quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Continue Lendo...

Dividida por dois rios, a cidade sul-mato-grossense de Coxim por muito tempo teve como principais referências as belezas naturais e as atividades de pesca. A chegada do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) ao município, em 2010, trouxe à Região Norte do estado uma nova perspectiva: a de se tornar um polo de pesquisa.
No período entre 2014 e 2019, 321 projetos de pesquisa desenvolvidos pelo Campus Coxim do IFMS ajudaram a solucionar problemas da comunidade local e ainda contribuíram na formação dos estudantes da instituição. Os dados são da Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação (Propi).
Os projetos recebem fomento institucional por meio de recursos próprios do IFMS e também oriundos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além de custear bolsas de iniciação científica aos estudantes que participam dos estudos, os editais também oferecem apoio financeiro para a execução das atividades. Somente no ciclo 2018-2019 foram investidos R$ 159 mil.
As pesquisas desenvolvidas em Coxim também se traduzem em premiações. Desde a implantação do campus, estudantes do IFMS e de outras instituições de ensino da região já receberam 48 prêmios estaduais, nacionais e internacionais.
“A prática da iniciação científica no campus tem apresentado resultados relevantes para a comunidade. Os estudantes têm a possibilidade de buscar soluções para resolver problemas nas diversas áreas de conhecimento, utilizando procedimentos metodológicos, discutindo e apresentando resultados para a sociedade, enfim, produzindo ciência”, avalia o professor Hugo Sisner, coordenador de Pesquisa e Inovação do IFMS em Coxim.
Por oferecer cursos relacionados ao eixo tecnológico Produção Alimentícia – técnico integrado em Alimentos (nível médio) e o superior de tecnologia em Alimentos – o Campus Coxim do IFMS desenvolve muitas pesquisas que trazem benefícios diretos ou indiretos nessa área. Os estudantes produzem trabalhos que buscam, por exemplo, baratear custos de produção e melhorar o teor nutricional do que é consumido.
São exemplos os projetos de elaboração de produtos panificados com farinhas vegetais, orientados pela professora Cláudia Munhoz, que desenvolvem diversos tipos de alimentos enriquecidos com os produtos, como bolos, biscoitos, entre outros. Além de aumentar a capacidade nutricional, as farinhas desenvolvidas no campus tornam o processo de produção mais barato, devido ao uso da secagem solar.
“Foram elaboradas farinhas com espinafre e com folhas de taioba, com uso de secagem solar, uma vez que aqui em Coxim a incidência solar é grande. A partir dessas farinhas foram elaborados muffins com farinha de taioba e biscoitos tipo cookie com farinha de espinafre. Já fizemos outros trabalhos com batata doce e, atualmente, estamos fazendo com bacuri e casca de melancia”, explica a orientadora.
O estudante do curso técnico em Alimentos, Marcos Alberto, é autor do projeto que utiliza farinha produzida a partir das folhas e dos caules do espinafre. O jovem explica que existe um grande desperdício dessas partes da planta e que a pesquisa busca dar uma destinação ao produto e gerar benefícios para quem consome.
“Realizamos a utilização integral dos alimentos, até as partes que seriam descartadas. Essas partes são fontes ricas em fibras, minerais e vitaminas. O espinafre possui alto teor de nutrientes e é um vegetal muito encontrado aqui no nosso município”, explica Alberto.
A busca por produtos nutricionais que visam melhorar a saúde do consumidor é tradicional no campus e já recebeu premiações internacionais. Em 2014, a Organização dos Estados Americanos (OEA) reconheceu como destaque das Américas a pesquisa das estudantes Rayane Melo e Carla Okabe, que desenvolveram um suplemento com potencial anticancerígeno à base de soja.
Projetos inovadores - Pesquisas desenvolvidas por estudantes de cursos do eixo tecnológico Informação e Comunicação oferecidos pelo IFMS também têm contribuído para a comunidade local. Coxim atualmente é a única cidade do estado a contar com um aplicativo que unifica as chamadas de emergência para Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Desenvolvido pelos estudantes do curso técnico em Informática Mariana Dias Nogueira, Eitor Bernardes de Paiva e Thiago Ferronatto, o aplicativo Appuros permite que, por meio de um simples toque na tela do celular, seja possível acionar um desses serviços de segurança. A central de atendimento recebe automaticamente a localização da pessoa e os dados cadastrados, como tipo sanguíneo, alergias e outras informações. Um vídeo sobre o aplicativo está disponível no Youtube.
Outro projeto, desenvolvido pelo estudante do curso técnico em Informática, Fábio Tomaz Santos, pretende criar um novo tratamento complementar para a AIDS, por meio da ozonização do soro fisiológico. A ideia é aplicar o ozônio, que tem a capacidade de destruir qualquer vírus, na corrente sanguínea de pacientes para combater o HIV. Ainda em fase de desenvolvimento, o projeto foi premiado na edição 2019 da Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul (Fetec/MS) com o quarto lugar na área de Saúde. Um vídeo elaborado pelo estudante explica a ideia.
Iniciação Científica - Em todas as pesquisas citadas, há um ponto em comum. Os estudantes receberam apoio do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica. Desde 2014, o Campus Coxim desenvolveu 78 projetos e ofereceu bolsas, com recursos próprios e do CNPq, para 237 alunos de nível médio e superior.
“O IFMS é a mãe do projeto. Todos os testes com bactérias e toda a fundamentação teórica surgiram em reuniões no Instituto Federal. No começo, eu nem tinha computador e muitos artigos foram lidos por causa do ambiente fornecido pelo Instituto. Utilizamos muito a biblioteca e os laboratórios de biologia”, afirmou o estudante Fábio, que recebeu bolsa do CNPq para o projeto sobre ozonização.
Além disso, o IFMS também colaborou para que estudantes das redes municipal e estadual tivessem um espaço próprio para apresentar suas produções científicas por meio das Feiras de Ciência e Tecnologia, realizadas nos 10 campi da instituição. Em Coxim, a feira local (Fecintecx) recebeu mais de 244 trabalhos desde 2014, desenvolvidos por estudantes do ensino fundamental, médio e técnico integrado, de escolas públicas e privadas do município e região.
As inscrições para a edição 2019 seguem abertas e podem ser feitas por meio do Sistema de Submissão pelo orientador do projeto de pesquisa, que precisa ter vínculo empregatício com instituições de ensino ou ser servidor público. Todas as regras de participação estão disponíveis no edital publicado na Central de Seleção. 
 

