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Pesquisa desenvolvida no IFMS é apresentada em Abu Dhabi

Estudante que desenvolveu técnica de conservação do caldo de cana capaz de eliminar o causador da doença de Chagas é o único representante do Centro-Oeste no evento internacional.

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26 de setembro de 2019

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Assessoria

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O estudante do curso superior de tecnologia em Alimentos do Campus Coxim do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), João Víctor de Andrade dos Santos, 19, está em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, para apresentar a pesquisa que começou a desenvolver nos laboratórios da instituição e que está prestes a receber a chancela de pesquisadores da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).
Ao desenvolver um método para conservar o caldo de cana, João Víctor descobriu que a técnica também seria capaz de inativar o Trypanosoma cruzi, protozoário presente no barbeiro, inseto causador da doença de Chagas que, entre 2008 e 2017, provocou a morte de cerca de 4,6 mil pessoas por ano no Brasil. O estudo chamou a atenção da Fiocruz, que está fazendo os últimos testes para verificar a eficácia do método.
Em Abu Dhabi, a pesquisa é a única representante da região Centro-Oeste do Brasil na MILSET Expo-Sciences International 2019, evento com a participação de mais de mil projetos de pesquisa de 60 países. A feira, que teve início no último domingo, 22, segue até sábado, 28.
João Víctor relata a experiência de ser "vizinho" de estandes da Rússia, de Portugal e de tantas outras nações.
"O que mais tem me fascinado é que eu consigo ver os problemas de outras realidades e como os cientistas estão indo atrás de soluções. Todos aqui falam a mesma língua, a ciência, e isso é muito gratificante. Estou aprendendo muito, principalmente na área de microbiologia. Nunca participei de algo tão intenso", comemora o estudante.
A pesquisa foi destaque até na última edição do Fantástico. A reportagem mostrou porque o então adolescente resolveu estudar uma forma de conservar o caldo de cana e a trajetória do estudo até o momento.
História - Em 2016, quando cursava o ensino médio na Escola Estadual Viriato Bandeira, em Coxim, João Víctor e os colegas foram "desafiados" pelo professor de Química, Lucas Gandra - que se formou no IFMS - a encontrar a solução de problemas da sociedade.
Na época, o estudante convivia com um problema vivido diariamente pelo pai, vendedor de caldo de cana. "Meu pai tinha que colher a cana todos os dias para moer porque não havia como conservar o caldo produzido, e o caldo que sobrava não podia ser aproveitado, o que gerava um grande desperdício do produto".
Sem laboratório para fazer as análises químicas e biológicas, a escola fez uma parceria com o IFMS, que cedeu espaço e equipamentos para que o estudo fosse realizado. João Víctor e a então colega, Maria Eduarda Gobbi Pereira, desenvolveram uma técnica nos moldes da pasteurização capaz de conservar o caldo de cana.
"Depois de dois anos de testes, chegamos às temperaturas e tempos ideais. Primeiro, é preciso aquecer o caldo de cana a 90 graus por cinco minutos e, imediatamente em seguida, o produto deve ser resfriado em banho de gelo, a aproximadamente 7 graus. A técnica mantém a qualidade do caldo por até 20 dias e pode ser desenvolvida pelo próprio vendedor", detalha João Víctor.
Em uma segunda fase da pesquisa, os estudantes passaram a receber a coorientação de Aline dos Santos Garcia Gomes, professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e pesquisadora conveniada da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).
João Victor passou 15 dias na capital do Rio de Janeiro onde, nos laboratórios da Fiocruz, verificou que o tratamento térmico poderia também inativar o protozoário causador da doença de Chagas no caldo de cana. "O próximo passo será fazer análises sensoriais e em camundongos para certificar esse resultado e publicar a pesquisa. A ideia, futuramente, é produzir uma cartilha com linguagem simples para que o vendedor do caldo de cana possa aplicar o método e distribuir esse material em áreas endêmicas da doença", esclarece o estudante.
Pelo caminho trilhado até aqui, João Victor só tem a agradecer. "Somos um somatório de pessoas, vivências, experiências, e eu não teria chegado até aqui sem minha família, amigos, professores, orientadores e apoiadores. Sou muito grato a todos os docentes que me apresentaram a ciência", finaliza. 

Educação

Enem 2026: inscrições terminam em 5 de junho e taxa de R$ 85 pode ser paga até dia 10

Candidatos devem se inscrever na Página do Participante; prova será aplicada nos domingos 8 e 15 de novembro.

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As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 seguem abertas até 5 de junho, na Página do Participante. A taxa é de R$ 85 e pode ser paga até 10 de junho. As provas estão marcadas para os domingos 8 e 15 de novembro.

Prazo e pagamento

Após a inscrição, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) no valor de R$ 85. O pagamento pode ser feito entre 25 de maio e 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto, em bancos, casas lotéricas e aplicativos bancários.

A inscrição só é confirmada após o processamento do pagamento da taxa. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e uso de nome social.

Quem precisa confirmar a participação

Estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas têm inscrição automática, mas precisam confirmar a participação no sistema, escolher a opção de língua estrangeira e informar, se necessário, recursos de acessibilidade ou nome social.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), candidatos com pedido de isenção aprovado também devem confirmar a participação na Página do Participante.

Aplicação das provas

O Inep informou que pretende ampliar para cerca de 10 mil o número de locais de aplicação do exame em todo o país. A estimativa é que aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública façam a prova na própria escola em que estudam.

Uso da nota

O Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica e é usado como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do exame em seus processos seletivos. Desde 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.

As notas individuais também podem ser usadas em processos seletivos de instituições portuguesas conveniadas com o Inep.

Educação

Senado aprova reajuste do piso nacional dos professores para R$ 5,1 mil em 2026

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O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor representa um aumento de 5,4% em relação ao piso anterior, fixado em R$ 4.867,77.

A proposta foi analisada pelo Congresso Nacional e recebeu alterações durante a tramitação. Por isso, o texto foi convertido em projeto de lei e seguirá agora para sanção do presidente da República.

O reajuste beneficia professores da rede pública da educação básica em todo o país e segue a política nacional de valorização do magistério. O piso salarial é válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais.

Segundo o governo federal, a atualização busca garantir a recomposição salarial da categoria e fortalecer a valorização dos profissionais da educação.

Após a sanção presidencial, o novo valor passará a valer oficialmente para o ano de 2026.