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Bônus por CEP na nota do Enem pune quem mora longe

O critério adotado por essas instituições é incongruente com o próprio SISU

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8 de fevereiro de 2016

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G1

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Diversas universidades participantes do SISU (Sistema de Seleção Unificada para o ensino superior) têm adotado o “bônus por CEP” na nota do Enem. Nessa regra insólita, os candidatos que cursaram o ensino médio em municípios que ficam próximos à instituição ganham um percentual a mais na nota que alcançaram no Enem, ou têm um certo número de vagas reservadas exclusivamente para eles.

O critério destas instituições é incongruente com o próprio SISU, mecanismo criado pelo MEC para, através de um único exame aplicado a todos os candidatos, possibilitar o acesso de estudantes de diferentes regiões brasileiras às melhores universidades do país, segundo seu desempenho na prova.

O MEC prevê autonomia para que as instituições atribuam bônus às notas dos candidatos, mas isso deveria ser vinculado a critérios acadêmicos, relacionados a competências essenciais para os cursos. Por exemplo, faculdades de Engenharia que dão maior valor à nota da prova de Matemática, ou cursos de Direito que colocam mais peso sobre o resultado da Redação, e assim por diante.

Se o CEP contar pontos a mais só para alguns candidatos, a seleção para a universidade vira bairrismo e coloca em risco a equidade. Ao premiar os que moram mais perto, esse critério exclui muitos jovens com desempenho superior que poderiam preferir migrar para outras cidades por terem conquistado, de forma legítima, melhores oportunidades educacionais.

Educação

Enem 2026: inscrições terminam em 5 de junho e taxa de R$ 85 pode ser paga até dia 10

Candidatos devem se inscrever na Página do Participante; prova será aplicada nos domingos 8 e 15 de novembro.

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As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 seguem abertas até 5 de junho, na Página do Participante. A taxa é de R$ 85 e pode ser paga até 10 de junho. As provas estão marcadas para os domingos 8 e 15 de novembro.

Prazo e pagamento

Após a inscrição, o sistema gera a Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) no valor de R$ 85. O pagamento pode ser feito entre 25 de maio e 10 de junho, por Pix, cartão de crédito, débito ou boleto, em bancos, casas lotéricas e aplicativos bancários.

A inscrição só é confirmada após o processamento do pagamento da taxa. O prazo também vale para pedidos de atendimento especializado e uso de nome social.

Quem precisa confirmar a participação

Estudantes que estão concluindo o ensino médio em escolas públicas têm inscrição automática, mas precisam confirmar a participação no sistema, escolher a opção de língua estrangeira e informar, se necessário, recursos de acessibilidade ou nome social.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), candidatos com pedido de isenção aprovado também devem confirmar a participação na Página do Participante.

Aplicação das provas

O Inep informou que pretende ampliar para cerca de 10 mil o número de locais de aplicação do exame em todo o país. A estimativa é que aproximadamente 80% dos estudantes da rede pública façam a prova na própria escola em que estudam.

Uso da nota

O Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim da educação básica e é usado como principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do exame em seus processos seletivos. Desde 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima exigida em cada área do conhecimento e na redação.

As notas individuais também podem ser usadas em processos seletivos de instituições portuguesas conveniadas com o Inep.

Educação

Senado aprova reajuste do piso nacional dos professores para R$ 5,1 mil em 2026

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O Senado Federal aprovou ontem, (26) a medida provisória que reajusta o piso salarial nacional dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O novo valor representa um aumento de 5,4% em relação ao piso anterior, fixado em R$ 4.867,77.

A proposta foi analisada pelo Congresso Nacional e recebeu alterações durante a tramitação. Por isso, o texto foi convertido em projeto de lei e seguirá agora para sanção do presidente da República.

O reajuste beneficia professores da rede pública da educação básica em todo o país e segue a política nacional de valorização do magistério. O piso salarial é válido para profissionais com jornada de 40 horas semanais.

Segundo o governo federal, a atualização busca garantir a recomposição salarial da categoria e fortalecer a valorização dos profissionais da educação.

Após a sanção presidencial, o novo valor passará a valer oficialmente para o ano de 2026.