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Com tecnologia e inclusão, ensino público quebra paradigmas para construir escola do futuro

A metodologia aplicada, as atividades oferecidas, a infraestrutura para que tudo isso aconteça, os recursos humanos e até a alimentação fazem parte de uma gama de elementos capazes de ofertar um conhecimento e preparação integral para os estudantes.

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21 de setembro de 2023

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(gov.ms)

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Subir a rampa na entrada da Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado hoje é mais que chegar a um colégio tradicional da rede pública sul-mato-grossense. Se outrora o local fora lembrado apenas por sua arquitetura inspiradora, assinada por Niemeyer, agora o espaço vai além: referência em inovação, tem a digitalização como instrumento de aperfeiçoamento do ensino, que aliados a outros elementos, conta com a inclusão como seu principal mote.
O conceito de 'Escola do Futuro' que a Rede Estadual de Ensino vem ampliando dia a dia, mês a mês em todo Mato Grosso do Sul, passa pelo advento da tecnologia e todos os seus benefícios, mas vai mais adiante com um modelo onde direção e professores são mais acessíveis aos estudantes, que também possuem participação ativa e integral na rotina escolar. Para atender quase 190 mil estudantes, os investimentos em educação nas 348 unidades escolares chegam a R$ 2,733 bilhões.
Tudo começa na sala de aula com uma formatação diferente. No lugar do quadro preenchido com giz, frente a carteiras dispersas em frente, meio e fundo da sala, entram lousas digitais conectadas à internet. Ao lado, um quadro branco de preenchimento com canetão auxilia o professor, assim como outro quadro, de vidro, fica no fundo.
"A lousa digital auxilia muito. Os alunos podem participar mais, ir até a lousa e fazer junto ao professor experimentos e simulações nesse formato digital. Ajuda a entender o conhecimento, ver o que está acontecendo. Você pode colocar várias mídias, Power Point com animações. É bem útil e incentiva a interação do aluno com o conhecimento", comenta o professor de Física, Marco Aurélio Marques, que aprova o modelo e o vê como um diferencial.
"Na escola tradicional, o aluno fica da porta para o fundo e o quadro na frente. Agora não, tendo a frente e o fundo nesse formato, a sala fica maior, fica mais dinâmica. Você interage mais, o aluno procura, vai onde está o professor. Não tem mais grupos de fundão. A sala está espalhada, ficou bastante interessante", completa o Marques. Se em uma ponta os professores se sentem agraciados com as novas tecnologias que chegam às escolas, na outra estão os estudantes, os principais beneficiados com as mudanças que a 'Escola do Futuro' trouxe para as escolas estaduais de Mato Grosso do Sul.
"São tecnologias que facilitam bastante. Você aprende mais na prática, não fica só na teoria. Em Matemática, que eu tenho mais dificuldade, isso ajuda bastante a fazer as contas sem tanta dificuldade. Na aula de Física a gente consegue contar quantidades com mais facilidade, algo que no quadro normal é mais difícil", comenta Vitor Alexander.
Aluno do 1°C do Maria Constança, Vitor tem 16 anos e chegou este ano a escola, oriundo da rede municipal. "Esse ensino diferente que peguei aqui certamente vai me ajudar bastante. Tenho dificuldade na área de exatas, então não posso reclamar. Essa tecnologia atrai mais os alunos", conclui o jovem, enquanto faz cálculos de densidade na lousa digital. Ser uma escola de ensino integral vai além de oferecer turno e contraturno dentro dos muros escolares. A metodologia aplicada, as atividades oferecidas, a infraestrutura para que tudo isso aconteça, os recursos humanos e até a alimentação fazem parte de uma gama de elementos capazes de ofertar um conhecimento e preparação integral para os estudantes.  "Quando a gente fala em escola do futuro, ela envolve tecnologia, mas não é tecnologia solta. Tem que ter um objetivo. É uma escola que atrai o estudante. Então, qual que é o nosso foco na escola do futuro? É ter um espaço de aprendizagem que o estudante explore a conectividade, é uma escola que trata o lixo, que faz conexão com gás natural. Estamos começando a instalar energia solar nas escolas", frisa o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher.
O chefe da pasta ainda destaca que existem conceitos que aplicados nas escolas são vivenciados pelos alunos e, assim, carregados por eles durante toda a vida. Isso reflete posteriormente em várias situações, até nas práticas correntes do mercado de trabalho.

Educação

Enem 2026: inscrições terminam em 5 de junho e taxa de R$ 85 pode ser paga até dia 10

Candidatos devem se inscrever na Página do Participante; prova será aplicada nos domingos 8 e 15 de novembro.

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29 de maio de 2026

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As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 seguem abertas até 5 de junho, na Página do Participante. A taxa é de R$ 85 e pode ser paga até 10 de junho. As provas estão marcadas para os domingos 8 e 15 de novembro.

Prazo e pagamento

Após a inscrição, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) no valor de R$ 85. O pagamento pode ser feito entre 25 de maio e 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto, em bancos, casas lotéricas e aplicativos bancários.

A inscrição só é confirmada após o processamento do pagamento da taxa. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e uso de nome social.

Quem precisa confirmar a participação

Estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas têm inscrição automática, mas precisam confirmar a participação no sistema, escolher a opção de língua estrangeira e informar, se necessário, recursos de acessibilidade ou nome social.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), candidatos com pedido de isenção aprovado também devem confirmar a participação na Página do Participante.

Aplicação das provas

O Inep informou que pretende ampliar para cerca de 10 mil o número de locais de aplicação do exame em todo o país. A estimativa é que aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública façam a prova na própria escola em que estudam.

Uso da nota

O Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica e é usado como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do exame em seus processos seletivos. Desde 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.

As notas individuais também podem ser usadas em processos seletivos de instituições portuguesas conveniadas com o Inep.

Educação

Senado aprova reajuste do piso nacional dos professores para R$ 5,1 mil em 2026

O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor...

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27 de maio de 2026

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O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor representa um aumento de 5,4% em relação ao piso anterior, fixado em R$ 4.867,77.

A proposta foi analisada pelo Congresso Nacional e recebeu alterações durante a tramitação. Por isso, o texto foi convertido em projeto de lei e seguirá agora para sanção do presidente da República.

O reajuste beneficia professores da rede pública da educação básica em todo o país e segue a política nacional de valorização do magistério. O piso salarial é válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais.

Segundo o governo federal, a atualização busca garantir a recomposição salarial da categoria e fortalecer a valorização dos profissionais da educação.

Após a sanção presidencial, o novo valor passará a valer oficialmente para o ano de 2026.