quinta, 04 de junho, 2026
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O preço da carne bovina se mantém em alta nas casas de carnes, açougues e supermercados de Campo Grande. A arroba do gado registrou queda de 11% em relação ao mês passado, saindo de R$ 271 para R$ 241 em um intervalo de 30 dias.
No entanto, para o consumidor, a alta se mantém. Um mês após pesquisa da reportagem apontar que a picanha chegou a R$ 87,98, o quilo do corte continua sendo comercializado pelo mesmo valor.
Ontem, a reportagem pesquisou preços em supermercados, casas de carnes e açougues de Campo Grande, os mesmos consultados no dia 24 de novembro. Em todos os cortes, o maior valor se manteve o mesmo.
Alguns cortes apresentaram aumento no menor preço encontrado. É o caso da capa de contrafilé, que custava entre R$ 27,80 e R$ 35,98 há um mês, nesta segunda-feira, o menor valor para o quilo foi de R$ 30,90, o maior se manteve em R$ 35,98.
Outro corte em que a mesma mudança foi percebida é o de miolo de paleta. No mês passado, o quilo ia de R$ 28,98 a R$ 39,98 e ontem variava entre R$ 30,90 e R$ 39,98.
Entre os cortes mais caros não houve alteração nos preços, na comparação com o mês passado. A picanha é comercializada entre R$ 49,90 e R$ 87,98. O filé-mignon varia entre R$ 46,90 e R$ 82,98.
Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o preço da carne bovina subiu 59,15% em um ano em Mato Grosso do Sul.
Em novembro de 2019, a média de preços dos cortes bovinos, como patinho, coxão duro e coxão mole, era de R$ 21,79. No mês passado, os mesmos cortes custavam R$ 34,67 em média.
A supervisora técnica do Dieese em MS, Andreia Ferreira, acredita que os preços devem continuar em alta. “Pode ter uma redução, mas não acredito que voltaremos para preços como os do ano passado, pelo menos, não tão cedo”, considera.
QUEDA
Apesar da queda no preço da arroba do boi – na comparação mensal –, no intervalo anual há valorização de 33% no valor da arroba do boi e alta de 35% no preço da arroba da vaca.
Conforme o boletim técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), a arroba do boi gordo está cotada, em média, a R$ 241 e da vaca a R$ 229,33. Em dezembro de 2019, a arroba do boi custava R$ 180,83 e da vaca R$ 169,50.
O presidente da Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidores de Carnes (Assocarnes-MS), Regis Luís Comarella, também não acredita que os preços voltem ao mesmo patamar.
“Houve uma queda de preço nesse mês com o fechamento do mercado da China, porque eles só voltam a comprar em janeiro. E também voltamos a ter gado a pasto, isso levou a queda da arroba, que caiu em média 10% em relação a novembro. Mas não volta aos preços praticados no ano passado”, informa e complementa:
“Porque realmente houve uma redução na oferta de boi gordo e vaca, e isso fez com que a arroba se mantivesse em patamares mais elevados. Depende do consumo também, se a população tiver condições de pagar esse preço, ela [arroba] deve se manter em alta. Eu não acredito que se mantenha em todo o ano, a partir de fevereiro deve ter uma leve redução e depois deve subir só na entressafra de novo”, frisa Comarella.
CONSUMIDORES
Durante a visita aos locais, os trabalhadores informaram que perceberam uma queda na movimentação e nas vendas. Os consumidores afirmam que não há como consumir o mesmo que antes, em decorrência dos preços altos.
O aposentado José Benedito afirmou que não dá para fazer churrasco neste fim de ano. “A carne está muito cara, não tem como fazer churrasco nesse fim de ano para toda família não, o bolso não aguenta. Tem de optar pelas opções mais baratas, como frango e linguiça”, relatou.
Já a Sirlene da Costa diz que a solução é comprar pouco.
“Muito altos esses valores, os preços estão absurdos, não tem como comprar muito, tem de ficar comprando ‘picado’ se quiser comer”, disse.
Outro consumidor, que preferiu não se identificar, afirmou que para quem não vive sem a proteína animal tem sido difícil.
“Sou um consumidor assíduo de carne, para mim a carne bovina é essencial, mas nesse momento eu estou tentando diminuir o consumo, porque não consigo pagar esses valores”, informou.
ABATES
Os principais motivos para o aumento nos preços é a redução da oferta de animais e aumento das exportações.
Segundo o relatório de movimentação de bovinos da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Mato Grosso do Sul produziu 3,30 milhões de cabeças para abate, entre janeiro a novembro de 2020.
O número representou queda de 13,65% em relação ao mesmo período de 2019.
Do total de animais produzidos, 1,51 milhão foram vacas, o que representou queda de 18,8% em relação a 2019 e a participação foi 5,93% menor, equivalente a 45,75% do total de animais abatidos.
Relatório do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aponta que as indústrias inscritas no Serviço de Inspeção Federal (SIF) abateram 2,8 milhões de bovinos em Mato Grosso do Sul, entre janeiro e novembro de 2020, redução de 12,73% no comparativo com o ano anterior.
