sábado, 25 de julho, 2026
(67) 99983-4015
O Ensino Médio em Mato Grosso do Sul passará a seguir um novo modelo a partir de 2026. As mudanças, definidas pelo Conselho Estadual de Educação, reorganizam a estrutura das aulas, ampliam a carga horária das disciplinas obrigatórias e incluem a possibilidade de os estudantes escolherem áreas de aprofundamento ao longo da formação.
Conforme o parecer orientativo, publucado no DOE (Diário Oficial do Estado) desta sexta-feira (27), as mudanças visam orientar escolas e sistemas de ensino na aplicação das DCNEM (Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio), alinhadas à legislação federal atualizada.
As novas regras foram atualizadas após a reforma aprovada em 2024, que buscou corrigir problemas da versão implementada entre 2021 e 2023.
Novo Ensino Médio
O modelo mantém o Ensino Médio como um direito social e reforça a necessidade de uma formação integral, voltada à cidadania, ao trabalho e à continuidade dos estudos.
A estrutura passa a ser dividida em duas partes; a FGB (Formação Geral Básica), com no mínimo 2.400 horas de disciplinas obrigatórias e Itinerários Formativos, com pelo menos 600 horas, que permitem ao estudante escolher áreas de interesse ou seguir formação técnica.
Ao todo, a carga horária mínima continua sendo de 3 mil horas nos três anos. Já na EJA (Educação de Jovens e Adultos), a carga horária mínima será de 1.200 na oferta do Ensino Médio 2.400 horas, quando organizado com Itinerário Formativo de Educação Profissional Técnica de Nível
Médio.
Disciplinas obrigatórias voltam a ganhar espaço
Uma das principais mudanças é o reforço das matérias tradicionais, obrigatórias em todos os anos do Ensino Médio. Entre os componentes obrigatórios estão:
-Português, Inglês, Arte e Educação Física
-Matemática
-Biologia, Física e Química
-História, Geografia, Filosofia e Sociologia
Assim, o novo modelo amplia o tempo dedicado a essas disciplinas, que antes tinham carga reduzida.
Escolha de áreas e projetos práticos
Em paralelo, os estudantes poderão escolher os chamados itinerários formativos, que aprofundam o aprendizado em áreas como:
-Linguagens
-Matemática
-Ciências da Natureza
-Ciências Humanas
-Formação técnica e profissional
De acordo com a SED (Secretaria de Estado de Educação), atividades ocorrerão principalmente por meio de projetos integradores, que conectam teoria e prática e incentivam a participação ativa dos alunos.
Ensino técnico
O novo formato também regulamenta a oferta de ensino técnico dentro do Ensino Médio. As escolas poderão oferecer cursos técnicos ou qualificações profissionais, desde que autorizadas. Nesses casos, os estudantes podem receber certificados ao longo do percurso, mas o diploma técnico só será concedido ao final do curso completo.
Na oferta do Itinerário Formativo Profissional organizado por curso técnico, a carga horária da Formação Geral Básica deverá garantir, no mínimo, 2.100 horas quando o curso técnico tiver duração de 1.000 ou 1.200 horas. Já nos casos em que o curso técnico tiver carga horária de 800 horas, a FGB deverá ter, no mínimo, 2.200 horas.
No Ensino Médio regular em tempo parcial, será permitida a contabilização simultânea de até 300 horas entre a carga da Formação Geral Básica e a do itinerário, exclusivamente para cursos técnicos com 1.000 ou 1.200 horas.
O que muda na prática?A nova legislação define:
-3 mil horas totais ao longo do Ensino Médio (cerca de 1.000 por ano);
-2.400 horas obrigatórias para disciplinas gerais (antes eram até 1.800);
-600 horas para itinerários formativos (antes podiam chegar a 1.200).
Ou seja, o currículo volta a dar mais peso às disciplinas básicas, enquanto mantém a possibilidade de escolha pelos alunos.
Regras de transição
Alunos que já estão no Ensino Médio poderão continuar no modelo antigo. Já os estudantes que ingressarem a partir de 2026 deverão seguir a nova estrutura. Também será possível migrar para o novo formato, desde que não haja prejuízo no tempo de conclusão, conforme previsto no parecer orientativo.
A adoção das novas diretrizes será obrigatória em todo o Sistema Estadual de Ensino. Com isso, as escolas deverão atualizar seus projetos pedagógicos, regimentos e organização curricular.
