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Queda nas safras leva à retração da Região Sul no primeiro trimestre

Sudeste e Nordeste lideraram o crescimento regional no período.

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11 de agosto de 2022

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Agência Brasil, Fernando Fraga

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A Região Sul sofreu uma retração na atividade econômica no primeiro trimestre do ano, impactada pela forte estiagem e calor intenso, que comprometeram o desenvolvimento e a produtividade das lavouras. A avaliação é do Banco Central (BC) e consta no Boletim Regional, publicação trimestral que apresenta as condições da economia por regiões e por alguns estados do país, divulgada hoje (11).

De acordo com o BC, os principais condicionantes da economia do Sul registraram resultados mistos no primeiro trimestre de 2022. “Enquanto comércio e serviços contribuíram positivamente, a desaceleração da indústria e, principalmente, a redução da produção agrícola levaram à retração da atividade na margem”, diz a publicação.

O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Sul teve um recuo de 2,8% no primeiro trimestre do ano, ante o crescimento de 1% no trimestre anterior. Em 12 meses até março, o indicador expandiu 4,2%, “ainda favorecido pela base deprimida de comparação”.

“As quebras nas colheitas de soja, arroz e primeira safra de milho, que são apropriadas no início do ano, consistiram nas causas fundamentais do recuo”, avaliou o BC. “De acordo com os indicadores estaduais, o decréscimo da atividade regional foi liderado pelo RS, em razão, primordialmente, da queda nas safras de verão”, completa.

Também houve uma retração, menos intensa, no Norte, e uma desaceleração da economia no Centro-Oeste.

O IBCR do Norte variou negativamente 0,2% em relação ao trimestre anterior, quando teve aumento de 0,2%, influenciado pela retração da indústria mineral do Pará, segundo o BC. O indicador paraense recuou 2,2% na mesma base de comparação, enquanto o do Amazonas expandiu 2,1%, impulsionado pelo aumento do consumo de serviços. Em 12 meses, o IBCR do Norte acumulou crescimento de 3,8%.

A economia do Centro-Oeste sustentou desempenho positivo no primeiro trimestre de 2022, com o IBCR apresentando alta de 0,7% frente ao trimestre anterior, quando teve crescimento de 1,6%. “Sobressaíram no período a agricultura, a indústria de transformação, o comércio e a administração pública. A agroindústria beneficiou-se da dinâmica sazonal do complexo da soja”, diz o Boletim Regional. No acumulado de 12 meses, o IBCR da região cresceu 4,9%.

Melhores desempenhos

As regiões Nordeste e Sudeste apresentaram bom desempenho, influenciados pela evolução positiva da indústria e dos serviços.

Segundo o BC, a atividade econômica nordestina manteve ritmo de expansão significativo no primeiro trimestre de 2022. O IBCR do Nordeste cresceu 1,8% no período, em patamar superior ao registrado no trimestre anterior, de 1,5%. Os destaques são a indústria de transformação e as atividades de serviços. “As condições do mercado de trabalho seguem melhorando, em ambiente de queda na taxa de desocupação”, diz o documento. Em 12 meses até março, o índice de atividade expandiu 4,6%.

No Sudeste, a atividade econômica também acelerou no início do ano, refletindo desempenho positivo do comércio e da indústria e crescimento mais intenso dos serviços. O IBCR do Sudeste avançou 1,7% no primeiro trimestre, em relação ao imediatamente anterior, quando teve crescimento de 0,6%.

“Dentre os estados, as maiores contribuições vieram de SP (1,9%) e MG (1,8%), sobressaindo também o crescimento da economia capixaba (3,4%), puxado pelo desempenho da indústria”, explicou o BC. No acumulado em 12 meses encerrados em março, a economia do Sudeste registrou expansão de 4,9%, “em grande medida devido à reduzida base de comparação”.

Avaliação nacional

Nacionalmente, para o Banco Central, o ritmo da atividade econômica surpreendeu positivamente no primeiro trimestre, com desempenho mais homogêneo entre as atividades. Já a inflação continuou pressionada, refletindo sobretudo aumentos dos preços dos alimentos e dos combustíveis

O Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) do período apontou ritmo de atividade acima do esperado, com crescimento de 1% em relação ao trimestre anterior, terceira alta consecutiva. No mesmo sentido, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central - Brasil (IBC-Br) variou 1% no primeiro trimestre do ano.

