quinta, 04 de junho, 2026
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No Setembro Azul comemora-se a visibilidade das pessoas Surdas do Brasil, representadas pela Comunidade Surda Brasileira que no decorrer da história foram privadas de seus direitos linguístico-culturais em prol de uma cultura baseada no ouvintismo, que desconsiderava a especificidade linguística e cultural das pessoas com surdez. Nesse contexto, os Surdos sempre lutaram pelo reconhecimento e disseminação de sua língua, de sua cultura e pelo acesso a uma sociedade mais justa e inclusiva. É com esse espírito de luta que o Setembro Azul marca a trajetória e as conquistas que têm sido muitas. Dentre elas, cabe destacar a oficialização da Língua de Sinais Brasileira através da Lei da Libras 10.436/2002 e do Decreto 5626/2005. Somam-se a essas conquistas, a Lei 12. 319/2010 que regulamenta a profissão do Tradutor e Intérprete de Libras e, mais recentemente a Lei 14.191/2021, que trata da Educação Bilíngue para os Surdos. A escolha do mês de setembro está relacionada às datas especiais como o aniversário da Lei do Tradutor e Intérprete no dia 1º, o Dia Mundial da Língua de Sinais, no dia 10, o Dia do Tradutor e Intérprete de Libras, no dia 30 e o Dia Nacional do Surdo, comemorado no dia 26 de setembro que também é uma homenagem à criação do Instituto Nacional dos Surdos do Brasil, inaugurado no século XIX na cidade do Rio de Janeiro. A simbologia da cor azul remete a um passado triste na história da humanidade, que foi a Segunda Guerra Mundial em que as pessoas com deficiência eram identificadas através de uma faixa azul no braço, e por não corresponderem ao ideal de perfeição eram condenadas à morte. Dessa forma, a Comunidade Surda Brasileira utiliza essa simbologia para representar a sua força e sua resistência contra aqueles que preferem viver na ignorância a reconhecer que vivemos em uma sociedade em que a diversidade é evidente e que todos devem ser respeitados em suas especificidades. Profa. Dra. Veronice Batista dos Santos.
Educação
Candidatos devem se inscrever na Página do Participante; prova será aplicada nos domingos 8 e 15 de novembro.
29 de maio de 2026
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 seguem abertas até 5 de junho, na Página do Participante. A taxa é de R$ 85 e pode ser paga até 10 de junho. As provas estão marcadas para os domingos 8 e 15 de novembro.
Após a inscrição, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) no valor de R$ 85. O pagamento pode ser feito entre 25 de maio e 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto, em bancos, casas lotéricas e aplicativos bancários.
A inscrição só é confirmada após o processamento do pagamento da taxa. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e uso de nome social.
Estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas têm inscrição automática, mas precisam confirmar a participação no sistema, escolher a opção de língua estrangeira e informar, se necessário, recursos de acessibilidade ou nome social.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), candidatos com pedido de isenção aprovado também devem confirmar a participação na Página do Participante.
O Inep informou que pretende ampliar para cerca de 10 mil o número de locais de aplicação do exame em todo o país. A estimativa é que aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública façam a prova na própria escola em que estudam.
O Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica e é usado como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do exame em seus processos seletivos. Desde 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.
As notas individuais também podem ser usadas em processos seletivos de instituições portuguesas conveniadas com o Inep.
Educação
O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor...
27 de maio de 2026
O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor representa um aumento de 5,4% em relação ao piso anterior, fixado em R$ 4.867,77.
A proposta foi analisada pelo Congresso Nacional e recebeu alterações durante a tramitação. Por isso, o texto foi convertido em projeto de lei e seguirá agora para sanção do presidente da República.
O reajuste beneficia professores da rede pública da educação básica em todo o país e segue a política nacional de valorização do magistério. O piso salarial é válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais.
Segundo o governo federal, a atualização busca garantir a recomposição salarial da categoria e fortalecer a valorização dos profissionais da educação.
Após a sanção presidencial, o novo valor passará a valer oficialmente para o ano de 2026.