O Conselho orienta ainda que dúvidas sobre a aplicação das regras sejam encaminhadas ao próprio órgão, para garantir que a implementação ocorra de forma padronizada em todo o estado."
Midiamax
Educação
Entrega pode ser presencial ou on-line, conforme a instituição. Programa oferece 471.304 bolsas no 2º semestre de 2026.
23 de julho de 2026
Candidatos pré-selecionados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre de 2026 têm até esta sexta-feira (24) para entregar, na instituição privada de ensino superior, a documentação que comprove as informações declaradas na inscrição. O resultado da primeira chamada foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) em 15 de julho.
Os candidatos podem verificar no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na área do Prouni, se constam na lista da primeira chamada.
A documentação exigida está descrita no edital do processo seletivo. A entrega pode ser feita presencialmente na faculdade ou enviada por meio virtual/eletrônico, conforme definido pela instituição.
Ao receber os documentos, a instituição deve emitir um comprovante de entrega ao candidato.
A instituição também pode solicitar documentos complementares.
O Prouni oferece bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.
Neste segundo semestre, são ofertadas 471.304 bolsas em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas. Do total, 219.725 são integrais e 251.579, parciais.
O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos.
Foram ofertadas 35.365 bolsas para pessoas com deficiência e 188.880 para pretos, pardos e indígenas. Para ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas.
Quem não foi convocado na primeira chamada pode participar da segunda chamada ou manifestar interesse na lista de espera.
Após as duas chamadas, candidatos não pré-selecionados ou com inscrição indeferida podem disputar bolsas eventualmente não preenchidas, conforme critérios do edital.
Estudantes contemplados com bolsa parcial podem usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para complementar o pagamento da mensalidade, desde que o curso e a instituição ofereçam essa possibilidade.
O MEC definiu o seguinte cronograma para o Prouni 2/2026: comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na primeira chamada (15 a 24 de julho); resultado da segunda chamada (5 de agosto); comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na segunda chamada (5 a 14 de agosto); lista de espera (26 e 27 de agosto); resultado da lista de espera (1º de setembro); comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera (1º a 14 de setembro).
O Prouni é voltado ao estudante brasileiro sem diploma de curso superior. Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.
A classificação considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As regras do processo seletivo do segundo semestre constam no edital público do MEC nº 51/2026.
Educação
Os estudantes aprovados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) referente ao segundo semestre de 2026 precisam ficar atentos ao calendário. O período para...
20 de julho de 2026
Os estudantes aprovados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) referente ao segundo semestre de 2026 precisam ficar atentos ao calendário. O período para comprovação das informações prestadas durante a inscrição termina nesta sexta-feira, e o cumprimento dessa etapa é indispensável para garantir a bolsa de estudos.
Após a divulgação da lista de pré-selecionados, os candidatos devem apresentar à instituição de ensino escolhida todos os documentos exigidos para confirmar os dados informados no momento da inscrição. A conferência envolve informações como renda familiar, escolaridade, identificação pessoal e demais critérios previstos pelo programa.
A documentação pode ser entregue conforme os procedimentos definidos por cada universidade ou faculdade, que poderá realizar o atendimento de forma presencial, digital ou combinar os dois formatos. Por isso, a recomendação é que o estudante consulte diretamente a instituição para verificar as orientações e evitar contratempos.
O Ministério da Educação alerta que a ausência da documentação, a entrega fora do prazo ou a constatação de informações incompatíveis com as declaradas na inscrição podem resultar na perda da vaga, abrindo espaço para a convocação de candidatos da lista de espera ou das chamadas seguintes.
Criado para ampliar o acesso ao ensino superior privado, o Prouni concede bolsas integrais e parciais a estudantes que atendem aos critérios socioeconômicos estabelecidos pelo programa. A iniciativa beneficia milhares de brasileiros todos os semestres e representa uma oportunidade para quem busca ingressar na graduação sem arcar com o valor integral das mensalidades.
Os candidatos que não forem contemplados nesta primeira convocação ainda devem acompanhar o cronograma oficial, já que novas chamadas poderão ocorrer após a conclusão da etapa de comprovação documental.
A orientação é que os estudantes não deixem a entrega dos documentos para os últimos dias, garantindo tempo para corrigir eventuais pendências e assegurar a participação no processo seletivo.