Educação

Enem 2026: inscrições terminam em 5 de junho e taxa de R$ 85 pode ser paga até dia 10

Candidatos devem se inscrever na Página do Participante; prova será aplicada nos domingos 8 e 15 de novembro.

Enem 2026: inscrições terminam em 5 de junho e taxa de R$ 85 pode ser paga até dia 10

29 de maio de 2026

Enem 2026: inscrições terminam em 5 de junho e taxa de R$ 85 pode ser paga até dia 10

 

Continue Lendo...

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 seguem abertas até 5 de junho, na Página do Participante. A taxa é de R$ 85 e pode ser paga até 10 de junho. As provas estão marcadas para os domingos 8 e 15 de novembro.

Prazo e pagamento

Após a inscrição, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) no valor de R$ 85. O pagamento pode ser feito entre 25 de maio e 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto, em bancos, casas lotéricas e aplicativos bancários.

A inscrição só é confirmada após o processamento do pagamento da taxa. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e uso de nome social.

Quem precisa confirmar a participação

Estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas têm inscrição automática, mas precisam confirmar a participação no sistema, escolher a opção de língua estrangeira e informar, se necessário, recursos de acessibilidade ou nome social.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), candidatos com pedido de isenção aprovado também devem confirmar a participação na Página do Participante.

Aplicação das provas

O Inep informou que pretende ampliar para cerca de 10 mil o número de locais de aplicação do exame em todo o país. A estimativa é que aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública façam a prova na própria escola em que estudam.

Uso da nota

O Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica e é usado como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do exame em seus processos seletivos. Desde 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.

As notas individuais também podem ser usadas em processos seletivos de instituições portuguesas conveniadas com o Inep.

Educação

Senado aprova reajuste do piso nacional dos professores para R$ 5,1 mil em 2026

O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor...

Senado aprova reajuste do piso nacional dos professores para R$ 5,1 mil em 2026

27 de maio de 2026

Senado aprova reajuste do piso nacional dos professores para R$ 5,1 mil em 2026

 

Continue Lendo...

O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor representa um aumento de 5,4% em relação ao piso anterior, fixado em R$ 4.867,77.

A proposta foi analisada pelo Congresso Nacional e recebeu alterações durante a tramitação. Por isso, o texto foi convertido em projeto de lei e seguirá agora para sanção do presidente da República.

O reajuste beneficia professores da rede pública da educação básica em todo o país e segue a política nacional de valorização do magistério. O piso salarial é válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais.

Segundo o governo federal, a atualização busca garantir a recomposição salarial da categoria e fortalecer a valorização dos profissionais da educação.

Após a sanção presidencial, o novo valor passará a valer oficialmente para o ano de 2026.