quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
O Ministério da Educação encerrou neste domingo (27) as inscrições para a edição do segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). O resultado da primeira chamada será divulgado na terça-feira (29), com matrícula entre a quarta (30) e a sexta-feira (1º de agosto).
A segunda chamada vai ser divulgada em 5 de agosto. O início das aulas ocorre entre os dias 18 de agosto e 15 de setembro.
Às 18h de sexta-feira (25), o sistema registrava mais de 318.671 candidatos inscritos, segundo balanço parcial divulgado pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC Aléssio Trindade. As inscrições inicialmente terminariam às 23h59 de sexta, mas o MEC decidiu prorrogar o prazo até as 23h59 deste domingo.
Maioria das vagas no ensino privado
No total, a edição deste semestre oferece 247.888 vagas em instituições privadas (IES e escolas técnicas); 10.457 em escolhas públicas (institutos federais, escolas técnicas vinculadas às universidades federais e escolas estaduais e municipais) e 30.996 no Sistema S (Senai e Senac). Todos os cursos, porém, são gratuitos.
Segundo o MEC, 85% das vagas do Sisutec são destinadas a candidatos que cursaram o ensino médio na rede pública ou na rede privada na condição de bolsistas. Apenas estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2013 puderam fazer inscrição no site.
Neste semestre há vagas para o Sisutec em todos os estados brasileiros, sendo que a maior parte está concentrada em São Paulo (79.274 vagas), em Minas Gerais (40.112) e no Rio Grande do Sul (20.527).
Os principais cursos técnicos ofertados nesta edição, segundo informou o MEC, são técnico em logística (40.712 vagas), em segurança do trabalho (29.397), em enfermagem (25.557), em informática (21.819) e em edificações (9.171).
Veja os cursos oferecidos no Sisutec do meio do ano:
Técnico em logística
Técnico em segurança do trabalho
Técnico em enfermagem
Técnico em informática
Técnico em edificações
Técnico em radiologia
Técnico em eletrotécnica
Técnico em redes de computadores
Técnico em massoterapia
Técnico em meio ambiente
Técnico em mecânica
Técnico em informática para internet
Técnico em gerência de saúde
Técnico em computação gráfica
Técnico em estética
Técnico em programação de jogos digitais
Técnico em farmácia
Técnico em análises clínicas
Técnico em eletrônica
Técnico em cuidados de idosos
Técnico em química
Técnico em manutenção e suporte em informática
Técnico em desenho de construção civil
Técnico em nutrição e dietética
Sobre o sistema
O Sisutec reúne vagas para cursos de ensino técnico tanto na rede pública quanto na privada. No caso da rede particular, se contemplado, o aluno terá bolsa de estudo. A seleção é feita a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013. Para concorrer, o aluno não pode ter tirado zero na redação.
Entre as vagas oferecidas nesta seleção, 85% serão destinadas para estudantes que, independentemente de renda per capita familiar, tenham cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em instituições privadas, na condição de bolsista integral.
Além disso, metade dessas vagas serão reservadas para alunos com renda per capita de até 1,5 salário mínimo. Mas, para ocupar uma dessas vagas, não é permitido que o aluno continue matriculado em outro curso técnico de nível médio ou superior, ou curso de graduação, em instituições públicas ou privadas como bolsista.
O Sisutec tem um modelo parecido ao do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), usado pelo MEC para selecionar alunos para vagas em cursos de graduação. Pela internet, os estudantes que fizeram o Enem usam seus dados do exame (número de inscrição e senha) para se inscreverem no sistema. Lá, poderão escolher até duas opções de cursos, dentro das modalidades de concorrência (ampla concorrência ou pelas cotas).
Educação
Candidatos devem se inscrever na Página do Participante; prova será aplicada nos domingos 8 e 15 de novembro.
29 de maio de 2026
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 seguem abertas até 5 de junho, na Página do Participante. A taxa é de R$ 85 e pode ser paga até 10 de junho. As provas estão marcadas para os domingos 8 e 15 de novembro.
Após a inscrição, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) no valor de R$ 85. O pagamento pode ser feito entre 25 de maio e 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto, em bancos, casas lotéricas e aplicativos bancários.
A inscrição só é confirmada após o processamento do pagamento da taxa. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e uso de nome social.
Estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas têm inscrição automática, mas precisam confirmar a participação no sistema, escolher a opção de língua estrangeira e informar, se necessário, recursos de acessibilidade ou nome social.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), candidatos com pedido de isenção aprovado também devem confirmar a participação na Página do Participante.
O Inep informou que pretende ampliar para cerca de 10 mil o número de locais de aplicação do exame em todo o país. A estimativa é que aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública façam a prova na própria escola em que estudam.
O Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica e é usado como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do exame em seus processos seletivos. Desde 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.
As notas individuais também podem ser usadas em processos seletivos de instituições portuguesas conveniadas com o Inep.
Educação
O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor...
27 de maio de 2026
O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor representa um aumento de 5,4% em relação ao piso anterior, fixado em R$ 4.867,77.
A proposta foi analisada pelo Congresso Nacional e recebeu alterações durante a tramitação. Por isso, o texto foi convertido em projeto de lei e seguirá agora para sanção do presidente da República.
O reajuste beneficia professores da rede pública da educação básica em todo o país e segue a política nacional de valorização do magistério. O piso salarial é válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais.
Segundo o governo federal, a atualização busca garantir a recomposição salarial da categoria e fortalecer a valorização dos profissionais da educação.
Após a sanção presidencial, o novo valor passará a valer oficialmente para o ano de 2026.