quinta, 04 de junho, 2026
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Profissionais da Educação Pública de Coxim aderem hoje (22) ao movimento nacional pela manutenção da democracia e pela luta e garantia dos direitos do trabalhadores em Educação. A paralização atinge todos os setores da classe.
A luta da categoria é contra a PEC 241/2016 que congela os gastos públicos por 20 anos para pagar a dívida pública, a PLP 257 que recai sobre os trabalhadores, servidores e serviços públicos como em áreas essenciais à população brasileira como saúde e educação, além é claro, da reforma da previdência que altera a idade mínima de aposentadoria da classe de 65 para homens e mulheres.
A medida que afeta diretamente todos os trabalhadores em Educação, beneficiará Estados e Municípios que deixarão de pagar o piso nacional dos professores através de um programa batizado de “Travessia Social”. Subjetivamente seria uma espécie de ‘bônus’ aos docentes que, teoricamente, ‘melhorassem’ o desempenho dos alunos e também ‘aperfeiçoassem’ suas práticas pedagógicas. As medidas de acordo com a FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do SUL), apoiadora da paralização, são um engodo, uma falácia.
De acordo com Mara Núbia, presidente do SIMTED de Coxim (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), o congelamento afeta sobremaneira as áreas da Educação e Saúde prejudicando ao servidores que terão seus direitos extintos depois de 200 anos de lutas e conquistas. “É um grande retrocesso que o governo federal está cometendo contra os trabalhadores da educação. Não temos nada a ver com as mazelas que estão acontecendo no país. Não podemos pagar o pato por isso”, lembrou ela.
Para a vice-presidente regional do SIMTED, Tereza Cristina, tirar os concursos públicos e os direitos do trabalhadores promovendo o congelamento é uma verdadeira afronta contra a categoria, pois ao invés de onerar o empresariado brasileiro, o governo Temer prefere descontar dos profissionais da educação.
Tereza Cristina deixou bem claro à reportagem do Diário do Estado que o movimento não tem cunho político e não defende A ou B. Segundo ela, a paralização é pela manutenção dos direitos trabalhistas e não tem nada a ver com o momento eleitoral ou partido político.
“O atual governo está querendo enfiar essas novas regras goela abaixo, e isso nós não aceitamos”, pontuou.
Para finalizar, a presidente do SIMTED de Coxim, Mara Núbia deixou um recado da categoria parafraseando o antropólogo, escritor e educador Darcy Ribeiro que disse “Só há duas opções nesta vida: resignar-se ou indignar-se. E eu não vou me resignar nunca”.
O movimento está previsto para acontecer a partir das 7h30, no cruzamento da Avenida Virgínia Ferreira com Rua Afonso Costa Campos com panfletagem e percorrer as principais ruas da cidade.
Educação
Candidatos devem se inscrever na Página do Participante; prova será aplicada nos domingos 8 e 15 de novembro.
29 de maio de 2026
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 seguem abertas até 5 de junho, na Página do Participante. A taxa é de R$ 85 e pode ser paga até 10 de junho. As provas estão marcadas para os domingos 8 e 15 de novembro.
Após a inscrição, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) no valor de R$ 85. O pagamento pode ser feito entre 25 de maio e 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto, em bancos, casas lotéricas e aplicativos bancários.
A inscrição só é confirmada após o processamento do pagamento da taxa. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e uso de nome social.
Estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas têm inscrição automática, mas precisam confirmar a participação no sistema, escolher a opção de língua estrangeira e informar, se necessário, recursos de acessibilidade ou nome social.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), candidatos com pedido de isenção aprovado também devem confirmar a participação na Página do Participante.
O Inep informou que pretende ampliar para cerca de 10 mil o número de locais de aplicação do exame em todo o país. A estimativa é que aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública façam a prova na própria escola em que estudam.
O Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica e é usado como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do exame em seus processos seletivos. Desde 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.
As notas individuais também podem ser usadas em processos seletivos de instituições portuguesas conveniadas com o Inep.
Educação
O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor...
27 de maio de 2026
O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor representa um aumento de 5,4% em relação ao piso anterior, fixado em R$ 4.867,77.
A proposta foi analisada pelo Congresso Nacional e recebeu alterações durante a tramitação. Por isso, o texto foi convertido em projeto de lei e seguirá agora para sanção do presidente da República.
O reajuste beneficia professores da rede pública da educação básica em todo o país e segue a política nacional de valorização do magistério. O piso salarial é válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais.
Segundo o governo federal, a atualização busca garantir a recomposição salarial da categoria e fortalecer a valorização dos profissionais da educação.
Após a sanção presidencial, o novo valor passará a valer oficialmente para o ano de 2026.