade, valorização e continuidade ao trabalho.
Diário do Estado: Quais são os projetos mais importantes em andamento?
Marly: Um deles é a criação de material didático próprio para a educação infantil, garantindo conteúdos adaptados ao desenvolvimento das crianças.

Diário do Estado: Existe algum programa para incentivo à leitura e à escrita?
Marly: Sim. Cada escola desenvolve metodologias próprias de incentivo, promovendo aprendizagem personalizada e significativa.
Diário do Estado: Como Coxim tem avançado no uso de tecnologia na educação?
Marly: Investimos na aquisição de equipamentos e buscamos emendas para ampliar salas de tecnologia, garantindo inclusão digital e preparando alunos para os desafios do século XXI.
Diário do Estado: Há iniciativas voltadas à inclusão de alunos com necessidades especiais?
Marly: Sim. Contamos com equipe multidisciplinar que oferece suporte pedagógico, psicológico e acompanhamento especializado em toda a rede.
Diário do Estado: Quais foram as maiores conquistas até agora?
Marly: Destaco a sala de recurso no bairro Piracema, a manutenção das escolas com recursos próprios e a melhoria dos ambientes escolares, assegurando qualidade e inclusão.
Diário do Estado: Houve avanços nos indicadores como o IDEB?
Marly: Ainda não registramos avanços, pois a gestão está em fase inicial. No entanto, já estamos implantando ações estratégicas que refletirão positivamente nos próximos resultados.
Diário do Estado: Como a senhora avalia os investimentos na estrutura física das escolas?
Marly: O impacto é extremamente positivo: ambientes mais adequados e seguros elevam a qualidade da aprendizagem e fortalecem o vínculo da comunidade com a escola.
Diário do Estado: Há escolas ou projetos que já se tornaram referência?
Marly: Ainda é cedo para apontar referências consolidadas, mas projetos em andamento têm potencial para se tornar exemplos de boas práticas no futuro.
Diário do Estado: Quais são as principais metas para o próximo ano letivo?
Marly: • Melhorar o IDEB com foco em estratégias pedagógicas;
• Ampliar a rede com novas salas e vagas;
• Implantar salas de tecnologia nas escolas do campo;
• Garantir entrega de uniformes e materiais no início do ano letivo.
Diário do Estado: Se pudesse destacar uma prioridade absoluta hoje, qual seria?
Marly: A prioridade é elevar a qualidade do ensino e ampliar vagas, sobretudo na educação infantil.
Diário do Estado: Qual mensagem a senhora gostaria de deixar para professores, alunos e famílias?
Marly: Deixo minha gratidão e carinho a todos. Seguimos juntos, com projetos para fortalecer a qualidade da educação, construindo um futuro cada vez mais promissor para nossa rede municipal.
Diário do Estado: Suas considerações finais por favor secretária
Marly: Glenda, gostaria de agradecer pelo convite e pela oportunidade em poder falar sobre o nosso trabalho, agradeço ao Jornal Diário do Estado pelas portas sempre abertas, e para a população de Coxim estamos trabalhando em prol de uma sociedade mais justa para todos.