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Uniderp troca sala de aula por internet, mas alunos não aprovam mudança

A orientação do TCC é feita online

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25 de novembro de 2016

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Midia Max

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Estudantes da universidade Anhanguera Uniderp, em Campo Grande, estão insatisfeitos com as mudanças implantadas após a aquisição da instituição pelo Grupo Kroton, empresa de capital aberto, Eles acusam a faculdade de ter mudado a forma de aplicação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que passou a ser virtual, inclusive a orientação dos alunos.  

Quem iniciou o debate sobre a forma com que o ensino é oferecido aos alunos foi Lucas Fernandes, 22 anos, acadêmico de Administração.  Em uma postagem feita no Facebook, ele deixou claro sua insatisfação com o modelo. Após ter feito a publicação, outros alunos e professores, inclusive de outras instituições, compartilharam a reclamação.

O jovem informou que toda a avaliação é feita online, via tutores e que as dúvidas levam dias para serem respondidas, embora seu curso seja presencial. A mensalidade da graduação custa R$ 907.

“O TCC já é difícil quando a orientação é presencial, online, fica pior ainda. Temos que enviar o trabalho pelo sistema em três etapas. Enviei a primeira etapa e o prazo para enviar a segunda etapa já está vencendo, mas ainda não recebi a avaliação da primeira. As questões levam muitos dias para serem respondidas”, detalhou.

Para o acadêmico, esta forma de produção atrapalha o desenvolvimento. “A gente acaba perdendo a linha de raciocínio, principalmente quando trocam o tutor entre uma etapa e outra. O trabalho que enviei e recebi uma boa avaliação com um tutor, não foi aceito pelo substituto e tive que refazer”, relatou.

Em nota, a universidade informou que o modelo acadêmico da instituição denominado KLS 2.0 “visa a conexão com a nova realidade do mundo digital”. A empresa esclareceu ainda que o projeto “segue rigorosamente as normas legais estabelecidas pelo MEC e pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), que regem o ensino brasileiro”.  

Sobre o relatado pelo acadêmico Lucas Fernandes, a Uniderp comunicou que a questão está sendo verificada pelo coordenador de curso e Coordenação Pedagógica da instituição e que a resolução do está em andamento.  

A mesma reclamação foi feita por outra acadêmica da instituição, que preferiu não se identificar. “O que o Lucas escreveu é o que todos gostariam de falar mas não encontram uma forma ou não tem coragem. É péssimo! Em qualquer lugar o TCC é presencial e na grade diz que é presencial, mas na realidade é virtual. Um tutor que nunca vimos manda e-mail e depois demora pra responder”, protesta.

“As pessoas estão sendo prejudicadas por falta de tempo. De acordo com o calendário, a informação de quem passou no TCC é liberada no dia anterior à banca. O trabalho que foi orientado virtualmente por tutores que nunca vimos, será avaliado por uma banca presencial que não acompanhou o desenvolvimento e nem terá tempo de ler o conteúdo. É um absurdo”, diz a acadêmica.

A instituição tem em torno de 20 mil acadêmicos, mas não especificou quais dos 34 cursos oferecidos utilizam o sistema de orientação virtual,  utilizado desde o ano passado. A Uniderp foi adquirida pela Anhanguera em 2007 e, em 2014 a empresa se fundiu com a Kroton, empresa de capital aberto.

 O Trabalho de Conclusão de Curso, de acordo com as diretrizes do Ministério da Educação, fica encarregado pela instituição de ensino, que deverá regulamentar as normas e os procedimentos e dar conhecimento ao aluno. Esses procedimentos devem ser explicitados no regimento da instituição de ensino, o qual se constitui em documento que inclui direitos e deveres relativos à comunidade acadêmica, bem como no projeto pedagógico do respectivo curso de nível superior. Ambos os documentos devem ser disponibilizados pela instituição de ensino.

 

Educação

Enem 2026: inscrições terminam em 5 de junho e taxa de R$ 85 pode ser paga até dia 10

Candidatos devem se inscrever na Página do Participante; prova será aplicada nos domingos 8 e 15 de novembro.

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As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 seguem abertas até 5 de junho, na Página do Participante. A taxa é de R$ 85 e pode ser paga até 10 de junho. As provas estão marcadas para os domingos 8 e 15 de novembro.

Prazo e pagamento

Após a inscrição, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) no valor de R$ 85. O pagamento pode ser feito entre 25 de maio e 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto, em bancos, casas lotéricas e aplicativos bancários.

A inscrição só é confirmada após o processamento do pagamento da taxa. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e uso de nome social.

Quem precisa confirmar a participação

Estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas têm inscrição automática, mas precisam confirmar a participação no sistema, escolher a opção de língua estrangeira e informar, se necessário, recursos de acessibilidade ou nome social.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), candidatos com pedido de isenção aprovado também devem confirmar a participação na Página do Participante.

Aplicação das provas

O Inep informou que pretende ampliar para cerca de 10 mil o número de locais de aplicação do exame em todo o país. A estimativa é que aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública façam a prova na própria escola em que estudam.

Uso da nota

O Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica e é usado como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do exame em seus processos seletivos. Desde 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.

As notas individuais também podem ser usadas em processos seletivos de instituições portuguesas conveniadas com o Inep.

Educação

Senado aprova reajuste do piso nacional dos professores para R$ 5,1 mil em 2026

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O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor representa um aumento de 5,4% em relação ao piso anterior, fixado em R$ 4.867,77.

A proposta foi analisada pelo Congresso Nacional e recebeu alterações durante a tramitação. Por isso, o texto foi convertido em projeto de lei e seguirá agora para sanção do presidente da República.

O reajuste beneficia professores da rede pública da educação básica em todo o país e segue a política nacional de valorização do magistério. O piso salarial é válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais.

Segundo o governo federal, a atualização busca garantir a recomposição salarial da categoria e fortalecer a valorização dos profissionais da educação.

Após a sanção presidencial, o novo valor passará a valer oficialmente para o ano de 2026.