De janeiro a novembro, a exportação de carne bovina in natura totalizou US$ 652,7 milhões e 157,1 mil toneladas. Os números representam alta de 2,8% em relação ao valor de US$ 634,9 milhões de igual período de 2019 e queda de 8,18% no volume, frente as 171,1 mil toneladas do ano passado.
Economia
Programa alcançará 19,08 milhões de famílias em maio, com pagamentos de R$ 600 e adicionais; valor médio vai a R$ 678,01.
20 de maio de 2026
A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (20) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. O valor mínimo é de R$ 600, e o benefício médio sobe para R$ 678,01 com os adicionais previstos no programa.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Bolsa Família vai atender 19,08 milhões de famílias neste mês, com gasto de R$ 12,9 bilhões.
Além do valor mínimo, o programa prevê três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses para garantir a alimentação da criança.
O Bolsonaro Família também paga acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes, R$ 50 por filho de 7 a 18 anos e R$ 150 por criança de até 6 anos.
No modelo tradicional, os pagamentos ocorrem nos últimos dez dias úteis de cada mês. As informações sobre data de pagamento, valor e composição das parcelas podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem.
Beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira, independentemente do NIS. A medida incluiu 124 municípios do Rio Grande do Norte, afetados pela seca.
Também foram contempladas cidades do Amazonas, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Sergipe. Segundo o MDS, essas localidades foram atingidas por chuvas, estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade.
A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do ministério.
Cerca de 2,26 milhões de famílias estão em maio na regra de proteção, que permite a continuidade do recebimento de 50% do benefício por até dois anos quando há melhora da renda familiar, desde que cada integrante receba até R$ 706.
Em maio, 159.248 novas famílias passaram a integrar a regra após aumento da renda. Desde 2025, o tempo de permanência foi reduzido de dois para um ano, mas a mudança vale apenas para famílias que entraram na transição a partir de junho de 2025.
Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará recebendo metade do benefício por dois anos.
Economia
Notificação vale só para quem não foi localizado no sistema
18 de maio de 2026
Os aposentados, pensionistas e outros beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que precisam regularizar a prova de vida começaram a receber notificações pelo WhatsApp. O aviso é destinado apenas às pessoas que não tiveram dados recentes localizados pelos sistemas automáticos do governo. A mensagem é enviada pela conta oficial “Governo do Brasil”, identificada com selo azul de verificação, e também aparece na caixa postal do aplicativo Gov.br.

A prova de vida é um procedimento usado para confirmar que o beneficiário continua vivo e, assim, evitar fraudes e pagamentos indevidos. Desde 2022, o processo passou a ser feito automaticamente pelo cruzamento de informações em bases oficiais do governo, sem necessidade de comparecimento anual ao banco ou ao INSS para a maioria dos segurados.
Na prática, o sistema verifica se o cidadão realizou alguma movimentação recente, como vacinação, emissão de documentos, votação em eleições, renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou atendimento em órgãos públicos. Quando o governo não encontra nenhuma dessas informações atualizadas, o beneficiário é convocado para fazer a comprovação manualmente.
A atualização deve ser feita apenas por aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios de longa duração que receberam aviso oficial do governo. Quem não recebeu mensagem no WhatsApp, notificação no aplicativo Gov.br ou alerta no extrato bancário não precisa tomar nenhuma providência.
Segundo o INSS, os beneficiários convocados têm prazo para regularizar a situação e evitar problemas futuros no pagamento do benefício.
A prova de vida pode ser realizada das seguintes formas:
* Pelo aplicativo Meu INSS, para usuários com conta prata ou ouro no portal Gov.br;
* Pelo aplicativo Gov.br, com reconhecimento facial;
* No banco onde o beneficiário recebe aposentadoria, pensão ou auxílio;
* Pelo aplicativo da instituição financeira, nos bancos que oferecem biometria facial;
* Presencialmente na agência bancária responsável pelo pagamento.
No aplicativo Gov.br, o usuário deve acessar a opção “Prova de Vida”, verificar a pendência e seguir as orientações para validação facial.
O beneficiário pode verificar se a situação está regularizada pelos seguintes canais:
• Site ou aplicativo Meu INSS, na área “Prova de Vida”;
• Central 135, com atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h;
• Extrato bancário do benefício, onde pode aparecer aviso de pendência;
• Caixa postal do aplicativo Gov.br.
Se a prova de vida estiver em dia, o sistema mostrará a data da última atualização cadastral.
O governo federal reforçou o alerta para tentativas de fraude envolvendo a prova de vida. Segundo o INSS, as mensagens oficiais não enviam links externos, não pedem senhas, Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), endereço ou dados bancários e nunca solicitam pagamentos por Pix ou qualquer outra forma.
O órgão também orienta os beneficiários a desconfiarem de mensagens recebidas fora dos canais oficiais e lembra que o INSS não envia servidores à casa dos segurados para recolher documentos ou realizar o procedimento.
A recomendação é utilizar apenas o aplicativo Gov.br e o Meu INSS ou contatar o banco responsável pelo pagamento do benefício e Central 135 para consultar informações e regularizar a situação cadastral.