quinta, 04 de junho, 2026
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O Ministério da Educação (MEC) anunciou uma mudança significativa nas regras do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A partir da edição de 2026, os candidatos poderão escolher entre as notas do Enem 2023, 2024 ou 2025 para participar do processo seletivo. A medida, publicada no Edital nº 22/2025 no Diário Oficial da União de 20 de outubro, promete revolucionar o modelo de classificação e oferecer maior flexibilidade aos estudantes.
O novo formato permitirá que o próprio sistema identifique qual das três edições do Enem oferece a melhor média ponderada para o curso desejado, considerando os pesos definidos por cada instituição. Dessa forma, o candidato não precisará escolher manualmente o ano, já que o Sisu fará automaticamente o cálculo com a nota mais vantajosa.
A regra é válida apenas para quem concluiu o ensino médio estudantes classificados como treineiros continuarão impossibilitados de concorrer a vagas.
As instituições públicas de ensino superior que desejarem participar do Sisu 2026 têm entre 24 de outubro e 28 de novembro para formalizar sua adesão no sistema Sisu Gestão.
Durante esse período, as universidades poderão ajustar termos de participação e definir critérios específicos de peso para cada área do conhecimento. Apenas instituições que concluíram a ocupação das vagas da edição anterior poderão aderir.
O Sisu, criado para democratizar o acesso às universidades públicas, passa agora por uma das mudanças mais relevantes desde sua criação. A inclusão de múltiplas edições do Enem no cálculo da nota representa um avanço na política de inclusão educacional, permitindo que candidatos reaproveitem bons desempenhos anteriores e planejem melhor sua trajetória acadêmica.
Segundo o MEC, a decisão atende a um pedido recorrente dos estudantes e busca reduzir desigualdades entre quem tem menos condições de realizar o exame anualmente.
Na edição de 2025, o Sisu registrou 254,8 mil candidatos aprovados para 261.779 vagas em 124 instituições públicas de todo o país. Desse total, 128 mil ingressaram pela ampla concorrência, 111 mil por meio de cotas e 14 mil por políticas afirmativas das próprias universidades.
Com a mudança anunciada, o MEC espera elevar o número de inscritos e tornar o processo mais competitivo e justo, reforçando o papel do Sisu como principal porta de entrada para o ensino superior público brasileiro.
Em nota oficial, o Ministério afirmou que a novidade “aumenta as possibilidades de acesso e valoriza o esforço contínuo do estudante”, destacando que o modelo busca modernizar os mecanismos de seleção sem comprometer a meritocracia e a transparência do sistema.
Educação
Candidatos devem se inscrever na Página do Participante; prova será aplicada nos domingos 8 e 15 de novembro.
29 de maio de 2026
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 seguem abertas até 5 de junho, na Página do Participante. A taxa é de R$ 85 e pode ser paga até 10 de junho. As provas estão marcadas para os domingos 8 e 15 de novembro.
Após a inscrição, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) no valor de R$ 85. O pagamento pode ser feito entre 25 de maio e 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto, em bancos, casas lotéricas e aplicativos bancários.
A inscrição só é confirmada após o processamento do pagamento da taxa. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e uso de nome social.
Estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas têm inscrição automática, mas precisam confirmar a participação no sistema, escolher a opção de língua estrangeira e informar, se necessário, recursos de acessibilidade ou nome social.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), candidatos com pedido de isenção aprovado também devem confirmar a participação na Página do Participante.
O Inep informou que pretende ampliar para cerca de 10 mil o número de locais de aplicação do exame em todo o país. A estimativa é que aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública façam a prova na própria escola em que estudam.
O Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica e é usado como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do exame em seus processos seletivos. Desde 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.
As notas individuais também podem ser usadas em processos seletivos de instituições portuguesas conveniadas com o Inep.
Educação
O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor...
27 de maio de 2026
O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor representa um aumento de 5,4% em relação ao piso anterior, fixado em R$ 4.867,77.
A proposta foi analisada pelo Congresso Nacional e recebeu alterações durante a tramitação. Por isso, o texto foi convertido em projeto de lei e seguirá agora para sanção do presidente da República.
O reajuste beneficia professores da rede pública da educação básica em todo o país e segue a política nacional de valorização do magistério. O piso salarial é válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais.
Segundo o governo federal, a atualização busca garantir a recomposição salarial da categoria e fortalecer a valorização dos profissionais da educação.
Após a sanção presidencial, o novo valor passará a valer oficialmente para o ano de 2026.