sábado, 25 de julho, 2026
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A região norte de Mato Grosso do Sul é marcada pela diversidade cultural, com influências indígenas, pantaneiras e sertanejas, além das paisagens do Cerrado e do Pantanal. Com um potencial econômico em expansão, o território é estratégico para fomentar a economia criativa como alternativa de desenvolvimento sustentável. Foi com esse objetivo que o Sebrae/MS lançou nesta terça-feira (15), em Coxim, o projeto “Raízes Criativas”, iniciativa inédita voltada à valorização de talentos locais e geração de renda por meio da cultura.
O evento de lançamento reuniu cerca de 110 pessoas, entre autoridades e representantes da economia criativa, como artesãos, artistas, produtores rurais, empreendedores e ribeirinhos – que são o público-alvo do projeto. A ação conta com parcerias estratégicas, como Prefeitura de Coxim, Fórum de Arte e Cultura do Município (Forarte), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) e Associação Comercial e Industrial de Coxim (ACIAC).
De acordo com o vice-presidente regional do Sistema Fiems e conselheiro do Sebrae/MS, Luiz Claudio Sabedotti Fornari, a iniciativa valoriza os talentos locais. “O projeto oportuniza que as pessoas desenvolvam seus talentos, seja no artesanato, na música ou na culinária, e levem a identidade do Pantanal para o mundo, com apoio do Sebrae. É uma nova era para a borda pantaneira, valorizando os produtos de raiz e o sentimento de quem vive aqui”, reforçou.
O projeto oportuniza que as pessoas desenvolvam seus talentosPara a diretora-técnica do Sebrae/MS, Sandra Amarilha, o projeto visa transformar o potencial cultural e econômico da região Norte em oportunidades de negócios. “O Raízes Criativas nasce para a população da borda pantaneira, com o objetivo de transformar saberes locais e expressões culturais em negócios. É a chance de alinhar talento e tradição a uma estratégia de potência econômica, gerando renda e valorizando o conhecimento da nossa gente”, afirmou a diretora.
A economia criativa é um setor que transforma ideias e talentos em produtos e serviços com valor cultural e econômico, abrangendo áreas como música, artesanato, gastronomia, design, audiovisual e turismo cultural. Em expansão no Brasil e no mundo, é formada majoritariamente por pequenos negócios e representa um instrumento de inclusão produtiva. Na região norte de Mato Grosso do Sul, esse segmento conta com 1.411 pequenos negócios formalizados, distribuídos em 12 municípios: Alcinópolis, Bandeirantes, Camapuã, Chapadão do Sul, Costa Rica, Coxim, Figueirão, Paraíso das Águas, Pedro Gomes, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste e Sonora.
“Estamos felizes por esse momento de valorização da nossa cultura. O norte de Mato Grosso do Sul é uma potência econômica, isso é fato. Esse projeto só tem a avançar no empreendedorismo e todos vão ganhar com isso”, complementa o secretário de Desenvolvimento Sustentável de Coxim, Saimon Cândido.
Uma das empresárias da economia criativa da região, Letícia Coronel, que empreende com produtos naturais, aposta no projeto para crescer na área. “Participar desse projeto vai abrir novos horizontes para mim, quero estar presente em toda a programação. Valorizar e inovar a partir das nossas raízes é importante não só para Coxim, mas para toda a região norte”, afirmou a empresária.
As ações previstas pelo Raízes Criativas até dezembro de 2025 incluem rodadas de negócios, criação de roteiros turísticos e culturais, capacitações em design de produtos artesanais (como cerâmica e couro de peixe), consultorias em demais programas do Sebrae, cursos sobre captação de recursos, apoio a eventos culturais, fortalecimento do turismo e da gastronomia regional, entre outros. O encerramento do projeto será marcado pela 1ª Feira da Economia Criativa da Região Norte, consolidando os resultados alcançados.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.
Economia
Concurso 3.035 foi sorteado em São Paulo; em Mato Grosso do Sul, 54 apostas acertaram a quadra em 26 municípios.
24 de julho de 2026
Uma aposta registrada em Bonito acertou cinco das seis dezenas da Mega-Sena e ganhou R$ 41.401,04 no concurso 3.035, sorteado em São Paulo na noite de quinta-feira (23). Como nenhuma aposta acertou as seis dezenas, o prêmio principal acumulou e pode chegar a R$ 70 milhões no próximo sorteio, previsto para domingo.
Os números sorteados foram 5, 7, 17, 51, 56 e 59. Em todo o país, 49 apostas acertaram a quina, com prêmio de R$ 41.401,04 para cada bilhete.
A Caixa Econômica Federal (CEF) também registrou 4.056 apostas com quatro acertos, com prêmios a partir de R$ 824,44.
Em Mato Grosso do Sul, 54 apostas acertaram a quadra em 26 municípios, somando R$ 54.412,46 em prêmios. Campo Grande e Dourados tiveram nove bilhetes premiados cada.
Coxim, Ponta Porã e Três Lagoas registraram três apostas vencedoras por cidade. Amambai, Corumbá, Dois Irmãos do Buriti, Mundo Novo, Sidrolândia e Sonora tiveram duas quadras por município.
Também houve registros com uma quadra em Anastácio, Bonito, Caarapó, Camapuã, Cassilândia, Chapadão do Sul, Fátima do Sul, Iguatemi e Jardim. A relação inclui ainda Ladário, Miranda, Naviraí, Nova Andradina, Rio Verde de Mato Grosso e São Gabriel do Oeste.
A maioria das apostas com quatro acertos recebeu R$ 824,44. Seis registros feitos com sete números ou por meio de bolões renderam entre R$ 2.473,12 e R$ 2.473,32.
Segundo os dados do concurso, o valor acumulado chegou a R$ 61.587.911,42. Parte dos bilhetes foi registrada por canais eletrônicos e pelo internet banking da CEF, além de apostas feitas em casas lotéricas.