“Os indicadores de conjuntura da indústria, do comércio e de serviços apresentaram resultados positivos, em linha com a continuidade do processo de normalização das atividades mais atingidas pela pandemia, a trajetória de recuperação do mercado de trabalho e a expansão do consumo das famílias. Do lado negativo, a agropecuária recuou no primeiro trimestre, repercutindo a quebra parcial na safra de soja – produto com elevada participação no setor e com colheita concentrada no início do ano”, diz o Boletim Regional.

“Prospectivamente, novos estímulos ao consumo das famílias – saque extraordinário do FGTS e antecipação do 13º salário dos aposentados e pensionistas do INSS – e a perspectiva de avanço da agropecuária e da indústria extrativa, após quedas no início do ano, reforçam a expectativa de crescimento da atividade no segundo trimestre”, avaliou a autarquia.

Economia

Bolão de Campo Grande acerta quatro dezenas da Quina e prêmio principal acumula

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4 de junho de 2026

Bolão de Campo Grande acerta quatro dezenas da Quina e prêmio principal acumula

 

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Um bolão registrado em Campo Grande acertou quatro dezenas no concurso 7.042 da Quina, sorteado na noite de quarta-feira (3), e faturou R$ 31.770,30. Outros dois jogos de Mato Grosso do Sul também acertaram quatro números e receberam R$ 6.354,06 cada. Ninguém levou o prêmio principal, que acumulou.

Premiações em Mato Grosso do Sul

A aposta premiada em Campo Grande foi feita na Lotérica Kohatsu, no formato físico, com 25 cotas. As outras apostas vencedoras no Estado foram registradas em uma lotérica de Campo Grande, na Sorte Grande, e em Corumbá, na Lotérica Dom Pedro II.

Segundo a Caixa Econômica Federal (Caixa), 101 apostas acertaram quatro dezenas em todo o país no concurso. Outras 7.334 registraram três acertos e 157.696 fizeram dois acertos.

Dezenas sorteadas e acúmulo

Os números sorteados foram 10, 13, 25, 36 e 60. Com o resultado, o prêmio principal acumulou e a estimativa para o próximo concurso, marcado para sexta-feira, chegou a R$ 20 milhões.

Economia

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 3 nesta quarta-feira

Programa alcançará 19,08 milhões de famílias em maio, com pagamentos de R$ 600 e adicionais; valor médio vai a R$ 678,01.

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 3 nesta quarta-feira

20 de maio de 2026

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A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (20) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo é de R$ 600, e o benefício médio sobe para R$ 678,01 com os adicionais previstos no programa.

Programa alcança 19,08 milhões de famílias

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Bolsa Família vai atender 19,08 milhões de famílias neste mês, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

Além do valor mínimo, o programa prevê três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses para garantir a alimentação da criança.

Adicionais ampliam o valor do benefício

O Bolsonaro Família também paga acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes, R$ 50 por filho de 7 a 18 anos e R$ 150 por criança de até 6 anos.

No modelo tradicional, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês. As informações sobre data de pagamento, valor e composição das parcelas podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem.

Pagamento unificado em 217 cidades

Beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira, independentemente do NIS. A medida incluiu 124 municípios do Rio Grande do Norte, afetados pela seca.

Também foram contempladas cidades do Amazonas, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. Segundo o MDS, essas localidades foram atingidas por chuvas, estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade.

A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do ministério.

Regra de proteção atende 2,26 milhões de famílias

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão em maio na regra de proteção, que permite a continuidade do recebimento de 50% do benefício por até dois anos quando há melhora da renda familiar, desde que cada integrante receba até R$ 706.

Em maio, 159.248 novas famílias passaram a integrar a regra após aumento da renda. Desde 2025, o tempo de permanência foi reduzido de dois para um ano, mas a mudança vale apenas para famílias que entraram na transição a partir de junho de 2025.

Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará recebendo metade do benefício por dois anos.