quarta, 03 de junho, 2026
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Políticas públicas que incentivem a pesquisa e inovação, são essenciais para o crescimento econômico e futuro da nação. É com esse entendimento que o Governo de Mato Grosso do Sul, tem investido em projetos e ações que tenham por finalidade o desenvolvimento do Estado e do País. Nos últimos quatro anos e meio, foram mais de R$ 75 milhões de investimentos através da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), que anualmente lança editais para a concessão de bolsas para alunos de mestrado e doutorado.
O incentivo a pesquisa e a ciência, é fundamental na formação de jovens pesquisadores. Graduada em biologia pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), a jovem Luiza Flavia Veiga Francisco, terminou o curso em 2017, e no mesmo ano ingressou no mestrado em Ciência e Tecnologia Ambiental. Com o projeto que tratava sobre estudos da água destinada ao consumo humano nas cidades de Itaporã e Caarapó, ela conquistou uma bolsa de estudos da Fundect.
Ela conta que sem a bolsa não teria conseguido se dedicar exclusivamente a pesquisa. “A bolsa fez total diferença. Sem a bolsa eu não iria conseguir ficar em Dourados para estudar, muito menos me dedicar somente ao mestrado. Além disso, com a bolsa consegui ir em eventos nacionais e internacionais para divulgar o que eu estava realizando no mestrado, no qual, são experiências incríveis para um estudante, tanto em compartilhar conhecimentos como em aprender novos”, descreve.
Apaixonada por pesquisa e em consequência do incentivo aos estudos, Luiza conquistou a única vaga disponível para cursar doutorado em oncologia molecular no Hospital do Câncer em Barretos, onde mora atualmente. “Divido essa conquista com meu grupo de pesquisa (LECOGEN) do qual fiz parte na UFGD, pois, durante o mestrado conseguimos realizar diversas pesquisas, publicamos resumos em congressos importantes da nossa área, além de artigos científicos em revistas com alto fator de impacto. Isso enriqueceu meu currículo e acredito que fez grande diferença na hora de avaliarem meu desempenho para entrar no doutorado”, celebra a doutoranda de 24 anos.
O mesmo se repetiu com a bióloga Juliana Sposito, que escreveu toda sua trajetória acadêmica na UFGD. Além da graduação, ela cursou mestrado e o doutorado na instituição como bolsista da Fundect. Natural do Paraná, ela está ha 10 anos em Mato Grosso do Sul, de onde só saiu neste período, rumo a Barcelona, onde fez parte do doutorado, no Instituto de Diagnóstico Ambiental y Estudios del Agua (CSIC).
Juliana conta que foi uma das poucas pessoas que tiveram essa oportunidade de ir para outro País. “Posso dizer que fui uma contemplada graças a Deus eu consegui! Meu projeto aprovado, consegui ter essa experiência de ir para o exterior. Claro que eu poderia ter feito parte do experimento aqui no Brasil, só que quando a gente vai pra fora, tem um peso maior, faz toda a diferença na formação. O meu crescimento pessoal e profissional vamos dizer que foi muito grande” avalia ela que concluiu o doutorado ano passado.
Sobre o incentivo que o Estado oferece aos jovens pesquisadores, ela acredita que foi fundamental para o avanço profissional que ela teve na carreira. “Influenciou muito, tanto na minha vida pessoal, quanto profissional. Ter ido para fora, aprender outras técnicas, aprimorar o idioma, conhecer outros pesquisadores, e trazer um pouco desse conhecimento para compartilhar aqui no Estado”, descreve.
Atualmente cerca de 300 projetos de pesquisa e inovação estão vigentes através da Fundect, que atua em cinco áreas estratégicas: tecnológica e de inovação, apoio a projetos e pesquisa científica, formação de recursos humanos, realização de eventos técnico-científicos, além de incentivar a inovação nas empresas, e promover atividades especiais para ciência, tecnologia e inovação.
Além da abrangência do campo de atuação, as bolsas incentivam os diversos níveis de escolaridade. O Programa Pibic Junior por exemplo, concede bolsas a estudantes matriculados no ensino fundamental, médio ou técnico integrado de nível médio de Escolas Públicas do Estado. No campo de apoio a produção cientifica, o edital Universal garante recursos a projetos de pesquisa junto a universidades, institutos federais, Embrapas, e demais instituições de pesquisa sediadas em Mato Grosso do Sul. Na área de empreendedorismo e inovação, a Fundect é gestora do Programa Centelha, que tem como objetivo transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso.
Educação
Candidatos devem se inscrever na Página do Participante; prova será aplicada nos domingos 8 e 15 de novembro.
29 de maio de 2026
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 seguem abertas até 5 de junho, na Página do Participante. A taxa é de R$ 85 e pode ser paga até 10 de junho. As provas estão marcadas para os domingos 8 e 15 de novembro.
Após a inscrição, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) no valor de R$ 85. O pagamento pode ser feito entre 25 de maio e 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto, em bancos, casas lotéricas e aplicativos bancários.
A inscrição só é confirmada após o processamento do pagamento da taxa. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e uso de nome social.
Estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas têm inscrição automática, mas precisam confirmar a participação no sistema, escolher a opção de língua estrangeira e informar, se necessário, recursos de acessibilidade ou nome social.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), candidatos com pedido de isenção aprovado também devem confirmar a participação na Página do Participante.
O Inep informou que pretende ampliar para cerca de 10 mil o número de locais de aplicação do exame em todo o país. A estimativa é que aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública façam a prova na própria escola em que estudam.
O Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica e é usado como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do exame em seus processos seletivos. Desde 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.
As notas individuais também podem ser usadas em processos seletivos de instituições portuguesas conveniadas com o Inep.
Educação
O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor...
27 de maio de 2026
O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor representa um aumento de 5,4% em relação ao piso anterior, fixado em R$ 4.867,77.
A proposta foi analisada pelo Congresso Nacional e recebeu alterações durante a tramitação. Por isso, o texto foi convertido em projeto de lei e seguirá agora para sanção do presidente da República.
O reajuste beneficia professores da rede pública da educação básica em todo o país e segue a política nacional de valorização do magistério. O piso salarial é válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais.
Segundo o governo federal, a atualização busca garantir a recomposição salarial da categoria e fortalecer a valorização dos profissionais da educação.
Após a sanção presidencial, o novo valor passará a valer oficialmente para o ano de 2026.